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terça-feira, outubro 30, 2018

ALEGREMENTE APOIAMOS A BANCA


O que aconteceu com boa parte da banca nacional, foi um desastre monumental, que tem sido um fardo pesadíssimo para todos os portugueses que pagam os impostos devidamente, sem aldrabices e sem espertezas saloias.

É pouco conhecido do público em geral que entre 2008 e 2014 o Estado gastou quase 12 mil milhões de euros com os bancos, que faliram sem que os culpados tenham assumido as suas responsabilidades, nem tenham sido devidamente condenados.

O Governo, este que temos presentemente, pediu este ano 1.017 milhões para despesas com as instituições financeiras, em 2017 gastou 769,4 milhões, e em 2019 vai pedir para gastar mais 885 milhões com a mesma banca.

Os senhores comentadores, muitos deles até são economistas, e por isso deviam estar melhor informados, fartam-se de criticar o dinheiro gasto com os funcionários públicos, mas sobre o dinheiro desperdiçado pelos “excelentes banqueiros”, alguns deles condecorados, e do círculo íntimo de comentadores e políticos destacados, nem sequer uma linha, ou uma frase.

A hipocrisia é imensa, e a subserviência salta à vista de todos.



sexta-feira, março 31, 2017

A BANCA E A CULTURA

No dia em que se fala da venda do Novo Banco, e em que se ouve da boca de António Costa que “não há novos encargos para os contribuintes”, importa reflectir um pouco no que se passa em Portugal, com os bancos (não só este) e a Cultura.

Os portugueses já ouviram garantias semelhantes no caso de outros bancos, e todos sabemos que depois as coisas não foram bem assim, e lá fomos chamados a pagar os prejuízos dos bancos, pois o Estado somos nós. No caso do Novo Banco é preciso não esquecer o que já lá foi injectado em dinheiros públicos, em mais do que uma ocasião, e que na melhor das hipóteses só começará a ser pago daqui a umas décadas.

Enquanto a Cultura, em Portugal, só “merece” uma fatia do Orçamento de Estado que não ultrapassa os 0,3% do PIB, os bancos, que na sua maioria eram privados deram durante muitos anos grandes lucros aos seus accionistas, e pagaram muitos milhões aos seus gestores, levaram nestes últimos anos uma fatia muito maior do nosso PIB, obrigando o país a endividar-se lá fora, aumentando assim a nossa dívida pública.

Os tais bancos que o Estado ajudou, e nos está a custar muito, estão nas mãos de estrangeiros, a Cultura continua a não ter verbas para manter os nossos monumentos, a não ter dinheiro para realizar grandes exposições, e a não conseguir preencher os quadros dos museus e monumentos por constrangimentos económicos.


Será que alguém acha mais bem empregue o dinheiro “enterrado” em bancos que hoje são estrangeiros, do que o dinheiro empregue na recuperação do Património e na sua valorização?


quinta-feira, setembro 17, 2015

AJUDA RUINOSA À BANCA

Ouvimos da boca de banqueiros, economistas, jornalistas, e de políticos, que os portugueses tinham estado a viver acima das suas possibilidades, e como estes senhores são os que estão sob a luz dos holofotes, a afirmação passou a ser a verdade oficial.

A grande maioria dos portugueses tinha uma vida remediada, uma parte significativa lutava por manter a cabeça fora de água, e uns poucos viviam à grande e à francesa, isto antes da crise e do começo da austeridade imposta por este governo.

Nestes últimos 4 anos as dificuldades aumentaram substancialmente, são mais os que tentam manter a cabeça à tona de água, muitos mais os que vivem com imensas dificuldades para enfrentar as despesas essenciais, muita gente simplesmente está falida, e os que já viviam no bem bom, estão cada vez mais ricos.

