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terça-feira, outubro 05, 2021

À PROCURA DO SOCIALISMO

António Costa encheu a boca de promessas durante a campanha eleitoral para as autarquias, e disse que o Partido Socialista pode e deve dizer o que fez e pretende fazer.

O comum cidadão procura nas afirmações dos membros do Governo as ideias e as promessas de cariz socialista já que são os socialistas que estão no Governo.

Começando pelos salários da função pública as declarações da ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública veio afirmar que não há condições para uma actualização geral da remunerações, embora mencione aumentos só para os salários mais baixos e alguns técnicos superiores, exactamente a base e o topo das carreiras comuns da função pública. Não se consegue encontrar qualquer vestígio de conteúdo socialista nas afirmações, quando se esperaria que em caso de carência orçamental se fizesse um aumento do mesmo montante para todos, isso sim dentro do espírito socialista.

É curioso que apesar do que disse a ministra Alexandra Leitão, António Costa vem dizer que quer beneficiar a classe média, seja isso o que for.

Do Presidente da República vem, neste 5 de Outubro, um apelo para se construir um país mais justo e inclusivo, isso sim um ideal socialista (ainda que ele não seja desse partido).

Para quem não tenha percebido o que eu, que não sou socialista, pretendi mostrar, deixo-vos uns dados da Pordata que mostram bem o panorama que temos no país:

-Taxa de risco de pobreza em 2019 – 37%

- Taxa de intensidade da pobreza em 2019 – 24,4%

Acrescente-se que um quinto da população portuguesa é pobre e um em cada três pobres tem emprego estável.   


 

segunda-feira, novembro 29, 2010

POBRE TIRIRICA

Francisco Everardo Oliveira Silva, mais conhecido no Brasil como o palhaço Tiririca, arrisca-se a ser condenado a uma pena de 5 anos de prisão, por ter mentido sobre as suas habilitações literárias. Note-se que foi o deputado mais votado em todo o Brasil, e estou certo que concorreu a par de muitos doutores e engenheiros, para não mencionar outras licenciaturas e doutoramento igualmente respeitáveis.

Utilizo a palavra “pobre” para descrever a “sorte” que pode calhar ao Tiririca, porque se tivesse concorrido a eleições em Portugal o problema não se colocava certamente.

Já sei que estão todos a pensar numa qualquer universidade ou politécnico independente, ou em provas enviadas por fax, ou até exames e diplomas feitos ao fim-de-semana, mas isso é maldade vossa.

O pobre Tiririca em Portugal já teria passado pelas Novas Oportunidades e pronto! Mas pensando bem, não me recordo de nenhum impedimento efectivo para alguém se candidatar a deputado sem saber ler e escrever, com a idade do pobre palhaço.

Neste cantinho do velho continente um palhaço quase analfabeto pode ser eleito, não acham?


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Foto - Detalhe de Colcha
By Palaciano

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Humor Famélico

terça-feira, junho 16, 2009

CURTINHAS

Banco de Portugal – Ouvi durante umas quantas horas as explicações de Vitor Constâncio e as perguntas de dois deputados, mas para ser sincero, mesmo descontando o mau humor injustificado do governador do BdP, nada ouvi de esclarecedor por parte do senhor governador. A acção preventiva da instituição falhou, as suas diligências prudenciais foram incapazes de detectar as fraudes que hoje se admitem, e as justificações não convencem. Pelos vistos o senhor governador gosta de encarar tudo no sentido formal, em que não se questiona o que não se sabe, ainda que hajam desconfianças, e a palavra dos interlocutores (neste caso os bancos) valem mais do que todos os indícios não provados. Incompetência parece que não é admitida, e no máximo fiquei com a sensação de que Vitor Constâncio apenas admitiria, no máximo, ter sido demasiado crédulo ao confiar nos seus interlocutores do BPN.

