Todos tendem a considerar que falar do fim do capitalismo é um exagero, e o argumento mais forte é a inexistência de alternativa viável.
Não sei se têm razão, ou se pelo contrário apenas pretendem que assim seja, mas o que é certo é que o capitalismo já não é o que era, e nem sei se a designação faz justiça ao modelo cada vez mais evidente, da economia ocidental.
Há uns anos dizia-se “O que é bom para a GM é bom para os Estados Unidos”, hoje talvez se devesse dizer o inverso, quando nos referimos a esta empresa falida.
Os grandes bastiões financeiros do capitalismo tiveram que recorrer às ajudas estatais para não colapsarem, demonstrando as fragilidades de todo o sistema, assente na especulação. A indústria automóvel, também recorreu ao Estado para não encerrar as portas, e não falo apenas dos EUA, pois no Japão também há mãozinha do estado nesta indústria, e na Alemanha é o que se sabe.
O capitalismo puro e duro deixou de existir, muito por causa das consequências da sua ambição desmedida e da falta de ética e de fiscalização dos estados, mas tentará com toda a certeza, vir a tomar as rédeas da situação logo que as suas necessidades de liquidez estejam satisfeitas, e todos nós estejamos ainda mais pobres.


