sábado, abril 10, 2021
EVITAR O DESPERDÍCIO
terça-feira, outubro 30, 2018
ALEGREMENTE APOIAMOS A BANCA
quarta-feira, julho 18, 2018
JÁ NÃO HÁ VERGONHA
quarta-feira, outubro 05, 2016
MAAT, OBRIGA ENCERRAMENTO DE PONTE PEDONAL
quarta-feira, outubro 01, 2014
UMA BAGATELA DE 30 MILHÕES
domingo, dezembro 18, 2011
QUE MISÉRIA DE GOVERNANTES
Os governantes que temos tido nos últimos 20 anos demonstraram a sua fraca qualidade, não só atendendo ao mau estado da nossa economia, mas sobretudo devido às más opções que tiveram quando sentados nas cadeiras do poder.
É frequente ouvir governantes deitarem as responsabilidades aos que os antecederam, ainda que os seus partidos tenham partilhado o poder intermitentemente nas últimas décadas. Apesar das promessas com que brindam os eleitores, os resultados estão à vista e as responsabilidades morrem sempre solteiras.
A falta de sentido de Estado e até de vergonha, manifesta-se a cada dia, e hoje temos Passos Coelho a sugerir a emigração de professores desempregados, o que se alargou também a profissionais de outras áreas como a saúde, o ambiente e as comunicações.
Confesso que é penoso ouvir da boca dum 1º ministro aquele tipo de declarações, até porque tem cortado exactamente nas áreas da educação, comunicação, ambiente e saúde, apesar do atraso que temos nestas áreas relativamente aos nossos parceiros europeus.
Os cidadãos deste país investiram imenso nestas áreas, e refiro-me às famílias e contribuintes em geral, e agora vem Passos Coelho dizer que foi um investimento para se deitar borda fora, para se entregar de mão-beijada a países estrangeiros.
Como é que um país com os menores níveis de escolaridade da sua população se pode dar ao luxo de “aconselhar” a emigração de uma geração, que é apenas a mais bem apetrechada a nível de escolarização?

quinta-feira, novembro 11, 2010
FRONTEIRAS FECHADAS
Temos situações caricatas, ou que pelo menos não fazem qualquer sentido nos dias que correm, como o facto de se ter encomendado um conjunto de cinco blindados expressamente para esta ocasião, mas que afinal serão apenas dois, porque os outros não chegarão a tempo.
O aparato de segurança previsto não afectará apenas a zona onde decorrerá o encontro da NATO, mas terá também repercussões na zona dos hotéis e embaixadas dos países participantes, e muito em particular no Aeroporto de Lisboa, que sofrerá cancelamentos e atrasos em mais de uma centena de voos.
O Governo prestaria um bom serviço aos cidadãos se se dignasse a informar-nos a todos do montante gasto nesta indesejada cimeira, e quais os prejuízos que esta extravagância causaram ao nosso turismo e à actividade das companhias aéreas que usam regularmente o Aeroporto de Lisboa.
Os números que não nos vão fornecer seriam com toda a certeza superiores aos prejuízos causados pela Greve Geral de dia 24, apesar da maciça adesão esperada.
quarta-feira, outubro 13, 2010
INFORMAÇÃO CENSURADA?
Conheceram-se gastos em festas diversas, e em contratações para eventos mediáticos que custaram verbas incríveis e a recolha estava a ser feita no sítio governamental www.base.gov.pt , pelo que a fonte era, em princípio, insuspeita.
Eu disse que a informação do portal do Governo era, em princípio, insuspeita, porque agora há diversas despesas que pura e simplesmente desapareceram da base de dados. Talvez necessitem de ser rectificados como ouvi dizer, mas restam muitos outros que provam que o despesismo anda à solta, e como se vê não é na tal despesa rígida, que é o nome que dão aos salários.
Não podia deixar de acabar este artigo sem referir que as pensões vitalícias dos nossos políticos, que muitas vezes a acumulam com outras pensões ou salários, o Estado gasta mais do que o balúrdio que a Telefónica pagou à PT pela compra da VIVO.
segunda-feira, fevereiro 22, 2010
ONDE NÃO SE CORTA
Segundo o jornal Correio da Manhã o governo prevê gastar 189 milhões de euros em estudos e consultadorias, o que significa um aumento de 21 milhões em relação ao ano anterior. Custa a acreditar que nos gabinetes ministeriais e na função pública não existam pessoas competentes para desenvolver os estudos, ou aconselhar os responsáveis políticos nas diversas áreas. Isto a menos que os políticos venham reconhecer que se rodeiam de pessoas incompetentes e inexperientes para os ajudarem tecnicamente nas suas decisões.
Outra notícia divulgada por diversos órgãos de comunicação social diz-nos que os bónus do Estado a gestores públicos vão ter um aumento significativo este ano, e que as indemnizações compensatórias a empresas também irão aumentar. A incongruência destes aumentos é absolutamente irracional, e não me parece que alguém tenha para isto uma explicação plausível.
O governo de José Sócrates diz que não há margem de manobra para aumentos dos funcionários públicos, que em 10 anos já perderam cerca de 6% de poder de compra, mas está disposto a proporcionar um bodo aos seus escolhidos e nomeados por confiança política.
