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domingo, fevereiro 06, 2011

OS IDIOTAS ÚTEIS

Apareceram alguns senhores nos últimos dias, a congratular-se com as decisões da União Europeia quanto às novas regras de ajuda europeias, e quanto à Europa económica que se vai desenhando, dizendo-se nomeadamente que afinal o FMI não vai cá entrar.

Portugal tem um problema de dívida externa, e de falta de confiança dos mercados, o que dificulta imenso a obtenção de capitais para investimento e para o pagamento da dívida. Dependendo do exterior para se financiar, as alternativas resumem-se ao BCE e ao FMI, caso os mercados financeiros não se disponham a emprestar a juros razoáveis.

A Europa não teve uma resposta pronta e eficaz no começo da crise, e o resultado foi o tremendo aumento dos juros, que tornaram a situação ainda mais difícil, para não dizer desesperada. Não entendo qual é a diferença que vêem os que se congratulam por não ser o FMI a intervir, mas sim a Europa sob a batuta da Alemanha e da França, com medidas igualmente asfixiantes e com uma perda de autonomia financeira que já se anuncia.

Os arautos da submissão às directivas europeias, e à perda de soberania, talvez devam pedir mais um parecer ao “amigo” constitucionalista, Jorge Miranda, sobre o “inquestionável” interesse público desta submissão, para contornar a Constituição, como o fez relativamente aos cortes salariais. 

Pode ler também ISTO, ISTO e ISTO

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Fotos - Electricidade
By Palaciano

By Palaciano
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Humor Submersível
I see you!

segunda-feira, junho 28, 2010

CURIOSIDADES

Sem surpresa ouvi a ministra da Cultura afirmar que vamos atravessar um período muito difícil, devido aos cortes que o ministério sofreu, e que segundo se sabe vão ser de 20%. A crise toca a todos, e ainda que Gabriela Canavilhas diga que vai atingir sobretudo os artistas independentes, também podia acrescentar que também os funcionários dos museus têm pagamentos atrasados do seu trabalho extraordinário, tal como muitos fornecedores. Ficava-lhe bem não esquecer alguns, mesmo dentro de portas.

Outra notícia interessante surge da afirmação do Nobel da Economia, Joseph Stiglitz, que defendeu que se os bancos não emprestam, os governos deveriam criar os seu próprios bancos. Registe-se que não consta que este senhor seja um colectivista, e que apresenta uma opinião que é oposta à dos “aprendizes de feiticeiro”, apelidados de liberais, que sugerem a privatização de tudo e mais alguma coisa.

Não deve existir nenhuma conexão de antagonismo entre políticos de direita com formação em economia e os laureados com o Prémio Nobel, mas olhem que parece mesmo!



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Fotos de se Tirar o Chapéu
I think, I'm a dreamer By Ben Goossens

News online By Patrick Desmet

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Humor e Exames
Exercício Anti-Stress por Henrique Monteiro

quinta-feira, abril 29, 2010

ROBINS DOS BANCOS

Não costumo ter paciência para ouvir ou ler os “especialistas em economia”, e muito menos os comentadores dessa área cujas previsões e conselhos surgem sempre com atraso e ao sabor dos grandes interesses instalados.

Recebi por email um artigo de opinião de Nicolau Santos cujo título era “Cinco medidas imediatas para responder à crise”. Conheço bem a opinião do escriba, e o artigo confirmou a opinião (desfavorável) que tinha sobre ele.

As medidas imediatas que Nicolau Santos avança, são mais do mesmo. Cortes nas despesas do Estado, aumento do IVA e mais congelamentos para os funcionários públicos. Previsível e na linha do que os partidos do centrão vão adiantando.

Se bem me recordo não se prevê ir buscar dinheiro onde comprovadamente ele está, nem sequer penalizar quem durante estes anos todos delapidou o erário público, ou os verdadeiros responsáveis pela crise económica que até beneficiaram de ajudas com o nosso dinheiro.

As soluções destes senhores são há muito tempo as mesmas, e incidem sobre os rendimentos do trabalho, sobre as pensões para as quais descontámos durante muitas décadas, e até sobre os subsídios de desemprego que é um direito adquirido.

Votem nestes senhores, e depois venham queixar-se! Um dia a casa vem abaixo, e eu estou preparado para atirar uns quantos tijolos a estas cabecinhas pensantes.



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Fotos Variadas
Антонио

Солнца

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Humor Variado
Junião

Jalal Pirmarzabad

terça-feira, janeiro 05, 2010

É FÁCIL FALAR DO ALTO

Victor Constâncio, Governador do Banco de Portugal e um dos mais bem pagos governadores dos bancos centrais do mundo, bem acima do que aufere o seu homólogo dos EUA, por exemplo, veio a terreiro dizer que não podemos esperar pela recuperação económica para reduzir o défice.

