Felgueiras – Mais um processo “cabeludo” da nossa justiça que chega ao fim, mas em que a culpa morre solteira. Ficou provado que houve financiamento da campanha do PS através de pagamentos feitos pela RESIM, mas não se provou que foi Fátima Felgueiras quem pediu que a empresa desse dinheiro ao partido. Diz a autarca que não houve corrupção, nem participação económica em negócios. Exemplar, meus caros, exemplar!
Magalhães – Depois de se ter começado a falar de problemas fiscais com a empresa que monta o Magalhães, veio a lume que o Estado não tinha qualquer contrato com a empresa JP Sá Couto, e que os computadores para as criancinhas seriam pagos pelas operadoras que distribuíam os ditos. Afinal parece que não é bem assim. Não vou falar sobre a promoção feita por José Sócrates na América do Sul, do Magalhães, porque me pareceu de mau gosto, mas segundo Mário Lino disse à Visão, “se o dinheiro dos operadores for insuficiente o Estado terá de colmatar a parte que falta”. Eu ía jurar que não foi isto que eu ouvi há apenas alguns dias, mas com Mário Lino nunca se sabe!
Bancos com problemas – Teixeira dos Santos veio admitir que ocultou os problemas existentes no BPN, quando afirmou taxativamente há algumas semanas que não existia nenhum banco nacional com problemas. Fica-lhe bem. O que sinceramente não lhe fica bem, é atacar agora quem lhe volta a fazer a mesma pergunta, classificando-a de “irresponsável”. Senhor ministro, quem não quer ser lobo não lhe veste a pele, diz o povo.
Madeira – A Madeira é um óptimo destino de férias, tem belezas naturais únicas e uma boa indústria hoteleira, isso penso que é consensual. O que também começa a ser mais ou menos consensual, é que os políticos desta Região Autónoma são dados ao exagero e a algum descontrolo no exercício das suas funções. Os políticos, enquanto representantes do povo, devem saber comportar-se dignamente e têm a obrigação de ser respeitadores das leis, porque é para isso que são pagos com os dinheiros dos contribuintes. Nós só pedimos que se respeitem e nos respeitem, relembrando a esses senhores democraticamente eleitos, que ocupam lugares para os quais se candidataram por vontade própria, sabendo bem que estão lá para servir quem os elegeu.
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