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quarta-feira, março 15, 2017

ACREDITAM NAS AVALIAÇÕES?

Eu ainda me recordo das críticas que existiam há uns anos acerca das avaliações na função pública, quando todos malhavam sempre que lhes dava na gana. Falavam do mérito e do rigor enchendo a boca de conceitos que diziam existir (?) no sector privado.

Há poucos dias foi notícia que o novo modelo de avaliação no Novo Banco prevê quotas, o que para todos significa um afunilamento de subidas nas carreiras. Claro que têm razão os críticos deste tipo de avaliações com quotas, que permite que numa equipa de vários elementos existam uns que recebem boas avaliações e outros avaliações mais baixas, apesar de todos colaborarem num mesmo objectivo.

O que importa salientar em tudo isto é que é esse o sistema usado na última década na função pública, que nunca mereceu as parangonas dos jornais e a indignação pública que agora temos visto.


Por vezes só passando pelas situações é que se vê a iniquidade dos processos de avaliação baseados em quotas. 


segunda-feira, fevereiro 01, 2010

O CENTENÁRIO

Este governo está em funções há 100 dias, para mal dos nossos pecados, e resolveu comemorar a data como se não tivesse nada mais importante para fazer.

Os erros no cálculo do défice de 2009 afinal foram resultado da conjuntura e aumentou “por boa razão” a acreditar nas palavras de Sócrates e de Teixeira dos Santos. O mais extraordinário que o senhor ministro das Finanças veio dizer, foi que os funcionários públicos não perdem poder de compra (apesar do congelamento dos salários), e que no conjunto dos anos de 2009 e 2010 até ganham. Podia ter-se referido aos últimos 10 anos, que era uma atitude mais honesta, mas percebemos a dificuldade do senhor ministro.

O governo aproveitou as comemorações para lançar a 1ª pedra do futuro Museu dos Coches, que por acaso era um simples tijolo. Pompa e circunstância perante uma plateia onde se perfilavam os interessados no “negócio”. A Cultura que não foi bafejada pelo orçamento com verbas que lhe dessem alguma estabilidade e segurança, mormente na área do Património, não terá grandes razões para estar satisfeita, apesar do novo museu.



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Fotos de Coches



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Humor Incendiário

sexta-feira, março 27, 2009

À ATENÇÃO DOS INGÉNUOS

Em tempos escrevi por aqui que a avaliação do desempenho na função pública não passava de um engodo, já que a intenção real do governo era fazer demorar o mais possível as progressões na carreira dos funcionários públicos. Tive então uns quantos comentários de pessoas mais ingénuas, ou pelo menos pouco conhecedoras do meio, repetindo os chavões que os governantes vinham dizendo de cada vez que o sistema era contestado.

A avaliação não passa de uma caricatura do que se dizia ser um estímulo à excelência, e na prática o governo já conseguiu o que pretendia, que não passa de um estratagema para demorar 10 anos a progressão dos funcionários. Dizem-me, mas há alguns que levam a classificação de excelentes, mas para esses aconselho-os a que consultem as listas dos ministérios, que é elucidativa.

Mas hoje veio mais uma confirmação da minha opinião, agora no Diário Económico, onde se pode ler que o Governo acabou de reduzir em mais 87 milhões de euros as verbas disponíveis para aplicar em progressões de funcionários públicos e para recrutamento. O Ministério das Finanças já confirmou a duplicação das cativações a aplicar a essas verbas, pelo que aos poucos tudo começa a ficar claro, mesmo para os mais ingénuos.



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Mestres da Pintura
Amadeo

Wassiliy Kandinsky

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Humor Automóvel

quarta-feira, novembro 26, 2008

MÉRITO?

Quando me reformei, procurei esquecer algumas afrontas que me fizeram enquanto estava no activo, muitas delas decorrentes da avaliação que alguns dos meus superiores faziam do meu trabalho. Sempre considerei que haviam pessoas que não tinham capacidade nem conhecimentos para avaliar o trabalho de outrem, ou porque não estavam minimamente capacitados para o fazer ou porque apesar de à partida terem essas capacidades, nunca executaram tarefas nas áreas para que obtiveram formação.

Nunca terei sido um sobre dotado, mas sempre fui muito profissional nos lugares que ocupei, e podem crer que foram muitos. Depois da minha saída fui por diversas vezes contactado, por pessoas que me avaliaram no passado, no sentido de efectuar trabalhos para organismos onde trabalhei, o que sempre recusei por motivos muito pessoais e de que me orgulho.

