Até agora já ouvimos o sr. ministro pedir desculpa, mas não reconhecendo que o erro foi seu, antes do Estado, como verbalizou.
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quarta-feira, julho 22, 2026
terça-feira, outubro 17, 2017
RESPONSABILIDADE E CULPA
Existe muita gente que defende
que a demissão da ministra da Administração Interna não se deve equacionar, e
que seria uma inutilidade e até uma infantilidade, como afirmou António Costa.
Eu penso que a demissão da
ministra é absolutamente necessária, não porque a culpa dos acontecimentos
trágicos dos últimos meses seja dela, mas porque tem responsabilidades
políticas nestes casos, devido ao cargo que ocupa.
As nomeações feitas na Protecção
Civil, a falha de previsão das necessidades no mês de Outubro atendendo às
previsões meteorológicos, e o desastre que foram as declarações dos
responsáveis do MAI, são responsabilidades eminentemente políticas.
A atitude de António Costa ao
dizer que temos que nos habituar a calamidades desta natureza, é absolutamente
infeliz e inoportunas, quando devia afirmar que o Estado iria fazer tudo o que
estava ao seu alcance, de modo a dar esperança ao país. A defesa da
intransigente da sua ministra já começa ser encarada como teimosia, e a
rivalizar com a do seu antecessor, Passos Coelho.
segunda-feira, janeiro 05, 2015
A DOENÇA DA SAÚDE
No dia seguinte ao Natal passado
escrevi um post com o título “a saúde está muito doente” onde referi esperas
por atendimento nos hospitais de cerca de 24 horas, depois disso surgiram casos
de espera igualmente estranhos noutros hospitais, e até pelo menos dois casos
de pessoas que morreram nas urgências sem sequer terem sido atendidas.
Uma situação destas, que revela
carências de pessoal médico e não só, numa altura em que emigram profissionais
de saúde todos os dias, atingindo números nunca vistos, tem que ter explicações
lógicas e certamente culpados.
Pelo que se soube pela
comunicação social a dificuldade em contratar médicos para o final do ano
prendia-se com os baixos valores hora oferecidos pelas empresas de prestação de
serviços, o que revela a evidência de falta de pessoal efectivo nas unidades de
saúde, e com os valores baixos oferecidos aos prestadores de serviços.
Sendo sobretudo um problema de
recursos humanos e de salários, então é evidente que temos um Ministério da
Saúde que não funciona como deve ser, e que estamos portanto com um problema
essencialmente político.
Quando estamos perante uma doença
o seu diagnóstico é uma necessidade, e neste caso a doença é da política
seguida neste sector, que não pode ser gerido como uma qualquer mercearia, onde
os stocks podem ser reduzidos ao mínimo, porque a saúde não é um negócio,
porque aqui o que está em causa não são pacotes de bolachas ou latas de atum,
mas sim vidas de portugueses, que deviam estar acima de tudo o resto.
segunda-feira, janeiro 28, 2013
A CULPA É SEMPRE NOSSA
Sempre admirei aqueles que nos fazem sentir culpados do que dantes nos
julgáramos inocentes. A culpa é uma riqueza, à qual se vai acrescentando. O
resultado oscila entre a lista telefónica e as Obras Completas mas pesa sempre.
Os grandes mestres são os nossos pais e os nossos filhos -
ambos mostram de onde veio a inspiração para o pecado original. Ora se é
culpado por ter nascido e interrompido, ora se é culpado por ter dado a nascer
e não se ter interrompido tanto quanto precisariam os nascidos. A culpa não é
uma coisa que se tenha, como um pescoço. É uma coisa que se transmite, como uma
gripe. Tanto faz ser-se inocente ou culpado «à partida», que tem aspas porque
não existe. Os malvados constipam-se tanto como os bonzinhos. Mas ambos são
vulneráveis à ideia que até fizeram por isso e merecem pagar. Até com as
lâmpadas de casa de banho acontece. Não há domínio de banalidade que a culpa
não contamine. Tenho passado, nos últimos anos, várias semanas, dispersas no
tempo, sem luz na casa de banho. Uso pilhas e a luz da lua, quando é oferecida.
Depois aparece o electricista que é afoito e resolve tudo num segundo. Não
desaparece, contudo, sem bafejar-me primeiro com o ónus da culpa.
Miguel Esteves Cardoso
O que vês, Maria? Túnel, Pinóquio...
Tás doido? Pára de fabricar Pinóquios...
terça-feira, setembro 04, 2012
SACUDIR CULPAS
O falhanço do programa de
ajustamento seguido em Portugal é colossal e a dívida do país não
decresceu, mesmo com todos os sacrifícios exigidos a quem trabalha e aos
reformados. O desemprego, esse disparou devendo atingir até ao final do ano a
fasquia dos 17%.
Os bons resultados a que se
referia Passos Coelho, ainda recentemente, são afinal uma mão cheia de nada e
outra completamente vazia. Dizer que os sacrifícios valeram a pena é gozar com
a cara dos portugueses.
O que é curioso é que nem o
governo nem a troika querem assumir as culpas do desastre que resultou do
memorando de entendimento. Governo e troika portam-se como virgens inocentes
recusando responsabilidades.
Que raio de gente é esta que
mesmo depois de borrar a escrita teima em não limpar o traseiro?
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Humor e Culpa
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Foto de Férias
By Palaciano
quarta-feira, maio 23, 2012
PAÍS ASSIMÉTRICO E TRISTE
Os portugueses estão pouco satisfeitos com a vida, segundo a OCDE, e as razões são tão óbvias que mesmo sem este estudo já nos tínhamos apercebido disso.
O nosso pessimismo assenta sobretudo no que resulta das decisões dos políticos, que conduziram Portugal ao estado em que está, um país onde as assimetrias são cada vez maiores. Não nos podemos queixar muito porque afinal houve quem votasse neles.
A assimetria na distribuição dos rendimentos, os baixos salários, a precariedade, a cada vez mais fraca protecção social são apenas alguns dos motivos da insatisfação nacional e não há como esconder uma realidade que devia envergonhar qualquer político sério.
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Humor à Mesa
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Foto - Branquinha
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