quinta-feira, junho 14, 2007

MEDIOCRIDADE PREMIADA

Começo por esclarecer que não estou ligado ao ensino, não tenho a infelicidade de conhecer a responsável pela DREN, Margarida Moreira, nem conheço nenhum dos envolvidos na campanha faseada a que ela se refere na entrevista dada ao DN de hoje.
Decidi contribuir para a colecção de opiniões que parece estar a recolher, até em blogues segundo afirma, condenando não só as suas atitudes recentes mas também o teor das suas palavras ao dito jornal.
Partindo da”campanha sem precedentes” de que diz ser alvo, diria que é bem merecida pois ao gabar-se do seu mérito, a propósito da recondução no cargo, demonstrou uma falha imperdoável na capacidade de chefia, no minha modesta opinião, ao não ter confrontado pessoalmente o acusado com as denúncias feitas por SMS, antes de ter tomado a iniciativa de proceder disciplinarmente. Isto é um claro sinal de fraqueza, até porque é uma acusação difícil de sustentar e cujo ónus da prova está a cargo do denunciante e não da própria.
A utilização de processos e meios de prova de duvidosa validade, como imagens recolhidas sem autorização dos visados e em espaços públicos, revelam evidente fraqueza de carácter e prepotência, além de indiciarem clara contradição com as declarações prestadas ao jornal, de que “foi uma reunião que correu bem”, para logo afirmar que houve quem tivesse pontapeado carros.
Os “ataques claramente machistas” de que julga ser alvo, e também a ministra da Educação, são um perfeito disparate, já que as críticas que lhe são feitas são de natureza política, processual e comportamental. Margarida Moreira sabe que ocupa um cargo de confiança política e que é nessa qualidade que é julgada pela opinião pública, e tal como os restantes políticos deste país terá de lidar com as críticas e as opiniões dos cidadãos que se sintam suficientemente livres para as manifestar.
A entrevista não lhe é nada favorável e querer passar-se por vítima, arrastando a ministra da Educação, também não a ajudou em nada.
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Nota: O Palácio Nacional de Sintra (Vila) voltará em breve a este espaço, quando os textos e imagens me forem fornecidos pelo amigo Palaciano, a quem agradeço os dois últimos post's.
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Fotos machistas?
Verde? by nibumbum

Vermelho by diankaaa

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Cartoon

By Stavro

quarta-feira, junho 13, 2007

DO PAÇO REAL AO PALÁCIO DE HOJE

MUDANÇAS ESTRUTURAIS II
Já mencionei que algum casario fronteiro ao Paço Real de Sintra foi arrasado após a implantação da República e que o muro e o portão de entrada no terreiro também desapareceram do local, mas mais coisas também foram alteradas nesta mesma zona.
Começarei pelo esguicho que teve pelo menos dois tanques diferentes e que esteve também sem tanque em pelo menos dois locais diferentes, e que hoje está no Jardim da Preta.
Também não existia a actual escadaria de acesso ao Jardim da Preta e a escadaria principal de acesso ao interior do Paço estava colocada lateralmente, em relação à fonte da entrada, tendo também sido mudada no decurso das obras depois da primeira década do século XX.
Os arcos em ogiva, após a fonte da entrada também estiveram entaipados, três deles, sendo que o primeiro da esquerda dava acesso ao espaço situado sob a Sala dos Cisnes.
Estes factos documentados por diversas imagens e gravuras, são algumas curiosidades que nos ajudam a perceber que um monumento que hoje está aberto às visitas de nacionais e estrangeiros, foi edificado para uma outra função, a de habitação, tendo sofrido estas alterações que em pouco alteraram o essencial que era a parte ocupada pela família real.
Nota do autor: Escrevi estas palavras e forneci algumas imagens apenas para satisfazer os pedidos do "dono do espaço" e porque reconheço que há poucas publicações sobre este palácio, e menos referências ainda a estas mudanças, que a maioria do público desconhece.

Uma gravura curiosa de Burnett com o esguicho

O esguicho com o tanque

O esguicho já depois da remoção do portão de entrada

Antigo portão de entrada e o esguicho à direita
Imagem onde se vê a antiga escadaria de entrada

terça-feira, junho 12, 2007

O PAÇO REAL DE SINTRA

MUDANÇAS ESTRUTURAIS I
Em 1910 a entrada para o terreiro fronteiro ao Paço Real de Sintra, fazia-se atravessando um portão, ladeado por duas guaritas. Este espaço estava delimitado por um muro alto e pelo casario ocupado pelo pessoal que por lá trabalhava, bem como pela guarda aí aquartelada. Nos nossos dias já não existe nem o muro, nem as ditas edificações, e o portão foi transferido para outro local dando acesso à mata situada ao lado do corpo manuelino.Não foram estas as únicas mudanças estruturais efectuadas na primeira metade do século XX, mas serão as mais evidentes para quem visite o Palácio Nacional de Sintra e tenha visto as imagens que acompanham este texto.

