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segunda-feira, novembro 19, 2018

MOTIVOS DE REVOLTA


Depois de uns dias sem se ver ou ouvir uma única notícia sobre a revolta dos franceses perante o aumento dos impostos sobre os combustíveis, eis que se começa a falar do assunto apesar do episódio do poeta amante de touros, das divergências de opinião do governo e da bancada do seu próprio partido, e das greves na justiça.

Terão os portugueses razões para estarem ainda mais revoltados que os franceses? Claro que têm, mas nem sequer estavam informados sobre o que se passava em França, não se percebe bem porquê.

Todos sabem que os portugueses têm salários mais baixos do que os franceses, começando desde logo pelo salário mínimo nacional, mas nem todos sabiam que pagamos a gasolina mais cara do que os gauleses, e os espanhóis, e o mesmo acontece com o gás, especialmente o de bilha, que tem quase o dobro do preço que se pratica para lá da fronteira.

O Governo diz que não tem dinheiro para dar aumentos superiores a 5 euros aos seus funcionários, mas cobra impostos nos combustíveis, superiores aos da maioria dos países europeus. Será que é para investir na saúde, ou na educação? Não, porque esses sectores estão a sofrer com a falta de investimento.

Pagamos como se fossemos ricos, mas temos salários miseráveis, senhor António Costa e senhores dirigentes dos restantes partidos. Devemos revoltar-nos? Evidentemente que sim!



sábado, novembro 17, 2018

COMBUSTÍVEIS E COLETES AMARELOS


A comunicação social portuguesa tem ignorado a contestação existente em França ao aumento previsto para os combustíveis, em França, por via de impostos, e só hoje se começou a falar do caso, talvez porque já há uma vítima mortal.

É curioso que esta contestação que existe um pouco por toda a França, e que já dura há vários dias, seja desprezada dando-se grande importância ao caso de Alcochete, à polémica do IVA das touradas e outros assuntos que interessam a alguns mas que certamente não interessam à comunidade em geral.

Outra perplexidade é que mesmo ao noticiar as manifestações dos “coletes amarelos”, não se esclareceu o público sobre as razões da contestação, sobre o preço actual dos combustíveis em França, limitando-se a transmitir as razões do governo francês.

São opções editoriais, certamente, mas permitam-me que estranhe.



quinta-feira, setembro 23, 2010

RICO PAÍS POBRE

Portugal até é um rico país mas não seguramente um país rico. Esta afirmação até será consensual, mas há por aí quem julgue que Portugal é um país rico e aja em conformidade.

A petrolífera nacional, o governo e a autoridade da concorrência continuam a fazer de conta que somos o sexto país mais rico da União Europeia. Com alguma boa vontade eu diria apenas que estão enganados.

As coisas são simples de entender se tivermos em linha de conta que pagamos a gasolina mais cara do que os cidadãos da maioria dos outros parceiros da comunidade em que estamos inseridos. As grandes capacidades intelectuais de quem está no Governo, na Autoridade da Concorrência e na Galp devem achar que as dificuldades económicas e financeiras que Portugal atravessa, são desprezíveis e que os colchões dos tugas estão cheios de notas de 500 euros.

Das duas uma, ou os gestores da Galp são muito maus, ou então algo está errado com os preços praticados. No Governo, ou está tudo a olhar para o lado e só lhes interessem os impostos da gasolina, ou então são mais incompetentes do que nós julgamos. Na tal de Autoridade da Concorrência não há duas hipóteses, ficamos reduzidos à sua inutilidade pelas evidências, extinga-se!

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Fotos - Palácio Nacional de Mafra
By Palaciano

By Palaciano
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Humor e Palhaçada

quinta-feira, setembro 18, 2008

COMBUSTÍVEIS – FRASES SOLTAS

"Estou preparado para tomar toda e qualquer medida em defesa dos consumidores"

Manuel Pinho (ME)

«O analista considera difícil que o ministro "tenha uma medida prática que possa tomar", à excepção da baixa do ISP (Imposto sobre os Produtos Petrolíferos) e da fixação dos preços administrativamente.

Contudo, a descida dos impostos não é desejável para os cofres do Estado e fixar os preços administrativamente é "recuar quatro anos" na liberalização do mercado, defendeu.»

Pedro Morais (ESR)

Uma intervenção no mercado liberalizado é também recusada pelo secretário-geral da Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas (APETRO), José Horta, que afirma que o primeiro-ministro garantiu "há dois anos que não interviria no preço dos combustíveis".

Lusa

O analista financeiro da IMF - Informação de Mercados Financeiros, Ricardo Marques, afirmou à Lusa não se pronunciar sobre "medidas políticas", mas considera que as petrolíferas usam fórmulas de cálculo diferentes na subida e na descida dos preços dos produtos.

