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sábado, abril 10, 2021

EVITAR O DESPERDÍCIO

O cinismo das autoridades portuguesas e europeias é notória, tentando fazer passar a ideia de que os efeitos secundários mais graves à vacina da AstraZeneca, não acontecem aos cidadãos com idades mais elevadas, quando é do conhecimento público que a vacina não estava a ser administrada aos maiores de 60/65 anos em toda a União Europeia, porque nem sequer tinha sido devidamente testada neste grupo etário.
 
Há dados que não foram devidamente divulgados no que se refere a esta vacina, e a outras, mas sabe-se que a vacina da AstraZeneca foi a mais comprada por Portugal, talvez por causa do seu baixo preço, o que é um factor que sabemos que conta. 
 
Quando se fala da relação risco/benefício quando se questionam os efeitos secundários (raros é verdade), também podiam falar na relação custo/benefício, pois só assim se percebe a preocupação com as sobras da mesma, referidas pelo primeiro-ministro



 

terça-feira, outubro 30, 2018

ALEGREMENTE APOIAMOS A BANCA


O que aconteceu com boa parte da banca nacional, foi um desastre monumental, que tem sido um fardo pesadíssimo para todos os portugueses que pagam os impostos devidamente, sem aldrabices e sem espertezas saloias.

É pouco conhecido do público em geral que entre 2008 e 2014 o Estado gastou quase 12 mil milhões de euros com os bancos, que faliram sem que os culpados tenham assumido as suas responsabilidades, nem tenham sido devidamente condenados.

O Governo, este que temos presentemente, pediu este ano 1.017 milhões para despesas com as instituições financeiras, em 2017 gastou 769,4 milhões, e em 2019 vai pedir para gastar mais 885 milhões com a mesma banca.

Os senhores comentadores, muitos deles até são economistas, e por isso deviam estar melhor informados, fartam-se de criticar o dinheiro gasto com os funcionários públicos, mas sobre o dinheiro desperdiçado pelos “excelentes banqueiros”, alguns deles condecorados, e do círculo íntimo de comentadores e políticos destacados, nem sequer uma linha, ou uma frase.

A hipocrisia é imensa, e a subserviência salta à vista de todos.



quarta-feira, julho 18, 2018

JÁ NÃO HÁ VERGONHA


Imagine-se uma empresa, no caso a Parvalorem, criada pelo Estado para gerir as dívidas do falido BPN, onde já se enterraram cerca de 7.000 milhões de euros dos contribuintes portugueses.

A dita empresa atribuiu a altos quadros, ex-responsáveis do BPN (o banco que faliu), altos vencimentos (alguns superiores ao de Marcelo R. de Sousa), e 23 viaturas topo de gama, e outras mordomias ligadas ao seu uso, porque terá acordado que manteriam regalias adquiridas ainda no BPN (o tal banco que faliu por ser bem gerido).

Estas pessoas (altos quadros) foram aceites ou nomeados pelo responsável da empresa, certamente com o aval do ministro das Finanças ou de outro responsável governamental, que certamente ficou a par disto tudo.

Os cidadãos como eu, apenas solicitados a votar e a pagar impostos, não sabiam nada disto até se tornar público na comunicação social. Ficámos também a saber que a generalidade do trabalho estratégico da empresa (foi criada para fazer isso) está suportada em outsourcing ou em prestação de serviços a outras empresas, às quais se pagam, naturalmente, altas quantias. Também ficámos a saber que o Estado (nós) tem prejuízos anuais superiores a 100 milhões de euros com esta empresa.

Como curiosidade (apenas isso) ficámos também a saber que o presidente do conselho de administração da Parvalorem, Francisco Nogueira Leite, foi nomeado por Vítor Gaspar, reconduzido por Maria Luís Albuquerque e Mário Centeno (vários governos e tendências), mas que também foi gestor da Tecnoforma com Passos Coelho, até 2007.

Lembro-me de ouvir da boca destes ministros das Finanças, e dos primeiros-ministros que os nomearam, que era necessário fazer sacrifícios, que não havia dinheiro, que não se podia dar tudo a todos, e no entanto, neste caso parece que não houve assim tanto rigor, nem falta de dinheiro. Talvez possa estar enganado, ou até tenha interpretado mal o que foi noticiado, mas olhem que ainda não ouvi nenhum desmentido, nem qualquer esclarecimento que me leve a duvidar das fontes e do meu raciocínio.