Portão de entrada e vista da fachada principal (início do séc. XX)

Muro e portão de entrada (nos princípios do séc.XX)

Vista actual da fachada principal e do terreiro fronteiro do palácio.

Antigo portão de entrada no terreiro, hoje dando acesso à mata.

segunda-feira, junho 11, 2007

FORMAS DE ESCRAVATURA

Todos lemos há pouco tempo notícias sobre as condições de trabalho miseráveis em que se encontravam portugueses em alguns países estrangeiros. Quase logo a seguir vieram outros dizer que não era bem assim e que tudo corria bem. Claro que não foram os mesmos a dizê-lo e claro que as segundas fontes foram oficiais.
A emigração nunca foi uma situação fácil, nomeadamente para aqueles que a ela recorrem em situações já de si más, devido ao desemprego e com baixas qualificações. Para dificultar as coisas temos os intermediários e as empresas de trabalho temporário que não aparecem do nada, mas sim para lucrarem com tudo isto. Alguns trabalhadores passam um pouco ao largo destes problemas por partirem com contratos válidos e por terem sido bem encaminhados por amigos ou familiares, mas não é esta a situação da maioria dos que recorrem à emigração.
Quando as coisas correm mal, só há três caminhos a seguir: ou se faz queixa a quem de direito e se procura apoio nas representações consulares, ou se aguenta aguardando por melhores dias, ou então regressa-se a Portugal. A primeira opção concorre para o despedimento imediato e a ajuda consular nem sequer chega a acontecer, a segunda muitas vezes nem chega a ser opção porque as condições são absolutamente miseráveis e, a terceira é a admissão da derrota.
Cidadãos de outros países já passaram por isto mesmo, cá dentro e lá fora, mas cada vez são mais defendidos pelas suas representações diplomáticas antes da partida e depois nos países de acolhimento. Por parte das autoridades portuguesas, não há apoio e informação suficiente nem antes da partida, nem depois quando a situação exige uma resposta adequada.
Talvez seja altura para meditar sobre o fecho de consulados e outras representações e sobre um modo expedito de proteger os cidadãos nacionais de situações de exploração e condições degradantes de vida.

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Fotografia
Moxica


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Humor muito escuro

À francesa by Dilem

domingo, junho 10, 2007

DIA DE PORTUGAL



Eu sou mesmo assim: Vi um cartaz muito mais bonito que o meu, e ZÁS, colei-o aqui!

Picado do blog da amiga Sulista, e aqui que ninguém nos ouve, sem lhe pedir. Eh eh eh

sábado, junho 09, 2007

FOTOS DO PASSADO

Com a colaboração do Palaciano deixo-vos hoje com imagens antigas do Paço Real de Sintra, hoje conhecido como Palácio Nacional de Sintra. Não são imagens que se possam obter hoje com as nossas câmaras fotográficas, pois as vistas são diferentes, a época é outra e alguns dos elementos já não estão nos mesmos lugares.
Aproveitem o Dia de Portugal, se puderem, para fazer uma visita a este monumento, e aproveitem o período da manhã (até às 14 horas) porque assim terão entradas grátis.
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Informações actuais em; http://palaciodesintra.paginas.sapo.pt/

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Do livro O Paço Real de Sintra de Francisco Costa