Trabalho hoje por conta própria, sou reconhecido dentro do meio, e vejo com alguma tristeza que os mesmos que se arrogavam de autoridade para me classificar sem para isso terem um mínimo de competências, continuam em lugares de alta chefia e de confiança política, desperdiçando dinheiros do erário público, recorrendo a serviços externos para efectuarem trabalhos que durante décadas foram feitos internamente, a custos muito mais baixos.

Quando me perguntam se concordo com avaliações e se não acho que o mérito deve ser reconhecido e compensado, respondo invariavelmente com a questão: “com a classe dirigente que temos?”.



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Fotografias
Chrysanthemum by *ameliasantos

Memories Of Fall 2008 21 by *PridesCrossing

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Humor de Mordillo


quarta-feira, novembro 19, 2008

AVALIAÇÕES SOBRE A MESA

Sobre a polémica instalada na Educação e no resto da Função Pública, a propósito das avaliações, li e ouvi muitos que defendiam que elas fossem feitas como o Governo decidiu, mas também constatei que entre os directamente visados se coloca um problema de enorme grandeza, que se prende com os critérios, os meios e a imparcialidade ou competência dos avaliadores.

Ficou bem patente que o Governo defende com unhas e dentes o seu modelo de avaliação, contra a vontade dos seus funcionários, com o objectivo evidente de evitar ao máximo os gastos decorrentes das progressões nas carreiras. O mérito, esse é racionado e fica para os de sempre, os amigos do círculo mais próximo, sempre possível de justificar pelas limitações impostas pelo próprio processo.

Afirmando até à exaustão que o que os funcionários públicos querem é subir automaticamente nas carreiras, como se não houvessem concursos e outros processos de avaliação mais consensuais, tentaram virar a opinião pública contra os funcionários, sem se preocuparem sequer com os prejuízos decorrentes do mau estar e desmotivação que causaram.

Mas a avaliação pode ser um pau de dois bicos, e até os acérrimos defensores de uma qualquer avaliação, podem de repente, vir a tornar-se os seus maiores críticos. Veja-se por exemplo o caso de Teixeira dos Santos, que foi classificado como o pior ministro das Finanças da Europa, pelo jornal Finantial Times. Será que ele concorda com essa avaliação? Afinal o FT é uma entidade independente.

Mas nem só o ministro Teixeira dos Santos foi alvo de avaliação, o restante executivo, também foi avaliado num relatório da Comissão Europeia, sobre a evolução do emprego. Portugal teve o menor, ou um dos menores (sou benevolente) ritmos na criação de emprego, na última década. Lembramo-nos todos da promessa de criação de 150.000 novos empregos.

Como é que o nosso executivo encara estas duas avaliações, que o colocam na cauda da Europa? Estou certo que desejavam rebater a avaliação e os critérios utilizados. Quererá isso dizer que são contra a avaliação? Meditem um pouco antes de responderem, porque isto de avaliações tem muito que se lhe diga…



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Fotografias - Silhuetas
Nude Indian Ocean

Golden

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Caricaturas - Ronaldinho
Hamed Hafezieh

Mehdi Ali beigi
676

segunda-feira, abril 07, 2008

CURTINHAS

Avaliação e direitos – Finalmente veio a condenação por parte do governo à utilização de informação relativa aos dias de greve para efeitos de avaliação na função pública. Como era evidente, a utilização destes dados “viola grosseiramente” a Constituição, e a sua prática é motivo de acção disciplinar. O governo bem podia ter evitado esta situação, se não tivesse exigido listas dos trabalhadores que aderem a cada greve logo no próprio dia, que algumas chefias excessivamente zelosas, para não dizer outra coisa, começaram a utilizar abusivamente. O desconto no salário nunca esteve em causa, isso sempre foi feito, mas os receios manifestados pelos trabalhadores, com a elaboração destas listas, vieram a confirmar-se como se viu agora, obrigando a uma tomada de posição do executivo.

Aumentou a pobreza – Quando se diz que o fosso entre ricos e pobres aumentou, há apenas uma conclusão que se tira: há mais pobreza. Os dados do INE são elucidativos, e de 2000 para 2006 a diferença de rendimentos dos 10% mais ricos e dos 10% mais pobres em Portugal passou de 5 vezes para 11 vezes mais, se considerarmos apenas os rendimentos monetários. Claro que como estamos perante dados de 2006, ainda antes da escalada de preços dos bens alimentares e do petróleo, e da pressão sobre os salários e aumento do desemprego. Hoje a situação é certamente pior, apesar do que o governo vem dizendo, que teríamos menos portugueses em risco de pobreza.