"Há claramente uma política comercial que não me parece que seja igual nas subidas e nas descidas, baseada na cotação dos produtos refinados em euros", afirmou.

Lusa




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Pinturas
A quite moment.... by *AlanCross

Spring Bueaty by *AlanCross

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Caricaturas
Forest Whitaker por Sebastián Cast

J. Hendrix por Sebastián Cast

terça-feira, agosto 05, 2008

CURTINHAS

Preço dos combustíveis – Com o preço do barril de Brent a descer abaixo dos 120 dólares, logo surgiram os senhores economistas a anunciar que a Europa não deverá entrar em recessão, embora o crescimento económico seja mais fraco do que o previsto em finais de 2007. Ressalvaram também que nestes cálculos existe um grande SE, que se prende exactamente com o evoluir dos preços do crude e de outras matérias-primas e produtos alimentares. Apraz-me registar que afinal eles não têm nenhuma bola de cristal, e prevêem o que qualquer de nós também consegue prever, mas mesmo assim esqueceram-se de um outro grande SE, este mais prosaico e politicamente incorrecto, que é o se for feita uma boa governação.

A redução invisível – No princípio do mês de Julho o IVA baixou 1%, de 21% para 20%, mas tal facto não se reflectiu nos preços ao consumidor, como aliás era previsível. Alguns factos caricatos, como o das facturas do combustível e dos parquímetros, saltaram para as páginas dos jornais e para os telejornais, apenas porque alguém se esqueceu de retirar de lá a menção dos 21% de IVA, substituindo-a por 20%, uma coisa bem simples. Na realidade na maioria das lojas que frequentei, os preços mantiveram-se inalterados apesar das promessas do senhor ministro das Finanças, que até disse que iria ordenar uma fiscalização muito rigorosa nesta matéria. Foi apenas mais um foguetório daqueles a que a política nos vai habituando.


By Palaciano
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Fotos de Sintra
S. Pedro de Sintra 2008 by Palaciano
PSintra by Palaciano

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Humor Olímpico
Peter Broelman
Ingrid Rice
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quarta-feira, junho 11, 2008

OS LEGALISTAS

Com os bloqueios das empresas de camionagem, especialmente as de pequena dimensão, começam a escassear os combustíveis e alguns produtos alimentares. Era previsível que os preços exorbitantes dos combustíveis iriam desencadear ondas de descontentamento difíceis de prever.

Se os governos ainda não perceberam que a economia e os salários não conseguem acomodar esta subida súbita, e que o mais sensato era ter baixado o imposto sobre os produtos petrolíferos sem deixar de perder as receitas previstas no início do ano, é porque andam muito distraídos e não têm a noção do impacto que os combustíveis têm na vida dos cidadãos.

É arrepiante ouvir alguns dos comentadores de rádios e de televisões virem falar de legalismos quando se referem aos boicotes dos camionistas, parecendo ignorar que o fenómeno não se restringe a Portugal, quando é claro que o mesmo se passa em Espanha e França, só para falar dos que nos estão mais próximos.

As medidas não foram tomadas quando o problema se desenhou, agora os acordos propostos já não são para todos, mas sim para satisfazer grandes operadores e grupos económicos, mantendo o ferrete sobre os que têm menor peso e poder reivindicativo.

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Pinturas

Sinfonia by mapeces


Summer porch by *candidaartstudio

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Humor Variado

Brian Fairrington

Monte Wolverton

Pat Bagley
Post 599 desde 19/06/2005

quinta-feira, maio 15, 2008

CURTINHAS

Aumentos dos combustíveis – Lá veio o 17º aumento deste ano, sem mais nem ontem, e nós sem ter-mos conhecimento das conclusões da Autoridade da Concorrência. É fantástico, que num país com economistas e analista aos pontapés, ainda nenhum tenha vindo a público com o historial dos aumentos do crude em euros, para que os portugueses possam também fazer as suas contas. Talvez não saibam, mas nós somos na Europa do “pelotão da frente” os que melhor sabemos fazer contas, ou não fosse-mos também os que menores salários têm para governar a casa.

Sarkozy e o Maio de 68 – O presidente francês que queria acabar com o espírito do Maio de 68, está a braços com um Maio de 2008 que não esperava. Os estudantes voltaram à rua, 40 anos depois, e não é só a reforma educativa que está em causa, mas também as pensões e a função pública. Só por curiosidade, enquanto a contestação aumenta, Sarkozy dispara em direcção à comunicação social, acusada de agora fazer oposição ao governo. O efeito Carla Bruni já se desvaneceu e agora não há mais coelhos que possa tirar da cartola, para distrair a atenção dos franceses, que não estão a gostar mesmo nada do que vêem.


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Pinturas

today by tinyfishy

Still Life 2 by millaslotfeldt

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Humor Ditatorial

Jimmy Margulies

David Horsey