Imagem curiosa pela pacatez e calma à época

Corrigindo a legenda: não é um pelourinho, mas sim um esguicho

Avaliem a época pelos carros e pelas vestes

sexta-feira, junho 08, 2007

IRREGULARIDADES E RESPONSABILIDADES

Os políticos nacionais têm por vezes afirmações que, não fora a gravidade do seu alcance, me fazem rir até mais não poder.
Há poucos dias o Tribunal de Contas revelou ter detectado despesas públicas irregulares superiores a 700 milhões de euros, em 2006. Ficámos todos à espera de justificações lógicas de quem de direito, o governo, pois a exigência de rigor nas contas públicas tem sido uma constante nas palavras dos diversos ministros. Primeiro vieram umas explicações pouco convincentes, não quantificadas, mas depois apareceu o próprio ministro das Finanças, que desvalorizou as irregularidades que afinal, nas suas palavras, significavam apenas 1% do PIB…, portanto, nem é muito dinheiro!
Porque nos enchem os ouvidos com o rigor e a transparência, por vezes lembro-me que os responsáveis pelas irregularidades detectadas, e até os membros do Tribunal de Contas são pagos pelos nossos impostos (eu incluído), apetece-me perguntar quais as consequências deste relatório? É que seria normal haver consequências, decorrentes do tal rigor e transparência, ou não será assim?
Pelos vistos, não! Neste país tantas vezes considerado pobre mas civilizado, ainda temos uma casta de inimputáveis, até porque 700 milhões de euros, até nem é muito dinheiro (?).

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Cartoon's - Cinzento e Piruetas


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Fotografia manipulada

Dream Theater by kLOWN

quinta-feira, junho 07, 2007

PORQUE É FERIADO

Hoje não estou particularmente inspirado e as notícias também não me deram grandes ideias, pelo que acho melhor deixar-vos com alguns cartoon's sobre a actualidade política mundial.

Mike Thompson

Patrick Chappatte

Hasan Bleibel


Sandy Huffaker

quarta-feira, junho 06, 2007

O DESASSOMBRO DE BAPTISTA-BASTOS

O artigo de opinião de hoje, de Baptista-Bastos no DN, é um retrato perfeito da situação dos órgãos de comunicação social em geral.
«O Sindicato dos Jornalistas foi ao Parlamento "denunciar" que "profissionais experientes e incómodos para os órgãos de comunicação social estão a ser expulsos das redacções". A frase está mal construída, por confusa; a "revelação" é extraordinária, por atrasada. Há mais de 25 anos que o fenómeno da exclusão começou a verificar-se
Mais à frente uma frase marcante: «Não há anjos amotinados nestas questões de liberdade - porque de liberdade se trata
Para terminar, acrescenta o autor o que se tem passado e aponta o dedo, com um desassombro que só a sua autoridade lhe permite: «Grandes jornalistas, que lavraram, no armorial do ofício, páginas brilhantes, às quais nunca faltou a marca d'água da honra - e da gramática -, foram desprezados, humilhados, perseguidos. Uma casta parda mas perigosa, com sorriso de bisturi e alma de delinquente, assenhoreou-se de lugares de mando e tripudiou sobre a dignidade da imprensa. À esquerda e à direita. Terá o sindicato capacidade colectiva, autoridade moral e histórica para "denunciar" esta monstruosidade social, dispersa por outras monstruosidades sociais em que o País é fértil?».
Já aqui tenho tecido críticas ao jornalismo, mas devia sempre ter feito a distinção que agora imperiosamente tenho que fazer, há maus jornalistas, mas o jornalismo é e será sempre, enquanto houver quem escreva com verticalidade e coerência, uma profissão respeitável e necessária em qualquer democracia.

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Escolhas fotográficas



Estudiantes de Tai Chi practicando en un acto promocional de los Juegos Olímpicos de Pequín 2008. In http://calmatotal.blogspot.com/

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Humor pouco machista

Todo o cuidado é pouco

terça-feira, junho 05, 2007

A QUEDA DE MAIS UM MITO

Ciclicamente vêm à baila as férias e os feriados que os portugueses têm, quase sempre referidos como o comilão da produtividade e das “regalias exageradas” dos trabalhadores deste Tuguistão.
Afinal não perdemos mais dias por ano do que a maioria dos povos europeus, temos menos férias consagradas e mesmo no caso dos feriados estamos na média europeia. Sem este argumento para brandir, lá vêm os Chico espertos falar das pontes abalançando-se a contabilizar as percas de produção em termos do PIB.
Temos sempre números que possam ser manipulados mesmo que a evidência seja aquela que todos conhecemos, estamos até abaixo da média europeia em termos de férias e feriados.
Nunca ouvi nenhuma associação patronal, ou até os nossos governantes, referirem que na Finlândia têm 30 dias de férias e 14 feriados, ou seja, mais 8 dias de férias e mais dois feriados do que em Portugal. Também podiam revelar neste caso, se isso se reflecte positiva ou negativamente na produtividade e com que expressão.
Finalizo desafiando os que tanto batem nas férias e folgas dos trabalhadores portugueses, patronato e governos, a compararem percentagens no investimento e modernização das empresas, já para não falar da educação, investigação, saúde e segurança social. Eis algumas comparações que por serem inconvenientes, nunca são mencionadas nem quantificadas comparativamente.