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Brincar com Fotos
Apple House by alizarine

Pepper House by troop1

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Caricaturas

VINCENT VAN GOGH by Marcos Ribeiro Mendes

Putin by Shahrokh Heidari Sorjani

Kadafi by Ivailo Tsvetkov

segunda-feira, março 10, 2008

AVALIAÇÃO E CARREIRAS

Já aqui chegaram alguns comentários sobre as avaliações na função pública de pessoas que, embora desconhecendo o que está consignado na lei, continuam a afirmar que são inteiramente a favor desta reforma agora em vigor. Evidentemente que tenho todo o respeito por quem emite a sua opinião sincera, mas achei que um artigo do DN de 10 de Março era bastante elucidativo, para quem se desse ao trabalho de o ler.

Começo por deixar alguns excertos bem elucidativos como, “A partir do próximo ano, a maioria dos funcionários públicos vai levar mais tempo a progredir na carreira e o seu percurso será muito mais imprevisível. Porém, para uma minoria "felizarda", atingir o topo será mais rápido”, ou “O sistema formal e rígido que esteve em vigor até 2004 vai ser substituído por mecanismos flexíveis que, embora se baseiem em critérios de avaliação objectivos, darão ao dirigente uma margem de manobra "subjectiva" muito maior do que antigamente. O regime de vínculos e carreiras prevê cláusulas excepcionais que agilizam o posicionamento do trabalhador recém ingressado na administração e as alterações de níveis salarial, tudo em função da opinião do respectivo dirigente.”

Antes destas alterações, a subida de categoria estava condicionada por um concurso público, ainda que o mesmo pudesse estar armadilhado por requisitos que “podiam ser à medida” de certos candidatos, mas havia sempre a possibilidade de recurso e até de impugnação, o que aconteceu bastas vezes. Com as novas regras passa a ser possível admitir alguém que não entre pela base da carreira, podendo o posicionamento na grelha ser “negociado” entre o candidato e o dirigente, mas além disso até há excepções interessantes, um chefe pode fazer um funcionário “subir” mais do que um nível remuneratório, desde que não ultrapasse outros colegas que tenham melhor classificação de desempenho.

Já agora mais uma curiosidade do sistema, as mudanças de escalão podem ser de 2 em 2 anos, com a classificação de excelente (5% do universo), ao fim de três anos com relevante (20% do universo), ou ao fim de 5 com um desempenho adequado (75% do universo). Antes que me esqueça, isto acontece se existir dotação orçamental, mas se não houver, serão necessários 4 anos em vez de 2, 5 em vez de 3, e 10 em vez de 5.

Pode ser que ainda haja quem esteja de acordo com este modo de estimular a produtividade e premiar o desempenho dos funcionários públicos, mas mantenho a minha opinião inicial, isto é um disparate completo.

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Frustrações

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Pinturas

beykozda tekneler by sellyart

Champs Elysees by mariechristinelafond

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Caricaturas

Michelle Pfeiffer by Jam Op De Beeck

Meg Ryan by Jan Op De Beeck

domingo, fevereiro 24, 2008

A PROPÓSITO DO MÉRITO

Fala-se do mérito e da avaliação a propósito de tudo e de nada, e principalmente utilizam-se estas palavras para se justificarem os salários. É comum ouvir-se dizer que quem quer bons políticos tem que lhes pagar bem, ou que devido à má produtividade os portugueses recebem baixos salários e aumentos muito pequenos.

Regra geral quem usa com muita frequência o termo, mérito, é também quem está na posição de avaliador desse mesmo mérito, pelo que invariavelmente o conceito do mérito acaba quase sempre por sair desvirtuado.

Há poucos dias foi solicitado a um amigo meu, ainda funcionário público, que procedesse à sua autoavaliação, processo este que fez por via electrónica. Para quem não sabe, o funcionário, é confrontado com objectivos, que podem ir de 3 a 5, e à frente de cada objectivo tem de escolher uma das três opções referentes ao que acha que foi o seu grau de realização dos objectivos fixados. As hipóteses são – 1ª Superei claramente os objectivos, 2ª Cumpri os objectivos, e a 3ª Não cumpri todos os objectivos. Claro que não estou a falar de pessoal dirigente, neste caso.

Dizia-me o meu amigo que perante o que leu só podia mesmo ser hipócrita, e armar-se em esperto. Fiquei algo confuso com a sua tirada, mas ele explicou-me logo de seguida.
- Se eu assinalar que cumpri os objectivos, o meu avaliador tem todos os argumentos para me dar uma classificação qualquer, e mesmo que o recurso de nada valha, o avaliador tem sempre à mão o próprio julgamento emitido por mim, que não deixa margem para dúvidas a quem não me conhece nem sabe efectivamente qual é o meu desempenho. Pelo contrário, se eu disser que superei claramente os objectivos, terá de ser o avaliador a explicar porque é que não me dá a nota máxima. Claro que é sempre possível fazer as coisas melhor, e esse é o objectivo genérico dos objectivos, mas porque razão não hei-de eu ser bem classificado, se mais ninguém quer sequer fazer as minhas funções nem aceitar as mesmas responsabilidades?

