Tenho constatado que os mesmos que defendem furiosamente o funcionamento dos mercados sem a intervenção dos Estados, têm sido os mesmos que culpam agora os mercados, ou pelo menos parte deles, pela má situação económica que atinge boa parte do mundo ocidental.
Os mercados e os mercadores têm origens ancestrais e protagonizaram bons e maus momentos em todas as civilizações, mas por uma outra razão, tiveram sempre que ser refreados na sua ganância pelos poderes vigentes. Aconteceu com os prestamistas, que viraram agiotas antes de serem metidos na ordem, como aconteceu com muitos outros tipos de negócio que foram regulados ou passaram mesmo para a alçada de quem governava.
Sabe-se que os mais liberais são visceralmente adversos à regulação, e é fácil compreender como se valem de posições dominantes para impor preços acima do que seria justo, ou como facilmente fazem desaparecer um produto do mercado para subir artificialmente o seu preço.
Pensemos nos nossos combustíveis ou no açúcar, por exemplo, mas podia dar exemplos lá de fora, como o do sal em França, que vai faltar para a semana que vem, e com as culpas a recair nas baixas temperaturas.
Acreditam que os mercados se regulam a si próprios e que são justos?













































