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quarta-feira, fevereiro 06, 2019

PRÉ-REFORMA DA TRETA

Anunciar que existem novas regras para os funcionários públicos poderem aceder à pré-reforma desde que tenham pelo menos 55 anos de idade, é uma grande treta e serve apenas para lixar os incautos e satisfazer uns quantos, para quem esta medida é feita à medida.

Todos sabemos que mais de 25% dos funcionários públicos têm mais do que 55 anos de idade, reunindo por isso condições para pedirem a tal pré-reforma, contudo necessitam do acordo dos serviços e, note-se bem, das Finanças.

Recorrendo apenas a um exemplo, nos museus, palácios e monumentos, se todos os trabalhadores com mais de 55 anos pedissem a passagem à pré-reforma, e isso fosse aceite, quase todos os serviços fechavam por falta de pessoal, já que mais de 60% terem mais de 55 anos de idade.

Outro critério mais do que discutível, é o da aceitação por parte das Finanças e dos serviços, que não obedece a regras definidas, podendo assim ser absolutamente discricionário.

No caso da maioria dos funcionários públicos com mais de 55 anos, esta abertura pode ser altamente penalizadora já que os cortes nos rendimentos podem ir até aos 75%.


Creio que esta medida pode ser útil para uns quantos privilegiados, mas para a grande maioria dos funcionários é apenas um engodo, que vai resultar na opinião pública na sensação de que se trata duma benesse dirigida à função pública, o que é um engano.  


sexta-feira, junho 08, 2018

DESCUBRA AS DIFERENÇAS

Já me aconteceu receber umas quantas mensagens privadas bastante desagradáveis, quando critico alguns dos nossos políticos. Por vezes sou acusado de preconceito, de partidarite ou até de ignorância, contudo não vejo discutirem os factos que relato, o que já não é mau.

Infelizmente os políticos saem bem caro aos contribuintes portugueses, e o argumento que é usado para tentar desacreditar esta afirmação, dizendo-se que para ter bons políticos é preciso pagar-lhes muito bem, não me convence de maneira nenhuma.

Os políticos costumam esquecer que a actividade política é um serviço público, e isso é o pecado capital de boa parte dos políticos nacionais.

Os vídeos que aqui coloco são apenas alguns exemplos do que se pode constatar em alguns países com democracias mais avançadas, onde a qualidade de vida é melhor, e onde as desigualdades são menores.  

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segunda-feira, junho 27, 2016

VERGONHA

Toda a gente fala contra os funcionários públicos como se eles fossem os culpados do mau desempenho das finanças públicas, mas só porque é fácil e porque alguma imprensa e muitos comentadores o dizem, escondendo a verdade.

O caso da acumulação de ordenados e reformas, muito comum na política e nos altos cargos das empresas públicas e privadas, devia alertar os cidadãos para a verdade, em que que os privilegiados se outorgam o direito de ser excepções.

Um funcionário público na reforma não pode acumular a reforma com o salário de outra actividade sem ter problemas com as finanças, já qualquer pessoa que esteja ou saia da política, pode acumular a sua reforma com diversos cargos remunerados sem qualquer problema com o fisco.

O novo presidente da CGD vai acumular ordenado (bem vitaminado) com a reforma antecipada que pediu da actividade bancária de 27 anos, que no caso é sem cortes, bem ao contrário do que acontece com “os privilegiados” funcionários públicos.


As nossas elites têm “direitos” que se outorgam uns aos outros, que são vedados aos trabalhadores em geral, e isso é válido tanto no público quanto no privado.   

Rosa by Palaciano

terça-feira, outubro 20, 2015

PORTUGAL VAI DE PORSCHE



A economia e as finanças do país estão muito mal, diga Passos o que disser, e a grande maioria dos portugueses sente isso na sua bolsa e nas suas vidas.

A dívida soberana aumentou durante estes últimos 4 anos, e a dívida das grandes empresas também está em níveis insustentáveis, apenas a dívida dos particulares diminuiu de volume, talvez porque o crédito se tornou mais difícil. Os encargos da dívida não diminuíram, apenas foram empurrados no tempo, consequência dos juros historicamente baixos.

