Portugal tem um problema de dívida externa, e de falta de confiança dos mercados, o que dificulta imenso a obtenção de capitais para investimento e para o pagamento da dívida. Dependendo do exterior para se financiar, as alternativas resumem-se ao BCE e ao FMI, caso os mercados financeiros não se disponham a emprestar a juros razoáveis.
A Europa não teve uma resposta pronta e eficaz no começo da crise, e o resultado foi o tremendo aumento dos juros, que tornaram a situação ainda mais difícil, para não dizer desesperada. Não entendo qual é a diferença que vêem os que se congratulam por não ser o FMI a intervir, mas sim a Europa sob a batuta da Alemanha e da França, com medidas igualmente asfixiantes e com uma perda de autonomia financeira que já se anuncia.
Os arautos da submissão às directivas europeias, e à perda de soberania, talvez devam pedir mais um parecer ao “amigo” constitucionalista, Jorge Miranda, sobre o “inquestionável” interesse público desta submissão, para contornar a Constituição, como o fez relativamente aos cortes salariais.































