Por estas definições genéricas
pode inferir-se que os portugueses na generalidade foram vítimas de externalidades quando a troika e o governo tomaram medidas que não tiveram em
conta as consequências de causar desemprego, perda de direitos, diminuição de
rendimentos e aumento da pobreza à generalidade dos portugueses.sábado, junho 21, 2014
AS "EXTERNALIDADES NEGATIVAS" DE MOEDAS
Por estas definições genéricas
pode inferir-se que os portugueses na generalidade foram vítimas de externalidades quando a troika e o governo tomaram medidas que não tiveram em
conta as consequências de causar desemprego, perda de direitos, diminuição de
rendimentos e aumento da pobreza à generalidade dos portugueses.domingo, abril 24, 2011
BANCA - QUESTÕES SEM RESPOSTA
Com a deterioração da situação económica e social do país, os cidadãos começaram a reduzir significativamente o consumo e trataram de acautelar as suas poupanças e investimentos, procurando alguma segurança para os seus pecúlios. Foi notório o abandono de investimentos a longo prazo, e de outras aplicações de maior risco e difícil resgate, em favor de investimentos menos arriscados, a mais curto prazo e disponíveis logo que necessário.
O abandono dos Certificados do Tesouro foi acelerado bem como o de outros títulos de aforro de prazos maiores. O dinheiro das famílias voltou em força aos bancos, onde os depósitos têm subido desde 2008 atingindo valores que são os mais elevados desde 1989, sendo de um montante global de quase 120 mil milhões de euros.
O inexplicável para o cidadão comum, como eu, é que os bancos emprestam cada vez menos e têm necessidade de dinheiros do Estado para um fundo de garantia para os seus depósitos. É inexplicável que os bancos tenham tão elevado montante de economias dos portugueses à sua responsabilidade e ao mesmo tempo estejam com problemas de liquidez.
Pode ser que os termos que eu utilizei não sejam os mais correctos para os senhores economistas, mas o que é verdade é que não entendo a razão de terem de ser os depositantes a contribuir via impostos para fundos de garantia para os bancos, quando os bancos usam os seus dinheiros para obterem lucros simplesmente fabulosos, que distribuem abundantemente por accionistas e gestores, sem se preocuparem com a segurança do dinheiro dos seus clientes.
quinta-feira, julho 08, 2010
O ECONOMÊS
Eu tenho grande dificuldade em entender as cabecinhas pensantes deste país, que tão depressa segue as instruções que vêm de fora, como logo a seguir faz o contrário.
A maior chaga das sociedades europeias é reconhecidamente o desemprego. Como diz a OCDE, para se regressar aos níveis de actividade do final de 2007, é necessário criar, só em Portugal, 170 mil empregos.
Sabemos todos que o sinal maior dos erros na esfera económica, é o monstro do desemprego, e que a Europa e o estado social que a caracteriza, não poderá resistir a m nível tão elevado de gente sem emprego.
A verdade é que em Portugal, e um pouco por toda a Europa, a prioridade única é com o défice e com a dívida pública, que se traduz numa contracção económica que gera mais desemprego e a desvalorização do factor trabalho, com um proteccionismo descarado das entidades bancárias e outras ligadas à grande economia.
terça-feira, fevereiro 09, 2010
PORTUGAL VÍTIMA DE BULLING ECONÓMICO
Durante bastante tempo Portugal fazia parte dos “PIGS”, acrónimo do grupo de países Portugal, Irlanda, Grécia e Espanha, os quais eram considerados como os últimos do pelotão económico da União Europeia. Os mercados são implacáveis para quem não tem pedalada para acompanhar os melhores.
Actualmente a designação “Pigs” já não está na moda tendo sido substituída por outra mais abrangente, “STUPID” que é
mais abrangente e inclui os países com mais hipóteses de ser afectados pela falência da Grécia, ou sejam: Espanha, Turquia, Reino Unido, Portugal, Itália e Dubai.
Porque é que estamos sempre nos grupos que têm desempenhos fracos? Será que o governo não fala verdade e nós somos verdadeiramente “estúpidos” contribuindo para a sua eleição?
Pessoalmente não creio que os fareja dores de dinheiro tenham qualquer interesse particular em falar mal deste rectângulo à beira-mar plantado.
Mais AQUI

sexta-feira, agosto 14, 2009
TECNICAMENTE...
Segundo ouvi na SIC, Portugal terá, tecnicamente, saído da recessão por ter apresentado um crescimento económico de 0,3% no segundo trimestre deste ano.
