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segunda-feira, abril 11, 2022

A RAZÃO DO AUMENTO DOS PARTIDOS POPULISTAS

As eleições na França demonstram que os partidos populistas aproveitam bem os problemas sociais se isso lhes for conveniente, e se os partidos envolvidos na governação forem insensíveis para esses problemas.
 
O aumento da inflação que é transversal aos países europeus, obriga a que os políticos tenham a devida sensibilidade aos problemas dos cidadãos, e não venham com discursos do tipo " não embarcar na ilusão", ao recusar aumentar salários. 
 
Também não é com medidas para certos nichos de população (com rendimentos abaixo dos 415€), que não passam de esmolas. Os salários em Portugal são, há muitos anos, insuficientes para proporcionar um nível de vida decente de quem trabalha, e as pensões são ainda mais miseráveis. Combater as grandes diferenças salariais é um dever de qualquer governo, ainda por cima socialista. 
 


 

quinta-feira, março 07, 2013

PALAVRAS VAZIAS



Passos Coelho este mais uma vez perante o Parlamento e mais uma vez deixou perguntas de deputados da oposição sem resposta, voltou a desculpar-se atirando culpas para o executivo anterior, e mostrou a sua conhecida falta de consciência social.

Quando questionado sobre as medidas do governo para combater o enorme desemprego, nada disse, e quando foi desafiado a aumentar o salário mínimo nacional (SMN), veio com o argumento fantástico da Irlanda onde este era de 1.400 euros antes do corte de 10% a que aludiu.

O 1º ministro desvalorizou as manifestações populares, o enorme aumento do desemprego, o aumento da dívida pública e a pobreza galopante que vamos vendo ao nosso redor. O desejo de agradar à Europa há muito que relegou para segundo plano os justos anseios dos portugueses, e isso foi bem notório nas palavras de Passos Coelho.



terça-feira, janeiro 22, 2013

O DISCURSO DE OBAMA

Estamos habituados a considerar os EUA como um país sem preocupações sociais, e foi com alguma surpresa, pelo menos para alguns, que o discurso do seu presidente, após o juramento de segundo mandato, que se constatou que a protecção social dos mais desprotegidos passou a ser uma prioridade, e que a distribuição dos sacrifícios deverá passar a "tocar" os mais poderosos, aliviando um pouco o fardo da chamada classe média.

Este discurso é agora mais europeu do que a maioria dos que ouvimos nestes dias no velho continente.


segunda-feira, novembro 07, 2011

DISCURSO INCONGRUENTE

Estamos todos habituados a dizer que os futebolistas de cada vez que falam dizem umas quantas calinadas, mostrando que quem é bom de bola não é forçosamente bom com as palavras.

Na política, costuma dizer-se que vinga quem tem muita lábia, porque é preciso convencer os eleitorados, falar muito sem dizer nada e sobretudo nunca se comprometer demasiado com posições absolutas, porque o que é verdade hoje pode não o ser amanhã.

As coisas não são sempre assim, pois nos nossos dias já temos futebolistas que sabem falar, e também temos políticos com dificuldades na comunicação oral.

O exemplo mais recente da má utilização das palavras é de Seguro que anunciou “uma abstenção violenta mas construtiva”, como se as palavras “abstenção”, “violenta” e “construtiva”, pudessem ser utilizadas com coerência na mesma frase.

Digam-me lá se a política nacional não está parecida com o futebol, pelo menos no modo como a utilizam a língua portuguesa?

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Humor e Palavra

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Foto de Sintra
By Palaciano

terça-feira, novembro 23, 2010

CONFUSÃO OU DISPARATE?

Ontem ouvi um economista que tem tempo de antena na televisão, dizer que o Estado está a gastar este ano mais do que há um ano. Pois bem, o que esse senhor queria dizer era que a despesa pública tinha voltado a subir, ao contrário do que seria expectável.

A correcção parece ser um mero pormenor, mas não é assim tão sem importância, porque este mesmo senhor tem salientado várias vezes, demasiadas até, os últimos aumentos reais da função pública.

Como se sabe, e é evidente, a derrapagem nos gastos públicos não deriva dos aumentos de vencimentos mas sim dos aumentos do serviço da dívida pública, das prestações sociais por causa do desemprego, e muito substancialmente nas Parcerias Publico Privadas, fundações e em presas públicas e municipais.