Num ano de vacas magras, só os boys e girls é que são contemplados pelos favores do governo. Exemplar!

segunda-feira, abril 06, 2009
O PAPEL HIGIÉNICO
Não vos vou maçar com a teoria do papel higiénico, segundo a qual nunca rompe pelo picotado, mas trago aqui a preocupação legítima da Greenpeace quanto ao gasto de papel higiénico.
Ao final do dia de domingo pousei os olhos nesta notícia, em que o autor pergunta abertamente “alguma vez pensou que de cada vez que vai à casa de banho pode estar a contribuir para o corte de árvores…”. Depois atira-nos para a necessidade de usarmos o papel reciclado, apesar de não ser tão suave.
Fico muito sensibilizado com o senhor Bruno Abreu, é o nome que acompanha a notícia, e posso garantir que leio frequentemente jornais e revistas na privada, separo convenientemente o lixo e deito-o nos contentores recomendados, mas não abdico do papel higiénico cá em casa e escolho sempre embalagens grandes e em conta, esperando que os fabricantes saibam incentivar os consumidores a usar papel reciclado atraindo-os pelo preço.
Vejam bem se isto são modos de começar uma semana!...
terça-feira, julho 29, 2008
EXEMPLO DE POUPANÇA
Segundo o DN de ontem, terça-feira 29/7, «os encargos com a remuneração das administrações das empresas públicas subiram 30%». É claro que o senhor ministro das Finanças mandou uma fonte oficial dizer que os dados não são comparáveis, porque os referentes a 2007 têm um âmbito mais alargado, pois não revelam apenas a remuneração base, mas também outras regalias e compensações e encargos com benefícios fiscais, o que não acontecia com o anterior relatório.
Ficámos a saber que este relatório apresenta mais dados, mas também que agora as empresas do Estado têm agora mais administradores que no ano passado, embora sejam não executivos e com salários menos altos.
Não sei onde está a verdade destes números, porque me dizem que não são comparáveis os relatórios, mas tenho a certeza de que são cada vez mais os bafejados com cargos nas empresas do Estado, como confirmou a fonte oficial do Ministério das Finanças, o que me faz pensar que as poupanças se fazem afinal não são feitas nestes cargos bem remunerados. Também não sei se os tais administradores ganham muito, porque para alguém como o Victor Constâncio talvez até recebam pouco, mas para mim eles são pagos a preço de ouro, tudo depende do ponto de vista.
Será por causa de exemplos destes que Portugal tem a maior assimetria salarial da União Europeia? Será que esta é a justiça social que os nossos governantes tanto apregoam? Eu sei lá, só vou lendo o que se escreve por aí e que eles não desmentem na globalidade, limitando-se a dizer que não são dados comparáveis, pelo que suponho serem verdadeiros. Irrita-me, mas eu até nem gostava deles (os governantes), mesmo antes de conhecer estes números.
quinta-feira, julho 03, 2008
CULTURA E DINHEIROS
Como frequentador assíduo de museus e monumentos, onde tenho diversos amigos a trabalhar, vou sabendo das dificuldades com que se debatem esses serviços, quer ao nível dos recursos humanos, quer ainda no que respeita a verbas para o simples funcionamento. Para as pessoas menos atentas basta repararem nos sinais de desleixo patentes nas paredes, no estado deplorável dos jardins ou mesmo nos (pouco) uniformes que alguns funcionários ostentam.
Claro que a propaganda oficial apenas refere o aumento de visitantes no ano passado, o sucesso de um ou outro evento mais mediático, ou tece loas ao Museu Berardo e ao número extraordinário de visitantes. Tudo bem, se visto nesta óptica, mas o que também não é menos verdade é que nada funciona bem sem as verbas necessárias, e como o orçamento do Ministério da Cultura é uma autêntica ridicularia, há que realizar verbas para complementarem esse orçamento.
Muitos não fazem contas, mas se as fizessem teriam chegado à conclusão que os bilhetes de ingresso em muitos locais foram aumentados no princípio do ano, em alguns casos em mais 25%, o que não é brincadeira nenhuma, e a oferta nem por isso melhorou, antes manteve-se na mesma.
Joe Berardo fez um óptimo negócio com o seu museu, e até terá aumentado a oferta cultural de Lisboa, mas como tudo tem um preço, as entradas gratuitas significam a módica quantia de 2,5 milhões de euros, ou talvez um pouco menos, já que se as entradas fossem pagas o número de visitantes seria naturalmente menor.
Talvez o país esteja a nadar em dinheiro, ou pelo menos o Ministério da Cultura, e os cidadãos não saibam, mas então porque é que deixou de se investir na conservação dos museus, palácios e monumentos dependentes do Estado? Eu que até costumo andar adiantado nestas coisas, já começo a adivinhar o desmantelamento do IGESPAR e do IMC, com a entrega de muitos serviços a entidades externas ao ministério, e a muito breve prazo, começando pela zona de Sintra, pelo triângulo Alcobaça, Batalha e Tomar e depois, quem sabe, na zona dos Jerónimos, Torre, Museu dos Coches.
Não julguem que não há planos nesse sentido, porque os há, e ponham os olhos no que já sucedeu com o Palácio da Pena, que já referi em tempos.


