Os números do INE, que ainda não são completos nem elucidativos, já suscitaram comentários de José Sócrates, que veio afirmar que "não é o fim da crise, mas sim o princípio do fim da crise", ainda que em termos homólogos o PIB ainda esteja a encolher 3,7%.
Enquanto Medina Carreira arrasa a classe política, que apenas pretende fazer os seus negócios e empregar a família durante os mandatos, os ditos desdobram-se em comentários sobre os tais míseros 0,3%, como se nada se tenha passado, e nada tenham ouvido.
Não concordo com muitas das ideias defendidas por Medina Carreira, como também não sou um indefectível de Balzac, mas depois de citar o primeiro, fica bem citar o segundo que às tantas disse “A estupidez tem duas maneiras de ser: ou se cala ou fala. A estupidez muda é suportável” e também “Por detrás de uma grande fortuna há um crime”.
Penso que a conjugação do pensamento dos dois se aplica e não distorce em nada o discurso do antigo ministro das Finanças, nem sequer tecnicamente!...
sexta-feira, dezembro 12, 2008
CURTINHAS
Código do Trabalho – O PS, como todos o sabemos, votou o novo Código do Trabalho, que introduz normas contra as quais votou num passado ainda recente. Não admira que alguns deputados do PS tenham votado contra este código, nem que o PSD e o CDS se tenham abstido. Soube-se agora que Cavaco Silva decidiu enviar este diploma para o Tribunal Constitucional, requerendo a fiscalização preventiva da norma que alarga para os 180 dias a duração do período experimental.
Deputados e faltas – Passada uma semana sobre a polémica das faltas dos deputados, sabemos agora que a Comissão do Orçamento e Finanças foi cancelada por falta de quórum. Desta vez foi o PS que teve maior número de faltas, o que foi logo desvalorizado pela deputada Marta Rebelo, considerando que há assuntos mais importantes com que os deputados se devem preocupar e que esta polémica se relaciona com uma «política com p pequeno». Elucidativo!
Belmiro de Azevedo – Pela primeira vez ouviu-se um empresário criticar abertamente o apoio aos bancos. Chegou ainda mais longe, dizendo que «se caíssem dois ou três bancos em Portugal não se notava» Como conclusão, alertou que «um sistema financeiro sem actividade económica de nada serve». Cá para mim, só me falta ouvir da boca dos empresários, que sem consumo interno é inevitável a falência de muitas empresas, mas isso custa mais a sair das suas bocas, porque implica o aumento dos vencimentos dos portugueses, que afinal é o único modo de criar confiança e compensar os excedentes de produção, que se verificam pela retracção das exportações.
domingo, novembro 11, 2007
REALISMO EM ECONOMÊS
Na discussão política, este tipo de argumentação talvez seja habitual na arena política, mas na boca de gestores e economistas, e dirigidas ao público em geral não colhe.
Podemos começar por algo que não costumo mencionar, por algum pudor, mas que é uma realidade insofismável, que são precisamente os proventos desses senhores e os proventos da maioria dos trabalhadores portugueses. Não são comparáveis, e já os estou a ouvir (gestores e economistas), a gritarem as suas imensas responsabilidades e a suas competências, justificando assim os altos salários que recebem. Era precisamente aí que eu queria chegar, às responsabilidades desses senhores, pelo estado da nossa economia. Assumam-nas, e não atirem o ónus dos seus erros para quem não tem as mesmas responsabilidades, nem os altos salários, limitando-se a produzir com as regras e condições por vós impostas.
A má distribuição dos rendimentos em Portugal, é um verdadeiro escândalo, para que nos venham pregar precisamente com o argumento do realismo, de cada vez que se fala em aumentos salariais. Se alguém gasta mais do que produz, não são certamente a maioria dos trabalhadores por conta de outrem, que usufruem salários muito abaixo da média dos restantes países que adoptaram o euro ao mesmo tempo que Portugal. Falo evidentemente de tarefas idênticas e não de médias estatísticas que distorcem a realidade e que economistas e gestores gostam de lançar para cima da mesa, porque há determinadas elites em Portugal cujos salários se batem de igual para igual, quando não superam mesmo, os salários das mesmas actividades por essa Europa fora.
A força dos números obriga-nos a comparar o que é comparável, e não médias estatísticas, especialmente num país que é um dos piores exemplos europeus no que concerne à distribuição da riqueza.
É preciso não ter vergonha nenhuma para jogar com dados que são viciados logo à partida.
Larisssa80