O facto mais relevante destes anos de austeridade à moda de Passos Coelho e da troika, é que boa parte do dinheiro de entrou neste país foi para apoiar a banca, e naturalmente para aliviar os seus accionistas, pesando na dívida pública 11%, e ainda ficámos com o fardo do BES por resolver, e uma parte do dinheiro emprestado à banca por devolver, não contando ainda com a fragilidade da banca, que ainda existe, e umas pontas soltas do BPN que ainda não estão solucionadas.


Neste espaço de tempo tivemos muitas privatizações, e mesmo assim a dívida pública aumentou. O dinheiro recebido foi parar portanto aos bancos, e aos credores, e mesmo assim os portugueses foram espremidos com mais impostos, taxas e reduções de direitos, por um governo que se congratula com estes resultados. 

Flores By Palaciano

sexta-feira, março 09, 2012

O SUPER-MARIO E O BCE

Em poucos meses à frente do BCE, Mario Draghi já deu nas vistas, fazendo jus à sua alcunha, impondo a aprovação do “pacto orçamental” e por ter feito com que o BCE emprestasse um bilião de euros à banca europeia a um juro de 1% ao ano.

Alguns analistas e economistas de renome vieram apressadamente dizer que Draghi tinha salvado a Europa da crise, apenas porque os juros da dívida da Itália e da Espanha baixaram um pouco nos dias seguintes.

A causa da trégua dada pelos mercados foi outra bem diferente, e prendia-se com a importância que começa a ser dada ao crescimento económico e ao desemprego, apesar de ainda ser apenas um tema sobre a mesa e não tenha resoluções concretas em implementação.

Na realidade Mario Draghi apenas beneficiou a banca privada em detrimento dos países em maiores dificuldades de acesso ao crédito, o que não aliviou em nada a situação destes últimos. O dinheiro emprestado à banca apenas serviu para esta trocar outros créditos a juros superiores por outros a 1” ao ano, e no caso dos países em dificuldades esse dinheiro não chegará à economia real.

Como sem dinheiro não há crescimento nem se criam empregos, o Super-mario não resolveu os problemas da Europa, apesar do elevado montante emprestado pelo BCE, muito superior às "ajudas" dadas aos países alvo de programas de resgate.



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domingo, abril 24, 2011

BANCA - QUESTÕES SEM RESPOSTA

A economia e a banca têm características e comportamentos que não devem ser para o cidadão comum entender, ou que pelo menos necessitam de explicação de alguém que tenha a capacidade para descodificar o economês.

Com a deterioração da situação económica e social do país, os cidadãos começaram a reduzir significativamente o consumo e trataram de acautelar as suas poupanças e investimentos, procurando alguma segurança para os seus pecúlios. Foi notório o abandono de investimentos a longo prazo, e de outras aplicações de maior risco e difícil resgate, em favor de investimentos menos arriscados, a mais curto prazo e disponíveis logo que necessário.

O abandono dos Certificados do Tesouro foi acelerado bem como o de outros títulos de aforro de prazos maiores. O dinheiro das famílias voltou em força aos bancos, onde os depósitos têm subido desde 2008 atingindo valores que são os mais elevados desde 1989, sendo de um montante global de quase 120 mil milhões de euros.

O inexplicável para o cidadão comum, como eu, é que os bancos emprestam cada vez menos e têm necessidade de dinheiros do Estado para um fundo de garantia para os seus depósitos. É inexplicável que os bancos tenham tão elevado montante de economias dos portugueses à sua responsabilidade e ao mesmo tempo estejam com problemas de liquidez.

Pode ser que os termos que eu utilizei não sejam os mais correctos para os senhores economistas, mas o que é verdade é que não entendo a razão de terem de ser os depositantes a contribuir via impostos para fundos de garantia para os bancos, quando os bancos usam os seus dinheiros para obterem lucros simplesmente fabulosos, que distribuem abundantemente por accionistas e gestores, sem se preocuparem com a segurança do dinheiro dos seus clientes.