Apesar do panorama negro que está à vista de todos, há quem tenha um optimismo muito grande, e tenha feito disparar as vendas da Porsche, do grupo VW, e é fácil perceber a razão: “quando muitos perdem, há sempre uns poucos que lucram com isso”.


quinta-feira, novembro 20, 2014

OS PRIVILEGIADOS DA POLÍTICA



Um trabalhador vulgar trabalha uma vida inteira, e desconta, para ao fim de mais de 36 anos de trabalho, ou mais, e já em idade avançada, agora tendo como referência os 66 anos de idade, ter direito a uma reforma que, na melhor das hipóteses, será de um pouco menos de 80% do salário que auferia anteriormente.

Nos últimos anos as reformas têm sido alvo de cortes, que derivam de novas fórmulas de cálculo, no sentido de serem “comportáveis”, na linguagem dos governos, que para que não haja dúvidas, tem sido composto por gente do PSD, do PS e do CDS.

Os senhores ministros e os deputados destes partidos, que são tão lestos em cortar as reformas devidas a quem descontou para as ter, e que invocam o interesse superior da sustentabilidade do sistema de Segurança Social, são os mesmos que instituíram as pensões vitalícias para si próprios, e que agora aprovaram o seu regresso.

A hipocrisia e a falta de vergonha destes senhores não têm limites, pois não hesitam em cortar a quem ganhou o direito a reformas para as quais descontou, mas se outorga o direito de receber subvenções vitalícias, para as quais não descontaram, que acumulam com reformas, como se a sua subsistência disso pudesse depender.

Quem paga as subvenções destes senhores? Nós, que vemos as nossas reformas cortadas por eles…



quarta-feira, dezembro 10, 2008

AS FALTAS DOS ELEITOS

Na semana passada, por causa da falta de muitos deputados do PSD, não foi aprovada a suspensão da avaliação dos professores no Parlamento. O caso deu “barraca” e não tardaram a chover as críticas.


Pelo que se sabe, o PS e o PSD são os dois grupos parlamentares que registam mais faltas, mesmo quando analisados percentualmente. Claro que a maior parte das faltas é justificada, bastando para tal alegar-se motivos de doença, ou de trabalho partidário, e já está, porque nem é necessário documentar a justificação, afinal trata-se de deputados da nação.


Para além desta constatação, de que aliás os média deram a devida importância, também acabei por ter a oportunidade de ler, que Guilherme Silva sugeriu a realização de plenários entre terça e quinta-feira. Entre os sublinhados da notícia, lê-se «é preciso perceber que o Parlamento tem uma representação de deputados de todo o país» e que «a deslocação dos deputados para regressarem aos fins-de-semana às suas famílias tem uma componente humana que também é respeitável».


É notável esta compreensão de Guilherme Silva, que encontra para as faltas dos deputados, a desculpa da “componente humana que também é respeitável”, conhecendo-se as leis laborais em vigor para os trabalhadores por conta de outrem, que são penalizados pelas faltas em todas as vertentes, mesmo quando as faltas são justificadas, e que em muitos casos, como são trabalhadores precários, vêem os seus contratos não serem renovados.


Nunca é demais recordar aos senhores deputados, que devem os seus lugares ao voto dos cidadãos, e que estes lhes pagam regiamente para cumprirem as suas obrigações, que aceitaram de livre vontade sabendo à partida quais eram os seus deveres.

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Fotos de Cactos
k.

k.

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Humor Natalício
Jeff Parker

Tab (Thomas Boldt)

