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domingo, fevereiro 06, 2011

OS IDIOTAS ÚTEIS

Apareceram alguns senhores nos últimos dias, a congratular-se com as decisões da União Europeia quanto às novas regras de ajuda europeias, e quanto à Europa económica que se vai desenhando, dizendo-se nomeadamente que afinal o FMI não vai cá entrar.

Portugal tem um problema de dívida externa, e de falta de confiança dos mercados, o que dificulta imenso a obtenção de capitais para investimento e para o pagamento da dívida. Dependendo do exterior para se financiar, as alternativas resumem-se ao BCE e ao FMI, caso os mercados financeiros não se disponham a emprestar a juros razoáveis.

A Europa não teve uma resposta pronta e eficaz no começo da crise, e o resultado foi o tremendo aumento dos juros, que tornaram a situação ainda mais difícil, para não dizer desesperada. Não entendo qual é a diferença que vêem os que se congratulam por não ser o FMI a intervir, mas sim a Europa sob a batuta da Alemanha e da França, com medidas igualmente asfixiantes e com uma perda de autonomia financeira que já se anuncia.

Os arautos da submissão às directivas europeias, e à perda de soberania, talvez devam pedir mais um parecer ao “amigo” constitucionalista, Jorge Miranda, sobre o “inquestionável” interesse público desta submissão, para contornar a Constituição, como o fez relativamente aos cortes salariais. 

Pode ler também ISTO, ISTO e ISTO

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By Palaciano

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Humor Submersível
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sábado, outubro 20, 2007

AINDA SOBRE JORNALISMO

Ontem escrevi sobre jornalismo, e não imaginava sequer receber através de correio electrónico, três vezes mais reacções do que na caixa de comentários. As reacções favoráveis e desfavoráveis, mais destas últimas, incidiram essencialmente sobre a interpretação política do texto e das intenções que teriam presidido ao artigo.
Lamento desiludir muitos dos que me dirigiram essas mensagens, mas já afirmei aqui que estou completamente desiludido com os nossos políticos e que não nutro qualquer simpatia pelos partidos existentes, não me eximindo contudo de manifestar a minha opinião livremente sem preocupações de agradar ou desagradar a qualquer deles.
O artigo era exactamente sobre jornalismo, focando apenas um dos aspectos que considero mais negativo na informação nacional, que é precisamente a dificuldade que temos em distinguir a informação simples e a opinião que muitas vezes vem misturada naquilo que passa como informação. Não refiro em nenhum passo interferências do poder político sobre as duas notícias mencionadas, como parece ter sido o entendimento de alguns.
Sobre o tratamento dado à manifestação promovida pela CGTP, pela SIC, que mereceu a quase totalidade das atenções, limitei-me a dizer que foi caricaturada “como uma alegre excursão àquela zona da cidade de Lisboa”, acrescentando que era um “critério discutível”, dessa estação e dos seus responsáveis, entenda-se. Não me referi nunca aos responsáveis pela informação dessa estação, nem aos parentescos que todos conhecem, até porque isso é irrelevante.
Nunca pautei a minha opinião por ataques pessoais a quem quer que seja, batendo-me antes por aquilo que considero ser correcto.
Ao pretender-se ridicularizar, na minha opinião, ou minimizar as razões que presidiram a um protesto desta grandeza, os jornalistas ou editores da SIC, não prestaram um bom serviço informativo.
Poderia falar de outros órgãos de comunicação social, mesmo públicos, mas acho que ficou clara a minha opinião sobre a falta de qualidade e de objectividade informativa de alguns órgão ditos de informação.


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Fotos - Escadas
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Humor Francês

Burki

Barrigue

sexta-feira, outubro 19, 2007

JORNALISMO

Os títulos dos jornais e os destaques logo no início dos telejornais, são geralmente feitos para atrair as atenções dos consumidores de informação, para aqueles assuntos em particular. Estamos habituados ao facto e, invariavelmente acabamos por ficar à espera dessa notícia, e por vezes, quando a lemos, ouvimos ou vemos, ficamos com uma sensação de que houve muita parra mas pouca uva.
Ontem noticiou-se a manifestação que ocorreu no Parque das Nações, onde se concentraram 180 mil pessoas, mas a SIC, por exemplo, quase que a caricaturou como uma alegre excursão àquela zona da cidade de Lisboa. Critério discutível.
Também ontem, fui atraído por um título do jornal Público, que dizia textualmente “regime birmanês culpa monges budistas pela repressão das manifestações pacíficas”. Não sei porquê, mas lembrei-me logo de explicações que já ouvi, tão absurdas como estas, feitas por políticos de regimes que se dizem democráticos.
Claro que a jornalista, Fernanda Sousa, se referia a Myanmar embora repita várias vezes a designação de Birmânia.
Nem sempre os destaques assinalam a verdadeira notícia, isenta e desapaixonada, mas já começamos a ficar habituados. Confunde-se muito a notícia com a opinião, e foi precisamente o exercício que aqui fiz, mas não há o cuidado de deixar isso bem claro, o que é naturalmente um mau jornalismo.

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Fotografia
My lost Lenore by Wendelin
Stay focused II by Sortvind

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Humor e Ditadura

Riber Hansson

Frederick Deligne