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Humor Depenado

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Pintura - Pântano
by vojavoja

segunda-feira, dezembro 01, 2008

TÍTULOS PATUSCOS

Nunca me canso de achar graça aos grandes títulos dos nossos jornais, que no fundo são o espelho do que se diz nos meios que fornecem as notícias para a nossa imprensa.

Começo pelo grande título do Expresso do passado sábado que dizia textualmente “Governo salva BPP para defender imagem de Portugal”. No domingo, cheguei ao caderno de economia do mesmo semanário, e deparo com outro título sobre o mesmo assunto, “Teixeira dos Santos obrigado a salvar o BPP”.

Por força da minha actividade contacto diariamente com estrangeiros das mais variadas nacionalidades, e devo dizer que os elogios a Portugal, enquanto país interessante a nível paisagístico, monumental e suas tradições gastronómicas e arte de bem acolher quem nos visita, são uma realidade e colhem diante da esmagadora maioria dos estrangeiros, independentemente das nacionalidades. Ao nível político, económico e científico, confesso nunca ter ouvido nenhum elogio rasgado e fundamentado.

O primeiro título é ridículo, porque a imagem de Portugal no estrangeiro a nível económico e de desenvolvimento, é a decorrente do lugar que ocupamos, ou seja no fim das tabelas e indicadores europeus. O segundo, é ainda mais ridículo, porque um banco gestor de carteiras ou fundos e de grandes fortunas, não justifica nenhuma obrigação especial do Estado no seu “salvamento”, por se tratar de um negócio de elevado risco que não é passível de ser confundido com a banca comercial, esta sim factor de desenvolvimento, através do investimento no sector produtivo e receptor das pequenas poupanças.

Com a falência do BPP qual era o sistema que ficava em causa? A especulação bolsista?



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Pintura - Barcos
boats -44 by stefanzhuty

Alinhar ao centroboats -43 by stefanzhuty

boats -42 by stefanzhuty

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Humor Bolsista

sábado, novembro 08, 2008

CURTINHAS

Felgueiras – Mais um processo “cabeludo” da nossa justiça que chega ao fim, mas em que a culpa morre solteira. Ficou provado que houve financiamento da campanha do PS através de pagamentos feitos pela RESIM, mas não se provou que foi Fátima Felgueiras quem pediu que a empresa desse dinheiro ao partido. Diz a autarca que não houve corrupção, nem participação económica em negócios. Exemplar, meus caros, exemplar!

Magalhães – Depois de se ter começado a falar de problemas fiscais com a empresa que monta o Magalhães, veio a lume que o Estado não tinha qualquer contrato com a empresa JP Sá Couto, e que os computadores para as criancinhas seriam pagos pelas operadoras que distribuíam os ditos. Afinal parece que não é bem assim. Não vou falar sobre a promoção feita por José Sócrates na América do Sul, do Magalhães, porque me pareceu de mau gosto, mas segundo Mário Lino disse à Visão, “se o dinheiro dos operadores for insuficiente o Estado terá de colmatar a parte que falta”. Eu ía jurar que não foi isto que eu ouvi há apenas alguns dias, mas com Mário Lino nunca se sabe!

Bancos com problemas – Teixeira dos Santos veio admitir que ocultou os problemas existentes no BPN, quando afirmou taxativamente há algumas semanas que não existia nenhum banco nacional com problemas. Fica-lhe bem. O que sinceramente não lhe fica bem, é atacar agora quem lhe volta a fazer a mesma pergunta, classificando-a de “irresponsável”. Senhor ministro, quem não quer ser lobo não lhe veste a pele, diz o povo.

