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sexta-feira, novembro 01, 2013

RAINHA DONA AMÉLIA



Maria Amélia Luísa Helena de Orleães nasceu a 28 de Setembro de 1865 em Twickenham, Inglaterra. D. Amélia era a filha primogénita de Luís Filipe, conde de Paris (neto do último rei de França) e de Maria Isabel de Orleães- Montpensier, infanta da Espanha, filha do duque Antonio de Montpensier.


Casou com o rei português, D. Carlos, em 1886. Vinda de França de comboio, chegou à Pampilhosa a 18 de Maio de 1886, onde terá descido com o pé esquerdo, segundo rezam os relatos. O casamento realizou-se no dia 22 de Maio na igreja de S. Domingos.


Até 1889 o casal real residiu no Palácio de Belém, onde nasceram os três rebentos: D. Luís Filipe, D. Maria e D. Manuel.


Senhora de uma educação esmerada dedicou parte da sua vida a causas humanistas, como a criação de sanatórios, lactários, cozinhas económicas e creches. Algumas das suas obras mais conhecidas são as fundações do Instituto de Socorros a Náufragos, do Instituto Câmara Pestana, da Assistência Nacional aos Tuberculosos e o Museu dos Coches Reais, que só tem rival na da antiga corte russa.


D. Amélia e D. Carlos receberam, na sua residência do Paço de Sintra, personalidades das mais importantes da época como o imperador Guilherme II da Alemanha, o rei Afonso XIII de Espanha, a rainha Alexandra de Inglaterra, e o Presidente da República Francesa Emílio Loubet.


D. Amélia gostava de pintar de desenhar, sendo bem conhecida a sua colecção de desenhos do Paço de Sintra.


No dia 1 de Fevereiro de 1908, a carruagem em que seguia a família real foi atacada a tiro por dois homens, Manuel Buíça e Alfredo Costa, resultando deste atentado a morte do rei D. Carlos e do herdeiro D. Luís Filipe.


Após o regicídio, D. Amélia apoiou o seu filho D. Manuel II, que subiu ao trono com apenas 19 anos de idade.


Com a Revolução de 5 de Outubro de 1910, D. Amélia exilou-se em Inglaterra e depois em França, onde viria a falecer a 25 de Outubro de 1951, com 86 anos de idade. Logo após o fim da II Guerra (1945), a rainha ainda veio a Portugal, visitando Fátima e todos os lugares a que se sentia ligada, excepto Vila Viçosa.

A última rainha de Portugal está sepultada no Panteão dos Braganças, no Mosteiro de S. Vicente de Fora, em Lisboa.


segunda-feira, agosto 27, 2007

DIANA DE GALES

A 31 de Agosto de 1997 morre em Paris, vítima de acidente rodoviário, Diana Spencer. Os jornais portugueses antecipam os dez anos deste infeliz acontecimento, recordando a visita da Princesa do Povo ao nosso país, em Fevereiro de 1987.
Os passos de Diana em Portugal estão descritos na revista de sábado do DN, bem como algumas impressões de jornalistas e políticos, unânimes na apreciação da sua simpatia e do seu à vontade perante os média. Uma informação que passa quase despercebida na peça, foi a comemoração do casamento de D. João I com D. Filipa de Lencastre em 1387, que foi recordado na Sé do Porto e, embora não esteja mencionado, no Palácio Nacional de Sintra onde foi descerrado um busto desta rainha. Outro acontecimento também relevante, mas que também não é mencionado, é que foi relembrada a mais antiga aliança de Portugal com outro país, a Inglaterra, que também foi firmada por D. João I nessa altura.

Nota: Este busto (foto abaixo) está hoje colocado numa parede das traseiras do Palácio Nacional de Sintra, junto à cozinha.
Agradecimentos ao palaciano que forneceu a foto e me ajudou fornecendo alguns elementos sobre o assunto.