Fontes AQUI e AQUI



quarta-feira, outubro 05, 2016

MAAT, OBRIGA ENCERRAMENTO DE PONTE PEDONAL

Bastou a inauguração do MAAT, com as habituais entradas grátis, para demonstrar que a linha férrea é uma barreira que dificulta o acesso entre Belém e a zona ribeirinha, porque só existe uma passagem superior para fazer a travessia, desde Alcântara até ao CCB, onde existe um túnel que permite a travessia dos peões.

A passagem superior existente junto ao novo Museu dos Coches, que também dá acesso à estação, mostrou-se pouco segura perante a multidão que a desejou atravessar neste 5 de Outubro. 

Para ser mais rigoroso, recordo que existe uma outra passagem pedonal bem junto à metálica, que ainda não foi concluída, não sei se por falta de dinheiro, se pelas burocracias envolvendo diversas entidades públicas, o que até nem seria de admirar.

Uma vez que as actuais passagens não permitem o atravessamento de pessoas com mobilidade reduzida, porque é que não se termina a passagem anexa ao Museu dos Coches? Não será melhor aproveitar o dinheiro já lá enterrado, e fazer desaparecer aquele tapume que lá está há anos? 


quarta-feira, outubro 01, 2014

UMA BAGATELA DE 30 MILHÕES



Os políticos “agarrados ao poder” têm descredibilizado a sua actividade e a política em geral, tal o desprezo que têm demonstrado em tornar transparente a sua acção.

As comissões parlamentares têm sido sucessivamente uma incrível perda de tempo e de recursos, pelas conclusões que têm sido apresentadas depois dos seus trabalhos.

A investigação sobre os 30 milhões de euros pagos pelos alemães à Escom vai pelos vistos ser encerrada sem nenhuma conclusão sobre quem “abichou” aquela bagatela, ainda que seja muito claro que há indícios muito fortes sobre o destino do dinheiro.

Se o negócio das contrapartidas referentes às aquisições de material militar é um fiasco com contornos muito suspeitos, as gestões de diversos bancos também não lhe ficam atrás, e que se saiba, temos suspeitos mas condenados é que parece que não há.

Portugal continua a ser um país de brandos costumes…



domingo, dezembro 18, 2011

QUE MISÉRIA DE GOVERNANTES

Os governantes que temos tido nos últimos 20 anos demonstraram a sua fraca qualidade, não só atendendo ao mau estado da nossa economia, mas sobretudo devido às más opções que tiveram quando sentados nas cadeiras do poder.

É frequente ouvir governantes deitarem as responsabilidades aos que os antecederam, ainda que os seus partidos tenham partilhado o poder intermitentemente nas últimas décadas. Apesar das promessas com que brindam os eleitores, os resultados estão à vista e as responsabilidades morrem sempre solteiras.

A falta de sentido de Estado e até de vergonha, manifesta-se a cada dia, e hoje temos Passos Coelho a sugerir a emigração de professores desempregados, o que se alargou também a profissionais de outras áreas como a saúde, o ambiente e as comunicações.

Confesso que é penoso ouvir da boca dum 1º ministro aquele tipo de declarações, até porque tem cortado exactamente nas áreas da educação, comunicação, ambiente e saúde, apesar do atraso que temos nestas áreas relativamente aos nossos parceiros europeus.

Os cidadãos deste país investiram imenso nestas áreas, e refiro-me às famílias e contribuintes em geral, e agora vem Passos Coelho dizer que foi um investimento para se deitar borda fora, para se entregar de mão-beijada a países estrangeiros.

Como é que um país com os menores níveis de escolaridade da sua população se pode dar ao luxo de “aconselhar” a emigração de uma geração, que é apenas a mais bem apetrechada a nível de escolarização?

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Humor sem Bola de Cristal

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Imagem Curiosa
Estudo by Palaciano

quinta-feira, novembro 11, 2010

FRONTEIRAS FECHADAS

Devido à realização de uma Cimeira da Nato, Portugal vai repor o controlo documental nas fronteiras durante 5 dias, de 16 a 20 de Novembro. O Diário d República de hoje formaliza a decisão, bem como algumas medidas excepcionais que se prendem com a garantia de segurança de autoridades estrangeiras que se deslocam a Portugal para a cimeira.

Temos situações caricatas, ou que pelo menos não fazem qualquer sentido nos dias que correm, como o facto de se ter encomendado um conjunto de cinco blindados expressamente para esta ocasião, mas que afinal serão apenas dois, porque os outros não chegarão a tempo.

