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terça-feira, abril 13, 2010

UM TACHO DE CIMENTO

Os ventos liberais que sopram dentro do PS de Sócrates, e agora também no PSD com esta nova gerência, não descansam nenhum português preocupado com mercados justos e preocupações sociais.

O “S” que ambos partidos usam nas suas siglas é um mero apêndice enganador, que serve apenas para iludir distraídos ou pouco atentos cidadãos. As preocupações sociais são incompatíveis com um liberalismo selvagem, por falta de verdadeira regulação dum Estado descomprometido com quaisquer interesses económicos.

A imagem que estes dois partidos projectam é a de quererem posicionar pessoas das suas hostes em lugares de decisão em empresas chave, para obterem por interpostos indivíduos, cobertura para alcançar objectivos precisos, que não são coincidentes com o interesse público.

Até hoje ainda não se tornou claro se os dois altos quadros da PT que são suspeitos no caso da TVI foram nomeados por indicação do governo, ou não, o que é completamente aberrante, e ainda assim assiste-se ao espectáculo ridículo da guerra de nomes para a administração da Cimpor, onde figuraram ex-políticos, que parece ter terminado com a escolha de um deles, que por acaso, esteve numa pasta ligada ao negócio que a empresa desenvolve.

Será que é necessário alterar a Constituição para obviar a esta promiscuidade entre a política e os negócios, ou será que basta respeitar as incompatibilidades óbvias? É que com este espectáculo ficamos todos com a impressão que a política deixou de ser uma actividade nobre, em que o interesse público está acima de tudo, para se tornar numa profissão onde os interesses pessoais e os do partido estão em 1º lugar.



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Fotografia da Boda
A dog wedding by FullFrame.no

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Caricaturas e Cinema
Jim Carrey by Sebastian Kruger

Brad Pitt By David Pablo Pugliese

terça-feira, outubro 07, 2008

LIBERAIS ÀS DIREITAS

Penso que já ninguém duvida que não morro de amores pelas opiniões dos nossos economistas e comentadores de economia, pelo menos pela maioria deles. Sou um leitor compulsivo de jornais e revistas, os livros exigem maior disponibilidade, e essa já é mais difícil de arranjar, embora ainda vá existindo de quando em vez, e procuro ler diversas correntes de opinião, mesmo aquelas que partem de pessoas cujo pensamento se situa nos antípodas daquilo que defendo.

Já abordei aqui o tema da (falta) ética do mercado, salientando que são perfeitamente incompatíveis por definição, e talvez por isso mesmo os meus olhos tombaram sobre uma coluna de opinião de Francisco Sarsfield Cabral com o título “Ética e mercado”. Quem já o tenha lido ou visto na televisão concordará que é um liberal às direitas e até há bem poucos dias, pelo menos, um defensor da auto regulação dos mercados e de menor intervenção do Estado na economia.

Apesar da minha discordância com as suas ideias, FSC conseguiu surpreender-me com o seu artigo, pelo que não resisto a transcrever um excerto: «A melhor prevenção dessas bolhas especulativas e da desgraça que elas trazem está numa ética de negócios com sentido das responsabilidades e que ponha um travão às tentações de absolutizar o lucro. Ora o fim do comunismo e o crescimento dos mercados financeiros abalaram essa ética, criando em muitos gestores a sensação de que poderiam fazer tudo para ganhar dinheiro.»

Fiquei confuso com esta tese fantástica de Francisco Sarsfield Cabral, porque parece sugerir que “o fim do comunismo” é responsável pela falta de “ética do mercado”, ou que anteriormente havia “alguma ética” por causa da existência do comunismo. A cereja no topo do bolo é claro a referência a João César da Neves e ao seu livro “Introdução à Ética Empresarial”. Olha que dueto!...



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Fotografias
AUTUMN... by Yuri Bonder

Eden I by failingjune

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Humor e Crise


sábado, setembro 27, 2008

QUEM VAI PAGAR AS FAVAS?

Chegados ao buraco causado pela economia de casino, que tem vigorado desde a época Reagan, ninguém parece saber muito bem como sair daqui, sendo certo que com injecções de capital brutais, ou sem elas, os mais desfavorecidos vão ficar ainda mais desprotegidos.

O desmantelamento do Estado Social, as teorias que proclamavam que menos Estado era melhor Estado, e que os aumentos de investimento e de produtividade só se podiam conseguir com mais impostos sobre o trabalho e menos sobre o capital, falharam completamente levaram-nos à situação em que estamos.

Não vi até agora os da escola de Chicago e defensores da política monetarista vir insurgir-se contra a intervenção dos Bancos Centrais injectando biliões de dólares e euros do dinheiro dos contribuintes para salvar algumas das maiores instituições financeiras do mundo, para evitar o descalabro financeiro. Também não os oiço a reclamar a cabeça dos “iluminados de Wall Street” que arrecadaram milhões em salários e prémios, e deixaram as instituições na banca rota.

Hoje podemos todos constatar que são precisamente os que ontem se proclamavam liberais e a favor de menos regulação, que agora vestem outra fatiota e vêm responsabilizar o Estado e exigem uma maior e mais apertada regulação. Também são estes mesmos “liberais” que dizem que as ajudas anunciadas são curtas e que são necessários muitos mais biliões para “curar” esta epidemia de buracos financeiros.

Os Zés de todo o mundo vão continuar a apertar cada vez mais o cinto, cada vez mais oprimidos com impostos, baixos salários e menos protecção social, enquanto os mesmos de sempre voltam às suas negociatas, à custa de todos nós, como convém.




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Fotografias de Flores
The last sunflower by Crossie

Full flower by royho

Drift Away by wpe2006