Este senhor, pelo qual não nutro a menor simpatia, embora desta vez não tenha apresentado qualquer sugestão para se obter a tal redução do défice, é sobejamente conhecido pelas suas sugestões anteriores, que apontavam sistematicamente a diminuição ou congelamento dos salários, e a manutenção da carga fiscal ou o seu alívio para as empresas de modo gradual.

A classe dos economistas têm sido particularmente alinhada com o poder e com o empresariado, de que dependem muito naturalmente, e não podem reclamar para si mais credibilidade do que qualquer outro profissional de qualquer profissão, já que estão inevitavelmente ligados à situação das empresas nacionais e à situação económica do país.

Movimentando-se em circuito fechado, aliados do poder económico ou político, nunca os ouvi reconhecer erros na sua actuação, ou no conjunto de decisões tomadas pelos governos ou empresas aos quais estiveram ligados, parecendo que nunca influenciaram as decisões tomadas e os resultados conhecidos.

Assim é fácil falar, bastando atirar as culpas para os custos do trabalho (dos mais baratos da Europa), aos altos salários dos funcionários ( não gostam de divulgar os seus), à burocracia (da responsabilidade dos decisores), à baixa produtividade (a deles é das menores da Europa), e à crise para a qual não mostraram habilidade para dar a volta.

É fácil senhores economistas, mas onde ficam as vossas responsabilidades nisto tudo?



Larry Wright

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Fotos - Em Estilo Renascentista
Cameron Diaz By IngelaS

Robin Williams By Mandrak

quarta-feira, março 18, 2009

CURTINHAS

Salto à Vara – Andava eu por aí a consultar os jornais do dia quando subitamente dou com um título no Correio da Manhã segundo o qual “Armando Vara duplica salário no BCP”. Não conhecia esta aptidão para o “salto” deste senhor, que pelos vistos melhora com a idade, mas há sempre alguém que desafia a regra …

Salários a diminuir?Segundo o economista Vítor Bento, os salários em Portugal vão diminuir “a bem ou a mal”. Não sei se o economista falava do salário de Armando Vara, ou do seu próprio salário, ou então se estava a generalizar. Em tempos de crise, e especialmente quando o desemprego sobe muito, é politicamente correcto vir falar de baixas de vencimentos, o que é estranho é que sejam sempre indivíduos com elevados salários e posições de chefia a vir a terreiro, só que preconizam e aplicam essas medidas precisamente a quem aufere menores salários.

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Pintura Colorida
Roses with Wine by *Leonidafremov

DELIGHTFUL LADIES by *Leonidafremov

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Aquecimento Global - Visão Humorística

terça-feira, outubro 07, 2008

LIBERAIS ÀS DIREITAS

Penso que já ninguém duvida que não morro de amores pelas opiniões dos nossos economistas e comentadores de economia, pelo menos pela maioria deles. Sou um leitor compulsivo de jornais e revistas, os livros exigem maior disponibilidade, e essa já é mais difícil de arranjar, embora ainda vá existindo de quando em vez, e procuro ler diversas correntes de opinião, mesmo aquelas que partem de pessoas cujo pensamento se situa nos antípodas daquilo que defendo.

Já abordei aqui o tema da (falta) ética do mercado, salientando que são perfeitamente incompatíveis por definição, e talvez por isso mesmo os meus olhos tombaram sobre uma coluna de opinião de Francisco Sarsfield Cabral com o título “Ética e mercado”. Quem já o tenha lido ou visto na televisão concordará que é um liberal às direitas e até há bem poucos dias, pelo menos, um defensor da auto regulação dos mercados e de menor intervenção do Estado na economia.

Apesar da minha discordância com as suas ideias, FSC conseguiu surpreender-me com o seu artigo, pelo que não resisto a transcrever um excerto: «A melhor prevenção dessas bolhas especulativas e da desgraça que elas trazem está numa ética de negócios com sentido das responsabilidades e que ponha um travão às tentações de absolutizar o lucro. Ora o fim do comunismo e o crescimento dos mercados financeiros abalaram essa ética, criando em muitos gestores a sensação de que poderiam fazer tudo para ganhar dinheiro.»

Fiquei confuso com esta tese fantástica de Francisco Sarsfield Cabral, porque parece sugerir que “o fim do comunismo” é responsável pela falta de “ética do mercado”, ou que anteriormente havia “alguma ética” por causa da existência do comunismo. A cereja no topo do bolo é claro a referência a João César da Neves e ao seu livro “Introdução à Ética Empresarial”. Olha que dueto!...



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Fotografias
AUTUMN... by Yuri Bonder

Eden I by failingjune

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Humor e Crise


terça-feira, agosto 05, 2008

CURTINHAS

Preço dos combustíveis – Com o preço do barril de Brent a descer abaixo dos 120 dólares, logo surgiram os senhores economistas a anunciar que a Europa não deverá entrar em recessão, embora o crescimento económico seja mais fraco do que o previsto em finais de 2007. Ressalvaram também que nestes cálculos existe um grande SE, que se prende exactamente com o evoluir dos preços do crude e de outras matérias-primas e produtos alimentares. Apraz-me registar que afinal eles não têm nenhuma bola de cristal, e prevêem o que qualquer de nós também consegue prever, mas mesmo assim esqueceram-se de um outro grande SE, este mais prosaico e politicamente incorrecto, que é o se for feita uma boa governação.