O aparato de segurança previsto não afectará apenas a zona onde decorrerá o encontro da NATO, mas terá também repercussões na zona dos hotéis e embaixadas dos países participantes, e muito em particular no Aeroporto de Lisboa, que sofrerá cancelamentos e atrasos em mais de uma centena de voos.

O Governo prestaria um bom serviço aos cidadãos se se dignasse a informar-nos a todos do montante gasto nesta indesejada cimeira, e quais os prejuízos que esta extravagância causaram ao nosso turismo e à actividade das companhias aéreas que usam regularmente o Aeroporto de Lisboa.

Os números que não nos vão fornecer seriam com toda a certeza superiores aos prejuízos causados pela Greve Geral de dia 24, apesar da maciça adesão esperada.

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Foto - Guarita
Regaleira by Palaciano
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Humor na Estrada
Calceteiro

quarta-feira, outubro 13, 2010

INFORMAÇÃO CENSURADA?

Nos últimos dias têm vindo a público inúmeras despesas feitas por organismos diversos do Estado, que são de difícil explicação e que estão a embaraçar muita gente.

Conheceram-se gastos em festas diversas, e em contratações para eventos mediáticos que custaram verbas incríveis e a recolha estava a ser feita no sítio governamental www.base.gov.pt , pelo que a fonte era, em princípio, insuspeita.

Eu disse que a informação do portal do Governo era, em princípio, insuspeita, porque agora há diversas despesas que pura e simplesmente desapareceram da base de dados. Talvez necessitem de ser rectificados como ouvi dizer, mas restam muitos outros que provam que o despesismo anda à solta, e como se vê não é na tal despesa rígida, que é o nome que dão aos salários.

Não podia deixar de acabar este artigo sem referir que as pensões vitalícias dos nossos políticos, que muitas vezes a acumulam com outras pensões ou salários, o Estado gasta mais do que o balúrdio que a Telefónica pagou à PT pela compra da VIVO.   

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Foto de Fonte
Fonte em Sintra

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Humor Quixotesco

segunda-feira, fevereiro 22, 2010

ONDE NÃO SE CORTA

Segundo o jornal Correio da Manhã o governo prevê gastar 189 milhões de euros em estudos e consultadorias, o que significa um aumento de 21 milhões em relação ao ano anterior. Custa a acreditar que nos gabinetes ministeriais e na função pública não existam pessoas competentes para desenvolver os estudos, ou aconselhar os responsáveis políticos nas diversas áreas. Isto a menos que os políticos venham reconhecer que se rodeiam de pessoas incompetentes e inexperientes para os ajudarem tecnicamente nas suas decisões.

Outra notícia divulgada por diversos órgãos de comunicação social diz-nos que os bónus do Estado a gestores públicos vão ter um aumento significativo este ano, e que as indemnizações compensatórias a empresas também irão aumentar. A incongruência destes aumentos é absolutamente irracional, e não me parece que alguém tenha para isto uma explicação plausível.

O governo de José Sócrates diz que não há margem de manobra para aumentos dos funcionários públicos, que em 10 anos já perderam cerca de 6% de poder de compra, mas está disposto a proporcionar um bodo aos seus escolhidos e nomeados por confiança política.

Num ano de vacas magras, só os boys e girls é que são contemplados pelos favores do governo. Exemplar!



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Fotos Frescas


Andrey Polyakov

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Humor Nacional
Henrique Monteiro

Henrique Monteiro

segunda-feira, abril 06, 2009

O PAPEL HIGIÉNICO

Não vos vou maçar com a teoria do papel higiénico, segundo a qual nunca rompe pelo picotado, mas trago aqui a preocupação legítima da Greenpeace quanto ao gasto de papel higiénico.

Ao final do dia de domingo pousei os olhos nesta notícia, em que o autor pergunta abertamente “alguma vez pensou que de cada vez que vai à casa de banho pode estar a contribuir para o corte de árvores…”. Depois atira-nos para a necessidade de usarmos o papel reciclado, apesar de não ser tão suave.

Fico muito sensibilizado com o senhor Bruno Abreu, é o nome que acompanha a notícia, e posso garantir que leio frequentemente jornais e revistas na privada, separo convenientemente o lixo e deito-o nos contentores recomendados, mas não abdico do papel higiénico cá em casa e escolho sempre embalagens grandes e em conta, esperando que os fabricantes saibam incentivar os consumidores a usar papel reciclado atraindo-os pelo preço.

Vejam bem se isto são modos de começar uma semana!...



