quinta-feira, outubro 29, 2015
TUDO NA MESMA NA CULTURA
quarta-feira, novembro 07, 2012
A CREDIBILIDADE DA MENTIRA
quinta-feira, julho 16, 2009
DESCER À TERRA
Quarenta anos depois da partida do homem para a Lua, parece que alguns dos nossos políticos teimam em não descer à terra, tomando assim consciência da realidade, preferindo fantasiar em torno de números estatísticos, interpretando-os de acordo com as conveniências. Ouvir José Sócrates dizer que “os números do INE vêm desmentir aqueles que diziam que as desigualdades aumentaram nesta legislatura”, no mesmo dia em que o governador do Banco de Portugal vem anunciar que a crise ainda está para durar e que o desemprego não vai parar de aumentar em 2009 nem em 2010.
No mundo da Lua até se podem usar termos como “embuste” para refutar afirmações de que a pobreza e as desigualdades aumentaram nos últimos dois anos, mas com os pés na Terra, e sem os delírios de quem prefere fantasiar a realidade por não ter medidas concretas para inverter a situação.
terça-feira, junho 23, 2009
TOMAR A ÁRVORE PELA FLORESTA
A Liberdade é a maior conquista da Democracia, e é impensável dizer-se que vivemos em Democracia limitando o direito à Liberdade individual e violando a privacidade dos cidadãos. Eu conheço todos os argumentos para limitar a Liberdade, eles são quase todos antigos, mesmo quando falamos das novas tecnologias, como a Internet.
Quando se pretende jogar a cartada mais forte, e que por vezes encontra algum eco perante alguma ingenuidade ou
mesmo ignorância, atira-se com o argumento da segurança, fazendo crer que sem “medidas de excepção”, a segurança dos cidadãos pode ser posta em causa.
O espírito securitário de alguns indivíduos é fértil em imaginação, e a supressão dos procedimentos legais que começam por ser temporários acabam por se tornar prática comum, e os fins que justificaram os meios (mais do que discricionários) acabam por ser demasiado elásticos, adequando-se aos interesses de alguns.
Estou a pensar na Liberdade no ciberespaço, que continua a estar em perigo, e apetece-me comparar esta intenção de alguns iluminados, com a passividade com que os mesmos encaram o segredo bancário, o segredo profissional e outros segredos que tais, sempre que têm algo a esconder. São estes senhores que pretendem limitar a Liberdade no ciberespaço, querendo aceder a dados pessoais e a conteúdos que possam ser trocados por qualquer cidadão, sem prévia autorização de um juiz.
segunda-feira, março 10, 2008
AVALIAÇÃO E CARREIRAS
Começo por deixar alguns excertos bem elucidativos como, “A partir do próximo ano, a maioria dos funcionários públicos vai levar mais tempo a progredir na carreira e o seu percurso será muito mais imprevisível. Porém, para uma minoria "felizarda", atingir o topo será mais rápido”, ou “O sistema formal e rígido que esteve em vigor até 2004 vai ser substituído por mecanismos flexíveis que, embora se baseiem em critérios de avaliação objectivos, darão ao dirigente uma margem de manobra "subjectiva" muito maior do que antigamente. O regime de vínculos e carreiras prevê cláusulas excepcionais que agilizam o posicionamento do trabalhador recém ingressado na administração e as alterações de níveis salarial, tudo em função da opinião do respectivo dirigente.”
Antes destas alterações, a subida de categoria estava condicionada por um concurso público, ainda que o mesmo pudesse estar armadilhado por requisitos que “podiam ser à medida” de certos candidatos, mas havia sempre a possibilidade de recurso e até de impugnação, o que aconteceu bastas vezes. Com as novas regras passa a ser possível admitir alguém que não entre pela base da carreira, podendo o posicionamento na grelha ser “negociado” entre o candidato e o dirigente, mas além disso até há excepções interessantes, um chefe pode fazer um funcionário “subir” mais do que um nível remuneratório, desde que não ultrapasse outros colegas que tenham melhor classificação de desempenho.
Já agora mais uma curiosidade do sistema, as mudanças de escalão podem ser de 2 em 2 anos, com a classificação de excelente (5% do universo), ao fim de três anos com relevante (20% do universo), ou ao fim de 5 com um desempenho adequado (75% do universo). Antes que me esqueça, isto acontece se existir dotação orçamental, mas se não houver, serão necessários 4 anos em vez de 2, 5 em vez de 3, e 10 em vez de 5.
Pode ser que ainda haja quem esteja de acordo com este modo de estimular a produtividade e premiar o desempenho dos funcionários públicos, mas mantenho a minha opinião inicial, isto é um disparate completo.