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

CURIOSIDADES PARLAMENTARES

O diário JN noticiou ontem algumas curiosidades sobre os nossos parlamentares, que só terão surpreendido algumas pessoas que não têm o hábito de consumir notícias. Partindo de um título começamos logo por ficar a saber que “abonos podem duplicar vencimento mensal”, e estamos a falar de um vencimento mensal de 3.708 euros – base. Não vou sequer falar nas pensões vitalícias, pois seria imoral dizer quantos a têm e quantos ainda as podem vir a ter.
Mas há mais, no último ano foram aumentados 77 euros, têm direito a 10% do salário para despesas de representação, algumas benesses para o presidente, para os vices, para os líderes parlamentares e os secretários da Mesa, têm todos direito a título gratuito de serviços postais, telecomunicações e redes electrónicas e a ajudas de custo, bem como a viagens pagas caso “residam” fora de Lisboa, ou ao quilómetro para quem resida nas imediações. Esquecia-me da deslocação semanal em trabalho político.
Para quem ache muita fartura tudo isto, posso acrescentar o almoço a 4,65 euros, isto já com o aumento de 0,10 euros desde 2006, cafés a 25 cêntimos águas a 66 cêntimos e sandes de queijo a 45 cêntimos.
Mais interessante ainda, outra notícia do mesmo diário tinha o sugestivo título “remuneração não é indicada como incentivo”, e referia-se a cinco jovens deputados. Um refere que o mais lhe agrada é a flexibilidade de horários, que lhe permite levar o filho ao infantário, outro refere que “a remuneração não é de todo interessante”, além disso, não toca no salário do Parlamento, porque não sabe o dia de amanhã (?). Um representante do PCP pareceu ser o único que não se queixou, mesmo tendo de entregar parte do salário ao partido. O representante do CDS afirmou que “o mais importante não é o estatuto remuneratório” mas “a satisfação política de lutar por aquilo em que se acredita”, o que também é louvável. A representante do BE declara que “não há qualquer privilégio laboral” e acrescenta que “um deputado não pode tirar férias a meio do ano … e a flexibilidade de horários é estar sempre disponível”.
Pensando bem, acho que eu também não gostaria de ser deputado. Aquilo são só inconvenientes, são mal pagos, não ajuda nada o futuro profissional futuro, tem as chatices das cerimónias oficiais, o trabalho é de levar à exaustão e os gajos como eu, ainda mandam bocas aos que se esfalfam a bem dos cidadãos. Vou aproveitar também para aconselhar os meus filhos e netos a nunca sequer equacionarem a hipótese de uma carreira política.

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Fotos - Cinderelas
Danapra

Danapra

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Humor Nacional

segunda-feira, abril 30, 2007

BONS MAUS EXEMPLOS

Num dos últimos artigos do Zé Povinho sobre a flexisegurança, o meu amigo falou sobre o exemplo da Dinamarca, salientando que eles começaram por fortalecer a segurança social e só depois partiram para a alteração das leis laborais dando-lhes mais flexibilidade necessária, mantendo a segurança social padrões decentes para os trabalhadores em situação de desemprego. Coitado, levou pancada até por parte dos que vivem do seu trabalho, pois quase todos consideraram que os modelos não podem ser importados por questões culturais e de mentalidade.
São as questões culturais e de mentalidade que me preocupam verdadeiramente. Ainda há poucos dias, os jornais e os blogues davam exemplos de empresas que demonstravam preocupações sociais e privilegiavam o bem-estar e a satisfação dos seus funcionários, fornecendo creches grátis para os filhos, postos de saúde absolutamente grátis, espaços de lazer e descontracção, etc. As empresas em causa como o Google e a Microsoft, por exemplo, são empresas onde a produtividade é muito alta e onde a motivação é também muito elevada. Os seus gestores não brincam em serviço e sabem que o retorno é proporcional ao investimento em boas condições de trabalho.
Em Portugal parece que há quem fique contente com o “fim das regalias sociais da função pública”, que fazem títulos da nossa comunicação social de hoje, e que se resumem ao fecho dos postos de saúde, do fim das creches e de pequenas comparticipações de saúde, funerais e paternidade.
Não sei se estamos perante um problema de simples inveja ou de falta de ambição dos portugueses. Sempre pensei que podíamos aprender com as boas práticas e que era desejável melhorar os padrões de segurança social. Pelos vistos enganei-me, prevalece o espírito mesquinho caracterizado pela máxima, se eu não tenho porque é que hão-de ter os outros?
Continuo a questionar-me se o ministro Teixeira dos Santos continuará a afirmar que os planos de saúde proporcionados aos gestores e outros dirigentes da função pública e até aos nossos políticos, são incentivos para captar os melhores, ou privilégios dados aos “escolhidos” e já de si bem pagos e privilegiados amigos.

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Avaliação exemplar

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Manipulação de imagem


by Nana