terça-feira, outubro 30, 2018
ALEGREMENTE APOIAMOS A BANCA
sexta-feira, março 31, 2017
A BANCA E A CULTURA
quinta-feira, setembro 17, 2015
AJUDA RUINOSA À BANCA
sexta-feira, março 09, 2012
O SUPER-MARIO E O BCE
Em poucos meses à frente do BCE, Mario Draghi já deu nas vistas, fazendo jus à sua alcunha, impondo a aprovação do “pacto orçamental” e por ter feito com que o BCE emprestasse um bilião de euros à banca europeia a um juro de 1% ao ano.
Alguns analistas e economistas de renome vieram apressadamente dizer que Draghi tinha salvado a Europa da crise, apenas porque os juros da dívida da Itália e da Espanha baixaram um pouco nos dias seguintes.
A causa da trégua dada pelos mercados foi outra bem diferente, e prendia-se com a importância que começa a ser dada ao crescimento económico e ao desemprego, apesar de ainda ser apenas um tema sobre a mesa e não tenha resoluções concretas em implementação.
Na realidade Mario Draghi apenas beneficiou a banca privada em detrimento dos países em maiores dificuldades de acesso ao crédito, o que não aliviou em nada a situação destes últimos. O dinheiro emprestado à banca apenas serviu para esta trocar outros créditos a juros superiores por outros a 1” ao ano, e no caso dos países em dificuldades esse dinheiro não chegará à economia real.
Como sem dinheiro não há crescimento nem se criam empregos, o Super-mario não resolveu os problemas da Europa, apesar do elevado montante emprestado pelo BCE, muito superior às "ajudas" dadas aos países alvo de programas de resgate.

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domingo, abril 24, 2011
BANCA - QUESTÕES SEM RESPOSTA
Com a deterioração da situação económica e social do país, os cidadãos começaram a reduzir significativamente o consumo e trataram de acautelar as suas poupanças e investimentos, procurando alguma segurança para os seus pecúlios. Foi notório o abandono de investimentos a longo prazo, e de outras aplicações de maior risco e difícil resgate, em favor de investimentos menos arriscados, a mais curto prazo e disponíveis logo que necessário.
O abandono dos Certificados do Tesouro foi acelerado bem como o de outros títulos de aforro de prazos maiores. O dinheiro das famílias voltou em força aos bancos, onde os depósitos têm subido desde 2008 atingindo valores que são os mais elevados desde 1989, sendo de um montante global de quase 120 mil milhões de euros.
O inexplicável para o cidadão comum, como eu, é que os bancos emprestam cada vez menos e têm necessidade de dinheiros do Estado para um fundo de garantia para os seus depósitos. É inexplicável que os bancos tenham tão elevado montante de economias dos portugueses à sua responsabilidade e ao mesmo tempo estejam com problemas de liquidez.
Pode ser que os termos que eu utilizei não sejam os mais correctos para os senhores economistas, mas o que é verdade é que não entendo a razão de terem de ser os depositantes a contribuir via impostos para fundos de garantia para os bancos, quando os bancos usam os seus dinheiros para obterem lucros simplesmente fabulosos, que distribuem abundantemente por accionistas e gestores, sem se preocuparem com a segurança do dinheiro dos seus clientes.
segunda-feira, dezembro 01, 2008
TÍTULOS PATUSCOS
Nunca me canso de achar graça aos grandes títulos dos nossos jornais, que no fundo são o espelho do que se diz nos meios que fornecem as notícias para a nossa imprensa.
Começo pelo grande título do Expresso do passado sábado que dizia textualmente “Governo salva BPP para defender imagem de Portugal”. No domingo, cheguei ao caderno de economia do mesmo semanário, e deparo com outro título sobre o mesmo assunto, “Teixeira dos Santos obrigado a salvar o BPP”.
Por força da minha actividade contacto diariamente com estrangeiros das mais variadas nacionalidades, e devo dizer que os elogios a Portugal, enquanto país interessante a nível paisagístico, monumental e suas tradições gastronómicas e arte de bem acolher quem nos visita, são uma realidade e colhem diante da esmagadora maioria dos estrangeiros, independentemente das nacionalidades. Ao nível político, económico e científico, confesso nunca ter ouvido nenhum elogio rasgado e fundamentado.
O primeiro título é ridículo, porque a imagem de Portugal no estrangeiro a nível económico e de desenvolvimento, é a decorrente do lugar que ocupamos, ou seja no fim das tabelas e indicadores europeus. O segundo, é ainda mais ridículo, porque um banco gestor de carteiras ou fundos e de grandes fortunas, não justifica nenhuma obrigação especial do Estado no seu “salvamento”, por se tratar de um negócio de elevado risco que não é passível de ser confundido com a banca comercial, esta sim factor de desenvolvimento, através do investimento no sector produtivo e receptor das pequenas poupanças.
Com a falência do BPP qual era o sistema que ficava em causa? A especulação bolsista?
sábado, novembro 08, 2008
CURTINHAS
Felgueiras – Mais um processo “cabeludo” da nossa justiça que chega ao fim, mas em que a culpa morre solteira. Ficou provado que houve financiamento da campanha do PS através de pagamentos feitos pela RESIM, mas não se provou que foi Fátima Felgueiras quem pediu que a empresa desse dinheiro ao partido. Diz a autarca que não houve corrupção, nem participação económica
Magalhães – Depois de se ter começado a falar de problemas fiscais com a empresa que monta o Magalhães, veio a lume que o Estado não tinha qualquer contrato com a empresa JP Sá Couto, e que os computadores para as criancinhas seriam pagos pelas operadoras que distribuíam os ditos. Afinal parece que não é bem assim. Não vou falar sobre a promoção feita por José Sócrates na América do Sul, do Magalhães, porque me pareceu de mau gosto, mas segundo Mário Lino disse à Visão, “se o dinheiro dos operadores for insuficiente o Estado terá de colmatar a parte que falta”. Eu ía jurar que não foi isto que eu ouvi há apenas alguns dias, mas com Mário Lino nunca se sabe!
Bancos com problemas – Teixeira dos Santos veio admitir que ocultou os problemas existentes no BPN, quando afirmou taxativamente há algumas semanas que não existia nenhum banco nacional com problemas. Fica-lhe bem. O que sinceramente não lhe fica bem, é atacar agora quem lhe volta a fazer a mesma pergunta, classificando-a de “irresponsável”. Senhor ministro, quem não quer ser lobo não lhe veste a pele, diz o povo.
Madeira – A Madeira é um óptimo destino de férias, tem belezas naturais únicas e uma boa indústria hoteleira, isso penso que é consensual. O que também começa a ser mais ou menos consensual, é que os políticos desta Região Autónoma são dados ao exagero e a algum descontrolo no exercício das suas funções. Os políticos, enquanto representantes do povo, devem saber comportar-se dignamente e têm a obrigação de ser respeitadores das leis, porque é para isso que são pagos com os dinheiros dos contribuintes. Nós só pedimos que se respeitem e nos respeitem, relembrando a esses senhores democraticamente eleitos, que ocupam lugares para os quais se candidataram por vontade própria, sabendo bem que estão lá para servir quem os elegeu.

