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quarta-feira, maio 02, 2018
BONECO DO DIA
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quarta-feira, abril 18, 2018
O SIGNIFICADO DE REEMBOLSO
segunda-feira, abril 16, 2018
A LEGALIDADE E A ÉTICA
sábado, abril 14, 2018
O REEMBOLSO DE VIAGENS NÃO PAGAS
terça-feira, outubro 17, 2017
RESPONSABILIDADE E CULPA
terça-feira, setembro 13, 2016
A ÉTICA E OS CÓDIGOS DE CONDUTA
sábado, março 05, 2016
DISCO RISCADO
terça-feira, abril 16, 2013
NÃO RESPEITAR COMPROMISSOS
sábado, julho 23, 2011
ANTERO
Tal como transparece das ideias de Antero, é imperiosa a defesa do primado da ética sobre a economia, pois ela é a principal determinante da libertação dos seres humanos. Tal com Proudhon advogava, “ o mundo só pela moral será libertado e salvo”.
Ao contrário de muitos, Antero que era considerado um anarquista, não advogava a fúria revolucionária, mas sim um radical voluntarismo baseado na educação das mentalidades e sustentado pelo ideal da fraternidade.O pensamento moral de Antero, que nem era religioso, revela-nos um personagem dominado pela ética e votado ao respeito da consciência individual, que se pode perfeitamente conotar com o socialismo.
Saliento que ele condicionava a mudança social a uma prévia pedagogia capaz de desenvolver nas consciências individuais o desejo da prática do bem, no intuito de “ fazer reinar a Justiça na esfera dos interesses e, por esse meio, nivelar as classes, levantar os oprimidos, suprimir a miséria, chamar as multidões à vida da inteligência, da dignidade, do bem-estar e da moralidade”.
A obra e artigos político-filosóficos de Antero de Quental merecem ser revisitados nas férias de Verão.
sábado, julho 02, 2011
terça-feira, outubro 07, 2008
LIBERAIS ÀS DIREITAS
Penso que já ninguém duvida que não morro de amores pelas opiniões dos nossos economistas e comentadores de economia, pelo menos pela maioria deles. Sou um leitor compulsivo de jornais e revistas, os livros exigem maior disponibilidade, e essa já é mais difícil de arranjar, embora ainda vá existindo de quando em vez, e procuro ler diversas correntes de opinião, mesmo aquelas que partem de pessoas cujo pensamento se situa nos antípodas daquilo que defendo.
Já abordei aqui o tema da (falta) ética do mercado, salientando que são perfeitamente incompatíveis por definição, e talvez por isso mesmo os meus olhos tombaram sobre uma coluna de opinião de Francisco Sarsfield Cabral com o título “Ética e mercado”. Quem já o tenha lido ou visto na televisão concordará que é um liberal às direitas e até há bem poucos dias, pelo menos, um defensor da auto regulação dos mercados e de menor intervenção do Estado na economia.
Apesar da minha discordância com as suas ideias, FSC conseguiu surpreender-me com o seu artigo, pelo que não resisto a transcrever um excerto: «A melhor prevenção dessas bolhas especulativas e da desgraça que elas trazem está numa ética de negócios com sentido das responsabilidades e que ponha um travão às tentações de absolutizar o lucro. Ora o fim do comunismo e o crescimento dos mercados financeiros abalaram essa ética, criando em muitos gestores a sensação de que poderiam fazer tudo para ganhar dinheiro.»
Fiquei confuso com esta tese fantástica de Francisco Sarsfield Cabral, porque parece sugerir que “o fim do comunismo” é responsável pela falta de “ética do mercado”, ou que anteriormente havia “alguma ética” por causa da existência do comunismo. A cereja no topo do bolo é claro a referência a João César da Neves e ao seu livro “Introdução à Ética Empresarial”. Olha que dueto!...