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Fotografia
Starlight in the Gloom by *girltripped

SheZara

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Cartoon

Equívocos

segunda-feira, junho 04, 2007

TRATADO SIMPLIFICADO

Hoje os jornais faziam eco do encontro em Paris entre Sócrates e Sarkozy. O nosso 1º e presidente francês, diz-se que, estão unidos por tratado simplificado.
Sócrates anda em busca dum consenso para um mandato “claro, detalhado e realista” para que se avance na reforma dos tratados assinados em Amesterdão, Maastrich e Nice. Seja lá o que for esse tratado simplificado ou minimalista, que parece que andam a querer negociar e implementar, o que chega à opinião pública é o desejo de quererem fugir aos referendos que mais uma vez podem resultar num profundo NÃO.
Parece-me que Sócrates tem pouca margem de manobra em Portugal, para fugir a um referendo, porque o prometeu e também porque os restantes tratados nunca receberam o aval explícito dos portugueses, que nunca foram chamados a pronunciar-se.
Já lhe chamaram tratado constitucional, constituição europeia e agora tratado simplificado, mas a verdade é que se pretende vincular a vontade dos diversos países a um texto sem se consultarem os cidadãos. Há países que vão arranjar maneira de contornar isto, desde logo a Inglaterra, mas por cá já nem se ouve falar da promessa feita pelo partido socialista – o referendo.
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TOMATES
Tomei conhecimento de mais uma nomeação para o prémio Blog com Tomates, agora por parte do Ludovicus Rex - Momentos & Documentos que agradeço. A horta vai crescendo com a bondade dos meus amigos.
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Vaidade e Beleza em Fotos
Tell Them Where to Go by OpheliasNightmare

hat by ~wilder-wein

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HUMOR - À margem do Festival

Cannes by Danny

domingo, junho 03, 2007

CURTINHAS

500 Vigilantes nos Museus – Recentemente a senhora ministra da Cultura anunciou a contratação a termo certo de 500 vigilantes de museus para suprir as necessidades, no período entre Junho e Setembro. O Guardião fez na altura eco de tal anúncio, congratulando-se com a notícia, mas decidiu verificar logo no início deste mês o que é que já tinha sido feito. Os meios que disponho são escassos, mas fiz o que estava ao meu alcance, contactei diversos amigos, guias e funcionários de museus, palácios e monumentos, que me asseguraram que até ao momento (3/6) não havia notícias da entrada de qualquer vigilante com contrato a prazo para o referido período.
Há na minha pesquisa um grau elevado de incertezas, mas tudo indica que a promessa ainda não foi cumprida.

Loja do Cidadão – Um sucesso no seu arranque, tudo ali à mão num mesmo espaço e celeridade de processos, foi assim que nos foi apresentada a ideia e até funcionou bem durante alguns anos. O tempo encarrega-se de mostrar as fragilidades e o modo como a burocracia toma conta de algumas boas ideias. Obter um bilhete de identidade, ontem na loja das Laranjeiras foi uma perfeita confusão. Com uma fila de cerca de 150 pessoas à hora de abertura, instalou-se a confusão, distribuíram-se manualmente senhas, tiraram-se as senhas, voltaram a distribuir novas senhas. Manteve-se a fila e verificou-se que alguns dos números mais baixos tinham sido distribuídos no final da fila e os mais altos na cabeça da dita, e no meio da anarquia lá andava uma senhora completamente atrapalhada dando ordens a torto e a direito aos seguranças que tentavam impor alguma ordem e desfazer os erros. Cerca de meia hora depois e com o desaparecimento da dita senhora, doutora assim a tratavam os seguranças, lá voltou alguma acalmia voltando o respeito pela ordem de chegada, método que afinal é o habitual. O BI estará pronto em cinco dias úteis, mais tempo do que o dos serviços centrais, onde na quarta-feira era de apenas três dias úteis.

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Selecção Fotográfica
Harumi Saito



Gin and Tonic: light blue edition by MaxM

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Humor
Ski radical

sábado, junho 02, 2007

MANCHETE CULTURAL (?)


