segunda-feira, abril 27, 2026
sexta-feira, outubro 05, 2018
OS DEFENSORES DO AUMENTO DAS DESIGUALDADES
domingo, outubro 23, 2011
PALAVRAS PARA QUÊ?
Costumo dizer por aqui que temos políticos de muito má qualidade, que fazem com que a política seja desprestigiada e até encarada com alguma repulsa.
Para simplificar temos o actual ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, que até parece não fazer não fazer parte do actual executivo, que corta que se farta, dizendo que os cortes são inevitáveis.
É público que Miguel Macedo recebe cerca de 1400 euros mensais por subsídio de alojamento, apesar de ter um apartamento seu em Lisboa, onde reside durante toda a semana. Não será ilegal, dizem-me, mas tanto quanto sei não será ilegal ter direito ao subsídio de férias e ao de Natal, mas o senhor ministro Vítor Gaspar, decidiu cortar os dois durante dois anos aos funcionários públicos.
Lembrei-me também de outro personagem que passou pela política e que gosta de mandar uns palpites sobre economia, Mira Amaral, que resolveu decretar a falência do patrão Estado, para justificar os cortes dos subsídios dos funcionários públicos, mas que não se exime de receber uma subvenção vitalícia, que acumula com outros rendimentos das actividades que mantém, coisa que nenhum funcionário pode fazer.
Palavras para quê? São artistas portugueses…
terça-feira, junho 14, 2011
COMPETITIVIDADE À CUSTA DE MAIS IMPOSTOS
O conhecido Ferraz da Costa, agora presidente do Fórum para a Competitividade, veio já defender um corte de 20 pontos percentuais na Taxa Social Única. Como se sabe a TSU é uma forma de financiamento da Segurança Social, paga pelo patronato, e se ela for reduzida o dinheiro terá que vir de outro lado.
É claro que Ferraz da Costa foi pronto a apontar uma maneira de financiar o tal défice da Segurança Social, mas evidentemente à custa do aumento do IVA, que incide sobre o consumo e atinge pobres e ricos de igual modo.
O mais curioso das declarações deste senhor foi o facto de vir dizer que consumimos 68% do PIB, mais do que os Estados Unidos, e que a propensão para consumir das famílias portuguesas é a mais elevada da zona euro.
quarta-feira, maio 05, 2010
ELES QUEREM LULAS
Gostei da notícia “Empresários querem menos despesa e mais trabalho”, que li no Diário Económico. Os senhores que ditam as regras nunca mudam o seu discurso, e para quem falava da cassete da esquerda, é deveras curioso.
Nada mais, nada menos do que 29 empresários e gestores nacionais disseram de sua verdade, que é preciso trabalhar mais e cortar nas despesas do Estado, para além de apertar o cinto.
Eu, levando estes senhores à letra, sugiro que se corte nos ordenados mais elevados (superiores a 5.000 euros mensais), às reformas do mesmo nível, aos beneficiários de mais do que uma pensão, isto para começar.
Porque o Estado não tem vocação empresarial, deveria cortar todos os subsídios e ajudas às empresas privadas geridas por estes senhores. Como há quem diga que não existem mais-valias, as SGPS deviam também ser tributadas, bem como os fundos, digamos como que se tratasse de uma medida simbólica.
Podem crer que estes senhores são uns ricos humoristas, óptimos no que fazem, e entre eles até há os que já levaram empresas à falência, mas isso não interessa nada.
Não era isto que eles queriam dizer? Desculpem-me, mas eu não percebo mesmo nada de economia e menos ainda de gestão. Governo a minha casa com muito menos que todos eles, sem dever um tostão a ninguém, coisa que duvido que eles fossem capazes.


segunda-feira, abril 05, 2010
É DE LOUCOS!
O país está de tanga, ainda que o termo utilizado seja diverso, mas há por aí uns quantos deslumbrados que fazem figura de ricos enquanto nós apertamos o cinto.
É público que na empresa mais endividada do país, a EDP, o presidente não se exime de receber num ano a módica quantia de 3,1 milhões de euros. Claro que para atingir uma dívida de mais de 14.000 milhões de euros é preciso ser-se um génio.
Um monopólio privado, com garantia de lucro e praticando tarifas das mais altas da Europa, como é a EDP, dá-se ao luxo de ter um presidente com salários milionários, num país onde se discute um aumento do salário mínimo em 25 euros.
A treta de premiar o mérito não justifica esta remuneração escandalosa a apenas um pequeno grupo de pessoas, quando o sucesso ou o insucesso de qualquer empresa é sempre resultado do esforço colectivo da grande maioria dos seus colaboradores.
quinta-feira, março 13, 2008
CURTAS, MAS ACTUAIS
Os clientes e a Banca – Tornou-se evidente que existe uma crise nos mercados de capital, que em Portugal foi desvalorizada quando surgiram os primeiros sinais no Estados Unidos, mas que agora é difícil de ignorar. Para muitos todo isto resultou do mercado altamente especulativo que foi seguido por muitas instituições, visando altos lucros e grandes resultados em curto espaço de tempo. De facto os bancos e outras entidades financeiras multiplicaram os seus lucros, apresentando durante muito tempo lucros muito acima da evolução dos restantes mercados, embora à conta de créditos sem garantias e investimentos baseados em negócios desse tipo. O crescimento abrandou e a falta de liquidez entrou casa dentro de quem embarcou nessa aventura que todos sabiam ter riscos. Agora que a factura começa a pesar, e mesmo depois de grandes injecções de liquidez feitas pelos bancos centrais, que mesmo sendo de grande amplitude não conseguiram colmatar os excessos de vários anos desta prática, surgem os senhores banqueiros a dizer que “o custo está a ser inteiramente suportado pelos bancos”, preparando-se assim para o fazer reflectir sobre os clientes, como se a culpa fosse destes últimos. Onde estavam esses banqueiros quando apresentaram lucros escandalosos à custa dessas operações que agora lhes pesam? Dividiram esses lucros com os seus clientes, ou só pelos seus accionistas? E o senhor Constâncio, é afinal governador do Banco de Portugal ou presidente de alguma associação de bancos privados?
Vamos ver se nos entendemos, os bancos arriscaram, ganharam muito, e agora não têm do que se queixar. Conheciam muito bem os riscos do mercado, para virem agora com estas cantigas de benfeitores, coisa que nunca foram.