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Fotos - Desertos

Mike Reyfman

Gromaler

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Memória
R.J. Matson

domingo, julho 15, 2007

A REAL COZINHA


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A COZINHA DO PALÁCIO NACIONAL DE SINTRA


A cozinha de qualquer habitação é um espelho da utilização que os proprietários lhe dão, ao seu estilo de vida e ao número de pessoas que lá desfrutam dos prazeres da mesa.
Quase todos conhecemos cozinhas de mosteiro e de conventos, mas são poucos os palácios em todo o mundo que disponibilizam uma visita às suas cozinhas, com a excepção dos construídos depois do século XIX.
Hoje pretendemos divulgar algumas imagens da cozinha do Palácio Nacional de Sintra, encimadas pelas duas chaminés cónicas que intrigam muitos dos que apreciam o edifício pelo seu exterior. É precisamente sob essas chaminés com mais de trinta metros de altura que se encontra uma magnífica cozinha, onde se preparavam refeições para os reis e parte da sua corte, que os acompanhava nas suas estadias neste local. O espaço é grande, enorme mesmo, mas adequado ao número de pessoas que por lá se reuniam. O seu aspecto actual reflecte alterações dos séculos XVIII e XIX, mas mantém ao mesmo tempo os vestígios de utilizações muito anteriores, por exemplo os espetos, as arcas salgadeiras, os ganchos de pendurar carne, a estufa em ferro e os dois fornos.
Esta magnífica cozinha é apenas uma das diversas salas que se podem visitar, gratuitamente aos domingos até às 14 horas, no Palácio Nacional de Sintra. Não têm desculpas para continuarem a dizer que as entradas são caras, ou que não conhecem este monumento porque nem sequer imaginavam que tivesse algum interesse.


Texto e imagens do Palaciano


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Fotografia

Recebida por mail

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Humor Alimentar

Steve Nease

Julius Hansen

domingo, junho 24, 2007

O PALÁCIO NACIONAL DE SINTRA




Ao acedermos ao palácio, deparamo-nos com a fonte que encima a escadaria principal, alimentada por água de diversas minas situadas na Serra de Sintra, e que há séculos foi conduzida, por condutas e pequenos aquedutos, para alimentar depósitos e suprir as necessidades dos habitantes deste edifício. À esquerda, temos uma porta com moldura em mármore e bem decorada, que nos conduz à loja e à bilheteira do monumento. Apesar deste espaço ter sido transformado e adaptado para as ditas funções, se tivermos alguma atenção, ainda podemos reparar em alguns elementos em pedra (fig.3) que nos sugerem outras utilizações e outros tipos de compartimentação.
Fica uma menção para os artigos à disposição na loja, em especial para as réplicas de peças deste e de outros monumentos. Depois da aquisição dos bilhetes, que recordo são grátis aos domingos e feriados até às 14 horas, sai-se para o átrio sob as arcadas, onde podemos desfrutar duma vista privilegiada sobre a serra encimada pelo Castelo dos Mouros.
Entra-se para o palácio subindo uma escada (fig.4) que nos conduz a um pequeno hall de entrada, ao fundo do qual nos aguarda outra escada, esta renascentista e em caracol (fig.5), que é uma beleza.

(Continua em breve)




quarta-feira, junho 13, 2007

DO PAÇO REAL AO PALÁCIO DE HOJE

MUDANÇAS ESTRUTURAIS II
Já mencionei que algum casario fronteiro ao Paço Real de Sintra foi arrasado após a implantação da República e que o muro e o portão de entrada no terreiro também desapareceram do local, mas mais coisas também foram alteradas nesta mesma zona.
Começarei pelo esguicho que teve pelo menos dois tanques diferentes e que esteve também sem tanque em pelo menos dois locais diferentes, e que hoje está no Jardim da Preta.
Também não existia a actual escadaria de acesso ao Jardim da Preta e a escadaria principal de acesso ao interior do Paço estava colocada lateralmente, em relação à fonte da entrada, tendo também sido mudada no decurso das obras depois da primeira década do século XX.
Os arcos em ogiva, após a fonte da entrada também estiveram entaipados, três deles, sendo que o primeiro da esquerda dava acesso ao espaço situado sob a Sala dos Cisnes.
Estes factos documentados por diversas imagens e gravuras, são algumas curiosidades que nos ajudam a perceber que um monumento que hoje está aberto às visitas de nacionais e estrangeiros, foi edificado para uma outra função, a de habitação, tendo sofrido estas alterações que em pouco alteraram o essencial que era a parte ocupada pela família real.
Nota do autor: Escrevi estas palavras e forneci algumas imagens apenas para satisfazer os pedidos do "dono do espaço" e porque reconheço que há poucas publicações sobre este palácio, e menos referências ainda a estas mudanças, que a maioria do público desconhece.

Uma gravura curiosa de Burnett com o esguicho

O esguicho com o tanque

O esguicho já depois da remoção do portão de entrada

Antigo portão de entrada e o esguicho à direita
Imagem onde se vê a antiga escadaria de entrada