O senhor economista deveria distinguir bem que o Estado somos nós, e que o aumento da despesa pública é da responsabilidade do Governo que esteja no poder. Só assim é que se define bem quem tem a responsabilidade pelas coisas, sem sofismas. Falar claro é muito importante. 

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Humor - Conversa de Chiqueiro


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Foto - Folhas Caídas
By Palaciano

segunda-feira, janeiro 19, 2009

A ACTUALIDADE

Enquanto por cá assistimos a mais uma greve dos professores, que parece ser a única maneira de se conseguir alguma atenção por parte do Governo, que teima em não recuar e encontrar consensos, na Palestina começou o recuo das tropas israelitas, depois da morte de centenas de inocentes imolados pela teimosia de dirigentes pouco sensatos.


Com as movimentações de Paulo Portas e de José Sócrates no passado fim-de-semana, e os seus discursos inflamados, que poluíram literalmente os serviços noticiosos, fiquei com a sensação de que o pensamento de esquerda predomina nestes senhores, ainda que um clame não ser nada de esquerda. A proximidade das eleições, influencia os discursos, mas após a votação tudo muda, e o contrário é sempre o mais provável, como aliás é apanágio da nossa classe política.


Um pouco por toda a Europa começa a desenhar-se o falhanço da injecção de dinheiros públicos na banca, sem serem criadas novas regras e novas formas de regulação, e a prova é a retracção nos créditos e a exigência de mais dinheiro porque as perdas são muito maiores do que aquilo que nos foi dito. Melhor dito, vamos colocar mais recursos nas mãos de quem “estoirou” com a economia, mantendo as regras que permitiram essa actuação lesiva para todos. Anda tudo doido!


Amanhã toma posse Obama como presidente dos EUA, um homem em que muitos depositam altas esperanças, mas que já teve o cuidado de vir dizer que vai defraudar alguns. Esperemos que saiba defender aquilo que transmitiu nos seus discursos.



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Imagens e Actualidade

(Imagens retiradas da Net)
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Humor - Os muitos "trabalhos" que esperam Obama
Damien Glez

Gary Brookins

sexta-feira, novembro 02, 2007

AS POUPANÇAS PÚBLICAS

Quando se fala na Reforma da Administração Pública como passível de gerar economias nos gastos públicos, os discursos descambam quase sempre para a discussão sobre o excesso ou a má distribuição dos funcionários públicos, como se aí estivesse o cerne da questão ou os factores de possíveis economias. Os governantes sabem muito bem que, se não considerarem os cargos de nomeação política, que são da sua exclusiva responsabilidade, em geral há falta de pessoal e não excesso na esmagadora maioria de serviços do Estado. As duplicações de estruturas com as mesmas funções, que as há, foram criadas à medida dos cargos de chefia, que se vão multiplicando, e não em função das necessidades dos serviços ou da sua qualidade, e criaram bastas vezes insuficiências noutros serviços e um aumento de carga burocrática, absolutamente desnecessária e prejudicial à celeridade dos processos administrativos.
Um exemplo do que digo foi dado por José Tavares, director-geral do Tribunal de Contas, que disse «Uma boa reforma da administração pública pode contribuir para gerar poupanças, por exemplo através da definição de objectivos, da redução de despesa e da eliminação de duplicações de procedimentos inúteis» e «Isto além da boa gestão pública que é sempre, por natureza, geradora de poupanças».
Mas também acabou por colocar o dedo na ferida dizendo que a «área das obras públicas é a que suscita maior preocupação, uma vez que de acordo com análises realizadas, as obras públicas em Portugal têm terminado com um acréscimo de custos superior a 100 por cento».
Mas há mais onde se pode poupar como seja, em estudos, pareceres, projectos e consultadorias, onde estão previstos para 2008, 190 milhões, mais 74 milhões do que em 2007. Estes recursos sistemáticos a serviços externos, muitas vezes são absolutamente desnecessários já que existem organismos públicos com capacidade para os realizarem com a mesma eficácia.
As tais gorduras de que muitos falam, existem de facto, mas pelos vistos há quem faça vista grossa porque as clientelas não iam gostar de ouvir a verdade.

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Fotos de Escadas
Stairs. by Chiiron

Hinauf by lunacyfreak

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Humor Francês

Delize

Hermann