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segunda-feira, novembro 19, 2018

MOTIVOS DE REVOLTA


Depois de uns dias sem se ver ou ouvir uma única notícia sobre a revolta dos franceses perante o aumento dos impostos sobre os combustíveis, eis que se começa a falar do assunto apesar do episódio do poeta amante de touros, das divergências de opinião do governo e da bancada do seu próprio partido, e das greves na justiça.

Terão os portugueses razões para estarem ainda mais revoltados que os franceses? Claro que têm, mas nem sequer estavam informados sobre o que se passava em França, não se percebe bem porquê.

Todos sabem que os portugueses têm salários mais baixos do que os franceses, começando desde logo pelo salário mínimo nacional, mas nem todos sabiam que pagamos a gasolina mais cara do que os gauleses, e os espanhóis, e o mesmo acontece com o gás, especialmente o de bilha, que tem quase o dobro do preço que se pratica para lá da fronteira.

O Governo diz que não tem dinheiro para dar aumentos superiores a 5 euros aos seus funcionários, mas cobra impostos nos combustíveis, superiores aos da maioria dos países europeus. Será que é para investir na saúde, ou na educação? Não, porque esses sectores estão a sofrer com a falta de investimento.

Pagamos como se fossemos ricos, mas temos salários miseráveis, senhor António Costa e senhores dirigentes dos restantes partidos. Devemos revoltar-nos? Evidentemente que sim!



sexta-feira, julho 17, 2009

INTERNET BUÉ CARA

Nem sei se o título está bem escrito, mas o caso não deixa de ser verdadeiro, seja qual for a grafia utilizada. A Autoridade da Concorrência (AdC) acabou de descobrir e divulgar esta realidade ao referir-se globalmente às comunicações electrónicas.

Os serviços de comunicações estão nas mãos de privados, o que segundo os gurus da economia devia ser uma vantagem, mas a verdade é que no caso particular da banda larga, apresentam tarifas exactamente iguais, pacotes iguais e até equipamentos do mesmo tipo. Sobre isto nada consta na análise conhecida.

A aposta do governo, anunciada até à exaustão, de investir nas novas tecnologias parece ter esquecido por completo o preço dos serviços. Não basta anunciar investimentos fabulosos em fibra óptica, e afirmar o apoio do Estado, porque afinal somos nós os utilizadores que pagamos, e demais, para que essas estruturas sejam feitas.

Como apontamento final uma palavrinha no que diz respeito à assistência fornecida pelos fornecedores dos serviços de Internet, que como sabemos são uma perfeita anedota, sendo o cliente atendido por um operador (chamar-lhe-ia telefonista) que quase nunca sabe patavinas de informática e que se limita a ler “a cartilha” que lhe colocam à frente, para procedimentos que os iniciados já fizeram sem resultados, e depois tomam nota dos dados para uma visita dos serviços técnicos. Mais um esclarecimento, as chamadas para o apoio ao cliente são pagos.



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Foto - Branco e Amarelo
by rainerbrunotte

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Humor e Varejo
Murat Gok

Valentin Georgiev
793

quinta-feira, setembro 18, 2008

COMBUSTÍVEIS – FRASES SOLTAS

"Estou preparado para tomar toda e qualquer medida em defesa dos consumidores"

Manuel Pinho (ME)

«O analista considera difícil que o ministro "tenha uma medida prática que possa tomar", à excepção da baixa do ISP (Imposto sobre os Produtos Petrolíferos) e da fixação dos preços administrativamente.

Contudo, a descida dos impostos não é desejável para os cofres do Estado e fixar os preços administrativamente é "recuar quatro anos" na liberalização do mercado, defendeu.»

Pedro Morais (ESR)

Uma intervenção no mercado liberalizado é também recusada pelo secretário-geral da Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas (APETRO), José Horta, que afirma que o primeiro-ministro garantiu "há dois anos que não interviria no preço dos combustíveis".

Lusa

O analista financeiro da IMF - Informação de Mercados Financeiros, Ricardo Marques, afirmou à Lusa não se pronunciar sobre "medidas políticas", mas considera que as petrolíferas usam fórmulas de cálculo diferentes na subida e na descida dos preços dos produtos.

"Há claramente uma política comercial que não me parece que seja igual nas subidas e nas descidas, baseada na cotação dos produtos refinados em euros", afirmou.

Lusa




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