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quarta-feira, abril 24, 2024

MARCELO O ERRÁTICO

Marcelo já teve melhores dias, agora tem andado a "meter a pata na poça", por falar demais. Disse que o novo líder do PSD era provinciano, que Costa era lento por ser oriental, que não era responsável pelo que o seu filho tinha feito (caso das gémeas), e até que Portugal era responsável pela escravatura e pela colonização e que devia compensar esses povos. 

É mau demais para alguém a ocupar o mais alto cargo da nação. As declarações sobre o actual e o último 1º ministro são, no mínimo, lamentáveis. Quanto às responsabilidades dos portugueses pela escravatura e pela colonização, e alvitrar uma compensação por isso, é simplesmente um disparate, pois a culpa colectiva não é aplicável pela Convenção de Genebra de 1949, até porque os portugueses da actualidade não têm qualquer controle directo sobre essas acções.

Admira-me que o Presidente esteja preocupado com compensações a outros povos e não o esteja para com os seus compatriotas que tudo perderam por causa duma descolonização apressada e sem quaisquer garantias para os portugueses que lá viviam, e que não eram culpados pelos actos dos governantes de Portugal (entre os quais pontuou o pai do próprio Marcelo).



 

sexta-feira, janeiro 28, 2022

O REGRESSO DE MARCELO

Marcelo dissolveu a Assembleia da República, arranjando um previsível berbicacho, foi operado à hérnia e depois remeteu-se ao silêncio.
 
Agora termina a campanha eleitoral, vem o anacrónico Dia de Reflexão, e o dia da votação com os resultados que, suponho eu, não vão facilitar a formação de maiorias que permitam uma governação sem compromissos.
 
O berbicacho vai de certo modo cair no colo de Marcelo que, possivelmente terá que arbitrar conversações que são sempre difíceis e tensas. Ossos do ofício... 
 
Vamos ver se não teremos que voltar às urnas em breve, deixando o país a marcar passo.


 

domingo, outubro 25, 2020

MARCELO O DESATENTO

Não está em causa se concordamos ou não com as medidas que o Governo está a tomar com o pretexto de controlar a epidemia que enfrentamos, mas sim a leveza com que tanto o Governo como o Parlamento agem e impõem medidas restritivas dos direitos dos cidadãos, ignorando a Constituição.
 
Não estou sozinho nesta denúncia, tenho a companhia de muitas pessoas e uma delas é o Prof. Jorge Miranda.
 
Resta-nos esperar que o Presidente Marcelo abandone o silêncio ruidoso com que nos tem brindado por estes dias, e relembre à classe política que a Constituição é para respeitar, ou então merecerá o cognome que já corre na boca de muitos portugueses.


 

segunda-feira, novembro 26, 2007

MARCELO PROGRESSISTA

Já não sou um “cliente” habitual do espaço ocupado na RTP pelo professor Marcelo Rebelo de Sousa, mas como passa à hora do jantar acaba por ser quase incontornável. No domingo passado o comentador veio dizer que compreende o descontentamento dos funcionários públicos, embora discorde das razões apresentadas pelos sindicatos. Mas não ficou por aqui o senhor professor, porque acrescentou que o governo acabou por ficar com o fardo de ter posto todos os funcionários públicos com o credo na boca, e com medo de serem considerados excedentários, ainda que pouco tenha reformado de facto, e que portanto mais valia que o tivesse feito, porque os estragos já foram feitos na sua imagem. É inegável que a sua costela partidária falou mais alto do que a razão, e a isenção de que faz alguma gala, e também se ficou a saber que o senhor professor ou não se acha dispensável, ou então não precisa para nada do emprego público que ocupa.
O que mais me espantou, ou talvez não, neste seu comentário semanal, foi a atribuição do hipotético apoio de algum patronato à luta protagonizada pelos sindicatos, à desorientação do patronato em geral. Desengane-se professor Marcelo, porque os pequenos empresários já se deram conta de que estão à beira de também perderem os seus negócios e proventos.
Os trabalhadores deste país já foram tão espremidos como a azeitona num lagar, e o azeite (lucro), foi direitinho para o mercado (grandes empresas), restando apenas o bagaço sem grande valor económico, e portanto um subproduto destinado a adubar as terras.
A análise terminou com outro momento alto, quando a propósito da igreja portuguesa o comentador diz que o prelado não é de esquerda, como se afirma, mas sim cristão reformista, classificação em que gostaria certamente de ser incluído, fato que lhe assenta muito mal, e não me refiro obviamente às suas crenças e devoções.


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