Imigrantes e museus – É um facto que existem algumas barreiras culturais que podem influir na afluência aos museus por parte das comunidades imigrantes, mais controverso e até duvidoso é que as barreiras linguísticas tenham uma influência significativa. Contactei um observador privilegiado nesta matéria, funcionário de um monumento dos mais visitados e um imigrante de Leste, e ambos concordaram que os factores que mais influem na visita dos imigrantes aos museus são em 1º lugar as condições económicas e o nível cultural, em 2º lugar a existência de familiares directos com quem os imigrantes vivam e só em 3º e último lugar as barreiras linguísticas. Não é por acaso que os imigrantes do Leste europeu visitam mais os museus do que os imigrantes brasileiros e que os africanos surgem apenas em terceiro lugar. Pelas notícias veiculadas pela Lusa e pelo DN, os especialistas bateram mais na tecla das barreiras linguísticas, mas talvez não estejam a bater no ponto principal.
Os clientes e a Banca – Tornou-se evidente que existe uma crise nos mercados de capital, que em Portugal foi desvalorizada quando surgiram os primeiros sinais no Estados Unidos, mas que agora é difícil de ignorar. Para muitos todo isto resultou do mercado altamente especulativo que foi seguido por muitas instituições, visando altos lucros e grandes resultados em curto espaço de tempo. De facto os bancos e outras entidades financeiras multiplicaram os seus lucros, apresentando durante muito tempo lucros muito acima da evolução dos restantes mercados, embora à conta de créditos sem garantias e investimentos baseados em negócios desse tipo. O crescimento abrandou e a falta de liquidez entrou casa dentro de quem embarcou nessa aventura que todos sabiam ter riscos. Agora que a factura começa a pesar, e mesmo depois de grandes injecções de liquidez feitas pelos bancos centrais, que mesmo sendo de grande amplitude não conseguiram colmatar os excessos de vários anos desta prática, surgem os senhores banqueiros a dizer que “o custo está a ser inteiramente suportado pelos bancos”, preparando-se assim para o fazer reflectir sobre os clientes, como se a culpa fosse destes últimos. Onde estavam esses banqueiros quando apresentaram lucros escandalosos à custa dessas operações que agora lhes pesam? Dividiram esses lucros com os seus clientes, ou só pelos seus accionistas? E o senhor Constâncio, é afinal governador do Banco de Portugal ou presidente de alguma associação de bancos privados?
Os clientes e a Banca – Tornou-se evidente que existe uma crise nos mercados de capital, que em Portugal foi desvalorizada quando surgiram os primeiros sinais no Estados Unidos, mas que agora é difícil de ignorar. Para muitos todo isto resultou do mercado altamente especulativo que foi seguido por muitas instituições, visando altos lucros e grandes resultados em curto espaço de tempo. De facto os bancos e outras entidades financeiras multiplicaram os seus lucros, apresentando durante muito tempo lucros muito acima da evolução dos restantes mercados, embora à conta de créditos sem garantias e investimentos baseados em negócios desse tipo. O crescimento abrandou e a falta de liquidez entrou casa dentro de quem embarcou nessa aventura que todos sabiam ter riscos. Agora que a factura começa a pesar, e mesmo depois de grandes injecções de liquidez feitas pelos bancos centrais, que mesmo sendo de grande amplitude não conseguiram colmatar os excessos de vários anos desta prática, surgem os senhores banqueiros a dizer que “o custo está a ser inteiramente suportado pelos bancos”, preparando-se assim para o fazer reflectir sobre os clientes, como se a culpa fosse destes últimos. Onde estavam esses banqueiros quando apresentaram lucros escandalosos à custa dessas operações que agora lhes pesam? Dividiram esses lucros com os seus clientes, ou só pelos seus accionistas? E o senhor Constâncio, é afinal governador do Banco de Portugal ou presidente de alguma associação de bancos privados?
Vamos ver se nos entendemos, os bancos arriscaram, ganharam muito, e agora não têm do que se queixar. Conheciam muito bem os riscos do mercado, para virem agora com estas cantigas de benfeitores, coisa que nunca foram.
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