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Fotografia e Natureza
By Palaciano

By Palaciano

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Humor no WC
No toilet paper...by Mandor

Batpause by Mikl

terça-feira, julho 29, 2008

EXEMPLO DE POUPANÇA

Segundo o DN de ontem, terça-feira 29/7, «os encargos com a remuneração das administrações das empresas públicas subiram 30%». É claro que o senhor ministro das Finanças mandou uma fonte oficial dizer que os dados não são comparáveis, porque os referentes a 2007 têm um âmbito mais alargado, pois não revelam apenas a remuneração base, mas também outras regalias e compensações e encargos com benefícios fiscais, o que não acontecia com o anterior relatório.

Ficámos a saber que este relatório apresenta mais dados, mas também que agora as empresas do Estado têm agora mais administradores que no ano passado, embora sejam não executivos e com salários menos altos.

Não sei onde está a verdade destes números, porque me dizem que não são comparáveis os relatórios, mas tenho a certeza de que são cada vez mais os bafejados com cargos nas empresas do Estado, como confirmou a fonte oficial do Ministério das Finanças, o que me faz pensar que as poupanças se fazem afinal não são feitas nestes cargos bem remunerados. Também não sei se os tais administradores ganham muito, porque para alguém como o Victor Constâncio talvez até recebam pouco, mas para mim eles são pagos a preço de ouro, tudo depende do ponto de vista.

Será por causa de exemplos destes que Portugal tem a maior assimetria salarial da União Europeia? Será que esta é a justiça social que os nossos governantes tanto apregoam? Eu sei lá, só vou lendo o que se escreve por aí e que eles não desmentem na globalidade, limitando-se a dizer que não são dados comparáveis, pelo que suponho serem verdadeiros. Irrita-me, mas eu até nem gostava deles (os governantes), mesmo antes de conhecer estes números.



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Fotografia de Autor
Mabry Mill III by *meross

LA RUEDA by *meross

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Humor e Cidades
Amorim
Sidnei Marques
Valentin Druzhinin
624

quinta-feira, julho 03, 2008

CULTURA E DINHEIROS

Como frequentador assíduo de museus e monumentos, onde tenho diversos amigos a trabalhar, vou sabendo das dificuldades com que se debatem esses serviços, quer ao nível dos recursos humanos, quer ainda no que respeita a verbas para o simples funcionamento. Para as pessoas menos atentas basta repararem nos sinais de desleixo patentes nas paredes, no estado deplorável dos jardins ou mesmo nos (pouco) uniformes que alguns funcionários ostentam.

Claro que a propaganda oficial apenas refere o aumento de visitantes no ano passado, o sucesso de um ou outro evento mais mediático, ou tece loas ao Museu Berardo e ao número extraordinário de visitantes. Tudo bem, se visto nesta óptica, mas o que também não é menos verdade é que nada funciona bem sem as verbas necessárias, e como o orçamento do Ministério da Cultura é uma autêntica ridicularia, há que realizar verbas para complementarem esse orçamento.

Muitos não fazem contas, mas se as fizessem teriam chegado à conclusão que os bilhetes de ingresso em muitos locais foram aumentados no princípio do ano, em alguns casos em mais 25%, o que não é brincadeira nenhuma, e a oferta nem por isso melhorou, antes manteve-se na mesma.

Joe Berardo fez um óptimo negócio com o seu museu, e até terá aumentado a oferta cultural de Lisboa, mas como tudo tem um preço, as entradas gratuitas significam a módica quantia de 2,5 milhões de euros, ou talvez um pouco menos, já que se as entradas fossem pagas o número de visitantes seria naturalmente menor.

Talvez o país esteja a nadar em dinheiro, ou pelo menos o Ministério da Cultura, e os cidadãos não saibam, mas então porque é que deixou de se investir na conservação dos museus, palácios e monumentos dependentes do Estado? Eu que até costumo andar adiantado nestas coisas, já começo a adivinhar o desmantelamento do IGESPAR e do IMC, com a entrega de muitos serviços a entidades externas ao ministério, e a muito breve prazo, começando pela zona de Sintra, pelo triângulo Alcobaça, Batalha e Tomar e depois, quem sabe, na zona dos Jerónimos, Torre, Museu dos Coches.

Não julguem que não há planos nesse sentido, porque os há, e ponham os olhos no que já sucedeu com o Palácio da Pena, que já referi em tempos.



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Fotografia Manipulada
inpark
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Humor do Leste
Zlaticanin
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