sábado, outubro 25, 2008
NOTÍCIAS ACTUAIS
Bancos podem recorrer a garantia
O BCP, o BES e o BPI admitiram esta sexta-feira recorrer à garantia do Estado para assegurar a emissão da dívida.

Atenção aos entusiastas - Os radares vão estar preparados para "apanhar" os mais incautos, e a polícia também fará a sua "pedagogia" com os blocos de multas bem à mão de semear. Porte-se bem, ou a brincadeira pode ficar bem cara.
quinta-feira, março 13, 2008
CURTAS, MAS ACTUAIS
Os clientes e a Banca – Tornou-se evidente que existe uma crise nos mercados de capital, que em Portugal foi desvalorizada quando surgiram os primeiros sinais no Estados Unidos, mas que agora é difícil de ignorar. Para muitos todo isto resultou do mercado altamente especulativo que foi seguido por muitas instituições, visando altos lucros e grandes resultados em curto espaço de tempo. De facto os bancos e outras entidades financeiras multiplicaram os seus lucros, apresentando durante muito tempo lucros muito acima da evolução dos restantes mercados, embora à conta de créditos sem garantias e investimentos baseados em negócios desse tipo. O crescimento abrandou e a falta de liquidez entrou casa dentro de quem embarcou nessa aventura que todos sabiam ter riscos. Agora que a factura começa a pesar, e mesmo depois de grandes injecções de liquidez feitas pelos bancos centrais, que mesmo sendo de grande amplitude não conseguiram colmatar os excessos de vários anos desta prática, surgem os senhores banqueiros a dizer que “o custo está a ser inteiramente suportado pelos bancos”, preparando-se assim para o fazer reflectir sobre os clientes, como se a culpa fosse destes últimos. Onde estavam esses banqueiros quando apresentaram lucros escandalosos à custa dessas operações que agora lhes pesam? Dividiram esses lucros com os seus clientes, ou só pelos seus accionistas? E o senhor Constâncio, é afinal governador do Banco de Portugal ou presidente de alguma associação de bancos privados?
Vamos ver se nos entendemos, os bancos arriscaram, ganharam muito, e agora não têm do que se queixar. Conheciam muito bem os riscos do mercado, para virem agora com estas cantigas de benfeitores, coisa que nunca foram.