A redução invisível – No princípio do mês de Julho o IVA baixou 1%, de 21% para 20%, mas tal facto não se reflectiu nos preços ao consumidor, como aliás era previsível. Alguns factos caricatos, como o das facturas do combustível e dos parquímetros, saltaram para as páginas dos jornais e para os telejornais, apenas porque alguém se esqueceu de retirar de lá a menção dos 21% de IVA, substituindo-a por 20%, uma coisa bem simples. Na realidade na maioria das lojas que frequentei, os preços mantiveram-se inalterados apesar das promessas do senhor ministro das Finanças, que até disse que iria ordenar uma fiscalização muito rigorosa nesta matéria. Foi apenas mais um foguetório daqueles a que a política nos vai habituando.


By Palaciano
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Fotos de Sintra
S. Pedro de Sintra 2008 by Palaciano
PSintra by Palaciano

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Humor Olímpico
Peter Broelman
Ingrid Rice
Steve Nease
627

sexta-feira, maio 16, 2008

MERCEEIROS AO PODER

Quase todos ouvimos falar das “contas de merceeiro” quando alguém é criticado por utilizar apenas cálculos aritméticos. É usual pensar-se que a simplicidade contabilística é inimiga da boa gestão, onde devem imperar as equações e o cálculo de probabilidades, bem condimentadas com o conhecimento da estatística e dos mercados mundiais.

Afinal as “contas de merceeiro” parecem ser mais exactas do que as previsões dos mais reconhecidos economistas nacionais. Veja-se o falhanço no cálculo do crescimento económico português, que estava previsto ser de 2,2% e agora foi corrigido para 1,5%. Mas não será este o único falhanço nas previsões do governo, também a inflação que dizem irá ser de 2,1%, vai ser muito superior, o que até nem é novidade porque sistematicamente os governos (todos) são useiros e vezeiros em errar esta previsão, influenciando deste modo a evolução negativa dos salários.

Numa altura em que o ministro das Finanças que fala de rigor, vem corrigir os seus cálculos, e apregoa seriedade, e um dos candidatos à chefia do maior partido da oposição, ganha alguns apoios por idênticos atributos e por ser economista, apetece-me gritar bem alto: MERCEEIROS AO PODER!

O Goraz a contas...

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Fotos - Antigo/Moderno

Volkova Irina

gummy-beer

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Humor do Brasil

O espreita por Mello

Transgressão por Moises

domingo, janeiro 06, 2008

O QUE OS NOSSOS ECONOMISTAS NÃO DIZEM

Eu não dou uma grande importância ao discurso do Presidente da República, porque dele aguardo apenas que actue em conformidade com o que diz, e dentro dos poderes que lhe são conferidos pela Constituição. Não deixei contudo de registar que “abordou o tema das desigualdades na distribuição do rendimento”, um dos temas que não tem merecido a atenção devida na sociedade portuguesa.
Os nossos analistas políticos, na sua maioria, economistas, gestores e políticos, passam sobre o tema com uma leveza propositada, nunca inocente, dando a ideia errada de que este não é um dos factores mais negativos para o desenvolvimento do País. Afirmo que não é inocente a falta de ênfase dado a este problema social e económico, porque em geral esses analistas fazem parte da minoria que aufere as grandes remunerações e que ao mesmo tempo as decide, ou participa nas decisões.
Por acaso, ou talvez não, veio a lume na SIC, a discrepância salarial entre os grandes gestores e os seus funcionários, e ficámos todos a saber que é das maiores da zona euro. Por coincidência também ficaram os senhores gestores portugueses a saber, se é que ainda o não sabiam, que nos países que nos dão como exemplo para quase tudo menos para os salários, essa discrepância é muitíssimo menor (10 para1 em vez de 64 para 1), continuando eles a serem mais competitivos e a ter um maior nível de produtividade.
Isto é uma realidade muito incómoda para os nossos ilustres analistas, que continuam a bater-se por salários cada vez mais baixos para quem trabalha, e mais precariedade no emprego, mas a não quererem admitir que a distribuição da riqueza e o fraco investimento das empresas é que é afinal o que nos distingue negativamente, da Europa desenvolvida com que enchem a boca apenas para o que lhes interessa. Para que conste, esta desigualdade na distribuição da riqueza é o distingue a sociedades mais justas e desenvolvidas, daquelas a que vulgarmente chamamos do 3º mundo.


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Fotografia

sm;)le

Илья Панфилов

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Humor e Ecologia

Jimmy Margulies

Delestre