Madeira – A Madeira é um óptimo destino de férias, tem belezas naturais únicas e uma boa indústria hoteleira, isso penso que é consensual. O que também começa a ser mais ou menos consensual, é que os políticos desta Região Autónoma são dados ao exagero e a algum descontrolo no exercício das suas funções. Os políticos, enquanto representantes do povo, devem saber comportar-se dignamente e têm a obrigação de ser respeitadores das leis, porque é para isso que são pagos com os dinheiros dos contribuintes. Nós só pedimos que se respeitem e nos respeitem, relembrando a esses senhores democraticamente eleitos, que ocupam lugares para os quais se candidataram por vontade própria, sabendo bem que estão lá para servir quem os elegeu.



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Fotografias
hakuei.zm

Шахматные игры

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Humor ao Sábado

sábado, outubro 25, 2008

NOTÍCIAS ACTUAIS

Bancos podem recorrer a garantia

O BCP, o BES e o BPI admitiram esta sexta-feira recorrer à garantia do Estado para assegurar a emissão da dívida.

Correio da Manhã




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Atenção aos entusiastas - Os radares vão estar preparados para "apanhar" os mais incautos, e a polícia também fará a sua "pedagogia" com os blocos de multas bem à mão de semear. Porte-se bem, ou a brincadeira pode ficar bem cara.
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A Falta de Humor Televisivo

quinta-feira, março 13, 2008

CURTAS, MAS ACTUAIS

Imigrantes e museus – É um facto que existem algumas barreiras culturais que podem influir na afluência aos museus por parte das comunidades imigrantes, mais controverso e até duvidoso é que as barreiras linguísticas tenham uma influência significativa. Contactei um observador privilegiado nesta matéria, funcionário de um monumento dos mais visitados e um imigrante de Leste, e ambos concordaram que os factores que mais influem na visita dos imigrantes aos museus são em 1º lugar as condições económicas e o nível cultural, em 2º lugar a existência de familiares directos com quem os imigrantes vivam e só em 3º e último lugar as barreiras linguísticas. Não é por acaso que os imigrantes do Leste europeu visitam mais os museus do que os imigrantes brasileiros e que os africanos surgem apenas em terceiro lugar. Pelas notícias veiculadas pela Lusa e pelo DN, os especialistas bateram mais na tecla das barreiras linguísticas, mas talvez não estejam a bater no ponto principal.

Os clientes e a Banca – Tornou-se evidente que existe uma crise nos mercados de capital, que em Portugal foi desvalorizada quando surgiram os primeiros sinais no Estados Unidos, mas que agora é difícil de ignorar. Para muitos todo isto resultou do mercado altamente especulativo que foi seguido por muitas instituições, visando altos lucros e grandes resultados em curto espaço de tempo. De facto os bancos e outras entidades financeiras multiplicaram os seus lucros, apresentando durante muito tempo lucros muito acima da evolução dos restantes mercados, embora à conta de créditos sem garantias e investimentos baseados em negócios desse tipo. O crescimento abrandou e a falta de liquidez entrou casa dentro de quem embarcou nessa aventura que todos sabiam ter riscos. Agora que a factura começa a pesar, e mesmo depois de grandes injecções de liquidez feitas pelos bancos centrais, que mesmo sendo de grande amplitude não conseguiram colmatar os excessos de vários anos desta prática, surgem os senhores banqueiros a dizer que “o custo está a ser inteiramente suportado pelos bancos”, preparando-se assim para o fazer reflectir sobre os clientes, como se a culpa fosse destes últimos. Onde estavam esses banqueiros quando apresentaram lucros escandalosos à custa dessas operações que agora lhes pesam? Dividiram esses lucros com os seus clientes, ou só pelos seus accionistas? E o senhor Constâncio, é afinal governador do Banco de Portugal ou presidente de alguma associação de bancos privados?

Vamos ver se nos entendemos, os bancos arriscaram, ganharam muito, e agora não têm do que se queixar. Conheciam muito bem os riscos do mercado, para virem agora com estas cantigas de benfeitores, coisa que nunca foram.

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Humor da Casa


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Fotografias Manipuladas

Fruit Garden by @lis@

strawberry by @lis@

Zen by Alba Luna