Perante esta lógica, simplista para alguns, mas verdadeiramente irrefutável, fiquei ainda mais convencido de que não pode haver justiça com este método de avaliação, porque logo à partida foi dito a este meu amigo, que talvez viesse a haver uma nota máxima para ser atribuída nesse serviço, mas que essa estava reservada para o número dois da hierarquia, pelo que todos os outros se teriam de contentar com notas inferiores.

Calculo o sentimento de impotência de todos os que trabalham nesta unidade orgânica, e que estão excluídos de classificações de mérito. Se as coisas correram bem no último ano, como parece ter sido o caso, as chefias levam os louros e colhem os méritos, se por acaso as coisas tivessem corrido mal, a culpa era certamente dos subordinados, que eram incompetentes e que não tinham cumprido nenhum dos objectivos propostos.

Assim se premeia o mérito, assim se incentivam os funcionários, assim é que se pretende avaliar os funcionários públicos!

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Fotografia

Glass Apple by BioToxxx

Wave by FilleDuCiel

Neglected Industry by *luchare

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Humor ao Domingo

Coitada da Infantaria

Boleia

segunda-feira, abril 30, 2007

BONS MAUS EXEMPLOS

Num dos últimos artigos do Zé Povinho sobre a flexisegurança, o meu amigo falou sobre o exemplo da Dinamarca, salientando que eles começaram por fortalecer a segurança social e só depois partiram para a alteração das leis laborais dando-lhes mais flexibilidade necessária, mantendo a segurança social padrões decentes para os trabalhadores em situação de desemprego. Coitado, levou pancada até por parte dos que vivem do seu trabalho, pois quase todos consideraram que os modelos não podem ser importados por questões culturais e de mentalidade.
São as questões culturais e de mentalidade que me preocupam verdadeiramente. Ainda há poucos dias, os jornais e os blogues davam exemplos de empresas que demonstravam preocupações sociais e privilegiavam o bem-estar e a satisfação dos seus funcionários, fornecendo creches grátis para os filhos, postos de saúde absolutamente grátis, espaços de lazer e descontracção, etc. As empresas em causa como o Google e a Microsoft, por exemplo, são empresas onde a produtividade é muito alta e onde a motivação é também muito elevada. Os seus gestores não brincam em serviço e sabem que o retorno é proporcional ao investimento em boas condições de trabalho.
Em Portugal parece que há quem fique contente com o “fim das regalias sociais da função pública”, que fazem títulos da nossa comunicação social de hoje, e que se resumem ao fecho dos postos de saúde, do fim das creches e de pequenas comparticipações de saúde, funerais e paternidade.
Não sei se estamos perante um problema de simples inveja ou de falta de ambição dos portugueses. Sempre pensei que podíamos aprender com as boas práticas e que era desejável melhorar os padrões de segurança social. Pelos vistos enganei-me, prevalece o espírito mesquinho caracterizado pela máxima, se eu não tenho porque é que hão-de ter os outros?
Continuo a questionar-me se o ministro Teixeira dos Santos continuará a afirmar que os planos de saúde proporcionados aos gestores e outros dirigentes da função pública e até aos nossos políticos, são incentivos para captar os melhores, ou privilégios dados aos “escolhidos” e já de si bem pagos e privilegiados amigos.

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Avaliação exemplar

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Manipulação de imagem


by Nana

terça-feira, abril 24, 2007

OPACIDADE

Por vezes há notícias que nos causam estranheza, e quando tanto se agita a bandeira da transparência há situações que revelam uma certa opacidade. Hoje li sobre a reforma do Parlamento e sobre o que se conhece das propostas de dois partidos.
Quando já é possível consultar as listas de devedores ao fisco na Internet, parece-me estranho um título dizendo “PSD contra registos de interesses na Internet”. Segundo o artigo esta proposta do PS não agrada à generalidade dos deputados do PSD, e não agrada também a publicação online da folha de faltas e as respectivas justificações dadas pelos parlamentares justificando a ausência.
Numa altura em que a avaliação da Função Pública está em discussão e é do agrado da bancada do PSD, é com estranheza que os portugueses recebem esta notícia, pois é uma das poucas hipóteses que têm de avaliar a acção dos seus eleitos. Talvez haja qualquer outra coisa, que não descortino, que faça esta bancada parlamentar discordar da divulgação dos seus interesses e da sua assiduidade, mas sendo assim, seria útil dizerem de sua justiça. Transparência oblige!

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Quase robots

Frank By imagarth


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Cartoon