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quarta-feira, agosto 01, 2012

FORMIDÁVEIS GESTORES


Existem em Portugal uns senhores que estão à frente dos destinos de empresas, que sem investirem um tostão dos seus bolsos, ganham verdadeiras fortunas pelos seus cargos de gestão. É uma tarefa que alguém tem que desempenhar, contudo os seus proventos em nada condizem com os salários dos trabalhadores das ditas empresas.

Num relatório da CMVM descobriu-se que há um gestor que acumulou 73 cargos diferentes e que 17 administradores de cotadas na bolsa acumulam lugares de administração em 30 ou mais empresas. Estes “turbo-gestores” devem ser uns seres fenomenais, do tipo daquele que tira uma licenciatura em apenas um ano.

Estas sumidades verdadeiramente excepcionais, têm nas suas mãos o destino de milhares de trabalhadores que eles nem conhecem, a menos que sejam os familiares e amigos a quem arranjam um “lugarzinho” confortável e bem remunerado.


domingo, janeiro 06, 2008

O QUE OS NOSSOS ECONOMISTAS NÃO DIZEM

Eu não dou uma grande importância ao discurso do Presidente da República, porque dele aguardo apenas que actue em conformidade com o que diz, e dentro dos poderes que lhe são conferidos pela Constituição. Não deixei contudo de registar que “abordou o tema das desigualdades na distribuição do rendimento”, um dos temas que não tem merecido a atenção devida na sociedade portuguesa.
Os nossos analistas políticos, na sua maioria, economistas, gestores e políticos, passam sobre o tema com uma leveza propositada, nunca inocente, dando a ideia errada de que este não é um dos factores mais negativos para o desenvolvimento do País. Afirmo que não é inocente a falta de ênfase dado a este problema social e económico, porque em geral esses analistas fazem parte da minoria que aufere as grandes remunerações e que ao mesmo tempo as decide, ou participa nas decisões.
Por acaso, ou talvez não, veio a lume na SIC, a discrepância salarial entre os grandes gestores e os seus funcionários, e ficámos todos a saber que é das maiores da zona euro. Por coincidência também ficaram os senhores gestores portugueses a saber, se é que ainda o não sabiam, que nos países que nos dão como exemplo para quase tudo menos para os salários, essa discrepância é muitíssimo menor (10 para1 em vez de 64 para 1), continuando eles a serem mais competitivos e a ter um maior nível de produtividade.
Isto é uma realidade muito incómoda para os nossos ilustres analistas, que continuam a bater-se por salários cada vez mais baixos para quem trabalha, e mais precariedade no emprego, mas a não quererem admitir que a distribuição da riqueza e o fraco investimento das empresas é que é afinal o que nos distingue negativamente, da Europa desenvolvida com que enchem a boca apenas para o que lhes interessa. Para que conste, esta desigualdade na distribuição da riqueza é o distingue a sociedades mais justas e desenvolvidas, daquelas a que vulgarmente chamamos do 3º mundo.


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Fotografia

sm;)le

Илья Панфилов

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Humor e Ecologia

Jimmy Margulies

Delestre

quinta-feira, novembro 29, 2007

TODOS IGUAIS?

Tornou-se recorrente dizer que os funcionários públicos são muito bem pagos e que o Estado gasta grande parte dos seus recursos no pagamento dos seus salários. Nos últimos anos contudo, temos sabido que os seus salários sobem abaixo da inflação e que as carreiras têm ficado congeladas, como medida de poupança do depauperado erário público. Também tem sido estranho, e nunca foi explicado, pelo menos que me tenha chegado ao conhecimento, que o aumento dos gastos em remunerações gastos pelo Estado tenha sempre aumentado percentualmente mais do que aquilo que foram os aumentos dos funcionários.
A minha estranheza quando manifestada perante amigos que até são funcionários públicos, tem suscitado muitos risos e até me chegam a gozar pela minha ingenuidade. Ontem recebi por correio electrónico uma notícia que me deixou siderado. O título é «Grupo Águas de Portugal pede reposição de salários dos gestores».
Li com a máxima atenção, e fiquei a saber que estavam em causa os PPR que lhes tinham sido retirados devido ao novo Estatuto do Gestor Público. Esses PPR parece que significam um aumento de 15% nos salários desses gestores, e significam uma perda da remuneração fixa que tinham até meados de Junho, e portanto seria apenas uma reposição da situação salarial anterior. Como exemplo, a notícia dizia ainda que em 2006, o presidente do grupo AdP SGPS, auferiu 126.686 mil euros de remuneração, mais 19.003 euros de PPR, além de despesas com telefone, viatura, combustível e seguros de saúde e de vida.
Bolas, afinal pela amostra, é verdade que os funcionários públicos ganham muito bem. Claro que nem todos têm este cargo, nem as mesmas regalias, mas fazendo umas médias manhosas, até que se chega a um salário médio bem agradável.
Lugares destes até há mais, mas quando excluímos estes senhores, que até nem são na sua maioria funcionários públicos, embora para efeito de despesa assim sejam contabilizados, ficamos com salários bastante mais próximos da média nacional, ainda que com um maior número de profissionais com maiores qualificações.
Não ficaram todos desgostosos e indignados com o corte dos PPR dos gestores do grupo AdP?

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Fotografia
Julia

Парамоша

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Humor de Autor

Raed Khalil

Raed Khalil

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