Fome – Em pleno século XXI, com crise ou sem crise económica, o mundo enfrenta a fome em diversos continentes e muitos países. O sistema económico colapsou, não sem antes ter deixado os bolsos dos grandes especuladores e gestores bancários bem na vida, aumentando a já existente assimetria e má distribuição da riqueza. Os responsáveis políticos prometeram mudanças e mais fiscalização, mas prepara-se para ficar tudo na mesma, ou quase, sem responsáveis pela hecatombe, ainda que com umas quantas vinganças previsíveis. De fome não se fala, mas quase 160 milhões gastos em contratações de futebolistas, isso sim é notícia neste mundo cão.



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Foto Macabra
anzhina

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Humor Negro
Salah Adarbe


Salah Adarbe

terça-feira, novembro 04, 2008

NACIONALIZAR, O QUÊ?

A notícia mais comentada no começo desta semana é sem dúvida nenhuma a nacionalização do Banco Português de Negócios (BPN). A primeira incredulidade com que fomos brindados, foi sem dúvida o pudor na utilização da palavra nacionalização, que foi evitada, como se efectivamente não fosse de facto uma nacionalização. Talvez a tal conotação ideológica de que falava José Sócrates, agora esteja a incomodá-lo.

Todos nos lembramos de ter ouvido Teixeira dos Santos dizer há bem pouco tempo, que não tinha conhecimento de qualquer banco português que estivesse em dificuldades, mas agora ficámos a saber que pelo menos desde Junho isso era do conhecimento do Banco de Portugal (BdP), e portanto do próprio Governo.

Independentemente destas imprecisões, o problema torna-se ainda mais “cabeludo” porque, e basta ler os títulos dos jornais e da agências de informação para se constatar que não foi a crise que desencadeou esta operação de nacionalização, mas sim fraudes que entretanto já foram detectadas no funcionamento da instituição.

Ao ouvir da boca do ministro Teixeira dos Santos que os accionistas serão indemnizados, assim mesmo, fiquei arrepiado e completamente fora de mim. Então este já não é o mesmo banco que deu lucros fabulosos ainda recentemente, e que tinha uma gestão competente que eu ouvi elogiar?

Algo vai muito mal neste assunto, porque embora até possa aceitar que a nacionalização seja o caminho mais lógico e expedito para evitar a turbulência na banca nacional, que nem quis “entrar com dinheiro” para salvar o BPN, sempre pensei que o Governo antes de apurar o prejuízo e as eventuais fraudes cometidas pelos responsáveis do BPN, nem sequer tivesse o desplante de vir falar em indemnizações aos accionistas. Acho que seria muito mais sensato falar primeiro do apuramento de responsabilidades, na eventual punição dos responsáveis e na devolução dos dinheiros envolvidos em operações ilegais e nos prejuízos daí resultantes. Quanto aos accionistas, que naturalmente são responsáveis pelas escolhas dos gestores do banco, esses teriam de esperar pelo desfecho das investigações, para se saber se não beneficiaram de algum modo de alguma contabilidade criativa, ou de lucros ilícitos, e só depois é que se poderia falar em eventuais indemnizações.

Eu não sou nenhum entendido em economia, ou em actividade bancária, mas concedam-me o direito de duvidar de tanta liberalidade no uso de dinheiros que afinal são de todos nós. Já estou como o outro, nacionalizam-se os prejuízos e privatizam-se os lucros, que é o que me parece que se está a tentar fazer a todo o gás.



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Fotos - Símbolos Americanos
Zippo By Mandrak

The prototype By AlanHauge

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Caricaturas
Alice Cooper por Sebastián

Paris Hilton por Sebastián

sexta-feira, novembro 16, 2007

DURAS REALIDADES


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Sempre que ouço falar de despedimentos colectivos, listas de excedentários e desemprego a raiva apodera-se de mim, porque há muito para fazer e não é com gente válida lançada para o desemprego que lá vamos.

Dizem-me: É a economia, estúpido.

Eu digo que a economia deve ser estúpida, mas pouco posso fazer.

A imagem acima, foi-me enviada por alguém que está no desemprego, e ilustra bem essa realidade.

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Fotos - Côr da Comida
Serg_Butcher

SARSMI

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Caricaturas

Maria Callas by Achille Superbi

Dimitris Georgopalis