quarta-feira, fevereiro 06, 2019
PRÉ-REFORMA DA TRETA
sexta-feira, junho 08, 2018
DESCUBRA AS DIFERENÇAS
segunda-feira, junho 27, 2016
VERGONHA
terça-feira, outubro 20, 2015
PORTUGAL VAI DE PORSCHE
quinta-feira, novembro 20, 2014
OS PRIVILEGIADOS DA POLÍTICA
quarta-feira, dezembro 10, 2008
AS FALTAS DOS ELEITOS
Na semana passada, por causa da falta de muitos deputados do PSD, não foi aprovada a suspensão da avaliação dos professores no Parlamento. O caso deu “barraca” e não tardaram a chover as críticas.
Pelo que se sabe, o PS e o PSD são os dois grupos parlamentares que registam mais faltas, mesmo quando analisados percentualmente. Claro que a maior parte das faltas é justificada, bastando para tal alegar-se motivos de doença, ou de trabalho partidário, e já está, porque nem é necessário documentar a justificação, afinal trata-se de deputados da nação.
Para além desta constatação, de que aliás os média deram a devida importância, também acabei por ter a oportunidade de ler, que Guilherme Silva sugeriu a realização de plenários entre terça e quinta-feira. Entre os sublinhados da notícia, lê-se «é preciso perceber que o Parlamento tem uma representação de deputados de todo o país» e que «a deslocação dos deputados para regressarem aos fins-de-semana às suas famílias tem uma componente humana que também é respeitável».
É notável esta compreensão de Guilherme Silva, que encontra para as faltas dos deputados, a desculpa da “componente humana que também é respeitável”, conhecendo-se as leis laborais em vigor para os trabalhadores por conta de outrem, que são penalizados pelas faltas em todas as vertentes, mesmo quando as faltas são justificadas, e que em muitos casos, como são trabalhadores precários, vêem os seus contratos não serem renovados.
segunda-feira, fevereiro 11, 2008
CURIOSIDADES PARLAMENTARES
Mas há mais, no último ano foram aumentados 77 euros, têm direito a 10% do salário para despesas de representação, algumas benesses para o presidente, para os vices, para os líderes parlamentares e os secretários da Mesa, têm todos direito a título gratuito de serviços postais, telecomunicações e redes electrónicas e a ajudas de custo, bem como a viagens pagas caso “residam” fora de Lisboa, ou ao quilómetro para quem resida nas imediações. Esquecia-me da deslocação semanal em trabalho político.
Para quem ache muita fartura tudo isto, posso acrescentar o almoço a 4,65 euros, isto já com o aumento de 0,10 euros desde 2006, cafés a 25 cêntimos águas a 66 cêntimos e sandes de queijo a 45 cêntimos.
Mais interessante ainda, outra notícia do mesmo diário tinha o sugestivo título “remuneração não é indicada como incentivo”, e referia-se a cinco jovens deputados. Um refere que o mais lhe agrada é a flexibilidade de horários, que lhe permite levar o filho ao infantário, outro refere que “a remuneração não é de todo interessante”, além disso, não toca no salário do Parlamento, porque não sabe o dia de amanhã (?). Um representante do PCP pareceu ser o único que não se queixou, mesmo tendo de entregar parte do salário ao partido. O representante do CDS afirmou que “o mais importante não é o estatuto remuneratório” mas “a satisfação política de lutar por aquilo em que se acredita”, o que também é louvável. A representante do BE declara que “não há qualquer privilégio laboral” e acrescenta que “um deputado não pode tirar férias a meio do ano … e a flexibilidade de horários é estar sempre disponível”.
Pensando bem, acho que eu também não gostaria de ser deputado. Aquilo são só inconvenientes, são mal pagos, não ajuda nada o futuro profissional futuro, tem as chatices das cerimónias oficiais, o trabalho é de levar à exaustão e os gajos como eu, ainda mandam bocas aos que se esfalfam a bem dos cidadãos. Vou aproveitar também para aconselhar os meus filhos e netos a nunca sequer equacionarem a hipótese de uma carreira política.
segunda-feira, abril 30, 2007
BONS MAUS EXEMPLOS
São as questões culturais e de mentalidade que me preocupam verdadeiramente. Ainda há poucos dias, os jornais e os blogues davam exemplos de empresas que demonstravam preocupações sociais e privilegiavam o bem-estar e a satisfação dos seus funcionários, fornecendo creches grátis para os filhos, postos de saúde absolutamente grátis, espaços de lazer e descontracção, etc. As empresas em causa como o Google e a Microsoft, por exemplo, são empresas onde a produtividade é muito alta e onde a motivação é também muito elevada. Os seus gestores não brincam em serviço e sabem que o retorno é proporcional ao investimento em boas condições de trabalho.
Em Portugal parece que há quem fique contente com o “fim das regalias sociais da função pública”, que fazem títulos da nossa comunicação social de hoje, e que se resumem ao fecho dos postos de saúde, do fim das creches e de pequenas comparticipações de saúde, funerais e paternidade.
Não sei se estamos perante um problema de simples inveja ou de falta de ambição dos portugueses. Sempre pensei que podíamos aprender com as boas práticas e que era desejável melhorar os padrões de segurança social. Pelos vistos enganei-me, prevalece o espírito mesquinho caracterizado pela máxima, se eu não tenho porque é que hão-de ter os outros?
Continuo a questionar-me se o ministro Teixeira dos Santos continuará a afirmar que os planos de saúde proporcionados aos gestores e outros dirigentes da função pública e até aos nossos políticos, são incentivos para captar os melhores, ou privilégios dados aos “escolhidos” e já de si bem pagos e privilegiados amigos.














