Em tempos escrevi por aqui que a avaliação do desempenho na função pública não passava de um engodo, já que a intenção real do governo era fazer demorar o mais possível as progressões na carreira dos funcionários públicos. Tive então uns quantos comentários de pessoas mais ingénuas, ou pelo menos pouco conhecedoras do meio, repetindo os chavões que os governantes vinham dizendo de cada vez que o sistema era contestado.
A avaliação não passa de uma caricatura do que se dizia ser um estímulo à excelência, e na prática o governo já conseguiu o que pretendia, que não passa de um estratagema para demorar 10 anos a progressão dos funcionários. Dizem-me, mas há alguns que levam a classificação de excelentes, mas para esses aconselho-os a que consultem as listas dos ministérios, que é elucidativa.
Mas hoje veio mais uma confirmação da minha opinião, agora no Diário Económico, onde se pode ler que o Governo acabou de reduzir em mais 87 milhões de euros as verbas disponíveis para aplicar em progressões de funcionários públicos e para recrutamento. O Ministério das Finanças já confirmou a duplicação das cativações a aplicar a essas verbas, pelo que aos poucos tudo começa a ficar claro, mesmo para os mais ingénuos.