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Humor quentinho

Léo Valença



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Humor - Preocupação ambiental

Patrick Chappatte

sexta-feira, junho 01, 2007

RESPONDER A CRÍTICAS

Recebi nos últimos dias algumas críticas de amigos, sobre a minha abordagem ao comportamento, em geral, da classe política e da comunicação social em Portugal. Para uns fui injusto, para outros fui pouco contundente.
Não pretendo ser a voz da razão, limito-me a escrever sobre o que sinto, não estando limitado por qualquer dependência ou preferência partidária. Pode ser uma posição cómoda, segundo alguns disseram, mas a verdade é que não me revejo em nenhum dos partidos políticos que temos.
As críticas que faço aos partidos podem resumir-se em dois pontos muito simples:
- Em geral, e só está comprovado para os que já participaram em governos, dizem uma coisa na oposição e fazem e dizem o seu contrário logo que chegam ao poder.
- A lógica partidária é indutora da formatação do discurso e da opinião, revelando-se castradora no que concerne à diversidade e, é aflitivo ver-se que pretendem (todos eles) abafar a intervenção cívica dos cidadãos que se pronunciam nessa qualidade.
A comunicação social também me tem merecido algumas críticas pois segue uma lógica de não afrontamento dos interesses dos grupos a que pertencem, o que tem transparecido com muita frequência, contrariando um pouco o discurso de absoluta liberdade que os jornalistas clamam com excessiva veemência.
Não estamos num mundo perfeito, eu sei, mas por isso mesmo defendo o direito à liberdade de expressão e não me inibo de exprimir o que penso, respeitando os que pensam coisas diferentes.

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A minha escolha de hoje
O Filme da greve by Kaos

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Ilustração animal

Tristan

Fo2grafen

quinta-feira, maio 31, 2007

O ALINHAMENTO JORNALÍSTICO

Não me vou deter sobre a importância que um jornal possa dar aos assuntos que trata, e ao maior ou menor destaque que dá a determinados assuntos, mas sim ao alinhamento com as posições do governo em funções. Umas vezes é feito dum modo discreto, outras vezes acaba por ir mais longe chegando a querer justificar aquilo que nem o governo se atreve a justificar.
Hoje falo a propósito da decisão da Comissão de Protecção de Dados e do Editorial do DN de 30 de Maio sobre a matéria. O autor refere logo no título que “protecção de Dados incentiva a falta de rigor”, o que me fez ir logo à procura do rigor a que se referia. Para meu espanto o artigo pretendia ir mais longe, ao considerar a decisão como “surpreendente, porque radica numa desconfiança de comportamento persecutório por parte das chefias do aparelho do Estado não provada no passado”.
Confesso que “fiquei passado” com tanta ignorância, ou indisfarçado apoio a governo numa medida por todos condenada. Senão vejamos: umas páginas à frente o mesmo jornal dá a notícia do caso Charrua e a justificação constante do próprio título é “cargo de Charrua era de confiança política”. Isto devia bastar para o autor deste texto nem sequer ter aludido à possibilidade do tal comportamento persecutório das chefias, pois é bem real e agora até é apoiado pelo incentivo à delação, como todos sabemos.
Mas no final cheguei ao problema da “falta de rigor”, que “incentiva às habituais tácticas para fazer greve sem perder um dia de ordenado”, o que não se verificaria com “uma técnica informática que separaria à velocidade da luz o trigo dos grevistas do joio dos outros faltosos”. Segundo o autor isto poupava dinheiro ao Estado.
Falar do que não se sabe ou fingir que se desconhece os processos habituais, é fatal e não abona nada a favor do jornal que publica um editorial destes, pois o procedimento já é feito informaticamente (à velocidade da luz), mas só pode ser fechado cinco dias úteis após o término duma greve, pois esse é o prazo máximo legal previsto para a entrega dos atestados por doença, e fazer-se um outro levantamento rigoroso e centralizado em menos tempo resultaria numa redundância, demoraria o mesmo tempo ou não forneceria os tais dados rigorosos.
Por fim registo que o próprio ministro das Finanças se demarcou dessa tal ”lista negra”, atirando com as responsabilidades para cima do senhor P. Macedo, que até está de saída. O editorialista não sabia ainda disto e quis dar uma mãozinha, mas não lhe vão agradecer porque se tratava penas duma ilegalidade flagrante.
Depois do Correio da Manhã só faltava agora o Diário de Notícias…

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A GREVE

Fiz greve como milhares de portugueses, em sinal de protesto pela política laboral deste governo. O meu blog, como muitos outros, exibiu uma imagem simples anunciando que também ele estava de greve, acompanhando um movimento solidário de muitos bloguistas. Fiquei admirado com a adesão verificada e apresento os parabéns aos seus impulsionadores e a todos os que "pregaram o letreiro nas suas portas".


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Imagens escolhidas

Para refrescar as ideias - Шкондина Татьяна (Tagi)

Contar carneirinhos by sonyka

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Humor Nacional