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sábado, abril 14, 2012

COMO FREI TOMÁS

O senhor governador do Banco de Portugal segue as pisadas do seu antecessor, aquele que não sabia do que se passava no BPN nem no BPP, e demonstra o seu empenho em garantir o lucro dos bancos ainda que à custa do factor trabalho.

Para Carlos Costa a flexibilidade tácita (mais do que explícita) dos salários é que está a reforçar a competitividade externa de Portugal. Este senhor nem se deu ao trabalho de tentar esconder que advoga e apoia ganhos de produtividade à custa dos salários baixos.

Todos sabemos qual tem sido a flexibilidade dos salários deste senhor e dos dirigentes do Banco de Portugal, que são uma excepção no esforço que é pedido aos restantes portugueses, como se de uma classe diferente se tratasse.

Mas o senhor governador do BdP também tem o descaramento de constatar que “os depósitos são o maior activo da economia portuguesa”, porque sabe bem que só quem vive do seu salário ou pequeno negócio é que tem dinheiro nos nossos bancos, porque o grande capital tem a “massaroca” lá fora, não vá o diabo tecê-las.

Que aconteceria aos nossos bancos se o pessoal retirasse o “cacau” dos bancos concertadamente?

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Foto - Duas Cores

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Imagem Terrífica

terça-feira, março 22, 2011

O PACOTE POUPADINHO

No famigerado PEC IV que o governo Sócrates entregou no Parlamento vem uma proposta para adesão voluntária por parte de quem receba rendimentos do Estado. Esta medida que, segundo o governo, visa “simplificar e facilitar a poupança” e “torná-la o mais acessível possível”.

É preciso um grande descaramento para depois de sacrificar constantemente os funcionários públicos, vir agora este governo dizer que quer incentivar os seus funcionário ao “denominado Plano de Auto-Poupança individual”.

Poucos saberão que há milhares de funcionários que recebem vencimentos baixíssimos, da ordem dos quinhentos e picos euros, até aos mil euros, que têm visto os seus vencimentos serem comidos pela inflação e pelos congelamentos salariais cegos. Nem todos recebem acima dos 1.500 euros como alguns pretendem fazer crer, infelizmente.

É triste, indecente até, que se usem estratagemas para dum modo ou de outro o governo vir a abocanhar o 13º ou o 14º mês, para agradar à madame Merkel e companhia. Poupança implica alguma folga nos orçamentos de cada um, e com salários baixos como os que por cá se praticam, é uma miragem, mas há quem feche os olhos para a realidade de muitos portugueses.

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Formação de Protesto

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Artista - Amadeo

sexta-feira, julho 02, 2010

QUALIDADE DE VIDA

É revoltante ouvir certas ideias de políticos nacionais, que demonstram absoluta ignorância em relação às dificuldades que numerosos portugueses enfrentam todos os dias.

Imagine-se um deputado da nação que diz que o Estado dá o RSI aos cidadãos que dele necessitam para que eles se autonomizem e giram o seu dinheiro, para se alimentarem, para comprarem os medicamentos e para satisfazer os seus encargos familiares. Obrigar esse senhor a viver 3 meses com os montantes em causa era o mínimo que merecia quem diz uma patetice destas.

Eu até entendo que se diga que a poupança é a melhor forma de combater o endividamento externo, mas não compreendo que o senhor ministro das Finanças venha apelar à compra de certificados do Tesouro, sabendo-se o que este governo fez ainda há pouco tempo com os juros de produto semelhante, furando expectativas aos seus aderentes.

Com os salários que temos e com as pensões que se auferem em Portugal, e falo de quem trabalha e não de clientelas políticas, não é possível fazer economias, e é por isso que mesmo com dados “martelados”, os portugueses estão na cauda da Europa no que toca a qualidade de vida.



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Foto - Flor
Flower by Palaciano

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Humor

quarta-feira, abril 07, 2010

A SANGRIA CONTINUA

Durante muitos anos a função pública foi engordada com a admissão de boys e girls, da absoluta confiança de quem lá os colocava. Concursos simplesmente não eram necessários, e criava-se logo um vínculo ao Estado que garantia o futuro dos nomeados mesmo que o poder mudasse de cor.

Quando se começou a falar no monstro, prevaleceu a ideia de diminuir o número de funcionários, mas está claro que apenas aconteceu uma diminuição dos funcionários que tinham ingressado nas suas carreiras por concurso e não por nomeação.

Os gastos do Estado com as funções de que é responsável aumentaram, ao mesmo tempo que diminuía o número de funcionários, mostrando que as aquisições de serviços a entidades externas, não significam qualquer poupança.

Demagogicamente penalizaram-se as reformas, que deixaram de respeitar os tempos de serviço em detrimento da idade. Os direitos foram atropelados, e as reformas deixaram de ser calculadas em função do tempo de serviço, passando a haver penalizações em função da idade, acrescida da penalização relativa ao tempo de trabalho que também aumentou.

Admiram-se agora que o número dos que pedem reformas antecipadas seja altíssimo, e que os serviços, se vejam a braços com falta de pessoal. Os funcionários optam por um mal menor, que é a actual penalização, porque no futuro ela será maior e os cálculos das pensões serão certamente menos favoráveis (ainda), do que actualmente.

O desmantelamento da função pública serve alguém, muito provavelmente determinadas empresas, interesses partidários e políticos que são muito perigosos para a Democracia.



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Fotos - O Fantástico
Sea Castle By Deconstructed Harry

Pipe Dream By boofhead

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Humor de Batina
Simanca Osmani

Simanca Osmani

terça-feira, julho 29, 2008

EXEMPLO DE POUPANÇA

Segundo o DN de ontem, terça-feira 29/7, «os encargos com a remuneração das administrações das empresas públicas subiram 30%». É claro que o senhor ministro das Finanças mandou uma fonte oficial dizer que os dados não são comparáveis, porque os referentes a 2007 têm um âmbito mais alargado, pois não revelam apenas a remuneração base, mas também outras regalias e compensações e encargos com benefícios fiscais, o que não acontecia com o anterior relatório.

Ficámos a saber que este relatório apresenta mais dados, mas também que agora as empresas do Estado têm agora mais administradores que no ano passado, embora sejam não executivos e com salários menos altos.

Não sei onde está a verdade destes números, porque me dizem que não são comparáveis os relatórios, mas tenho a certeza de que são cada vez mais os bafejados com cargos nas empresas do Estado, como confirmou a fonte oficial do Ministério das Finanças, o que me faz pensar que as poupanças se fazem afinal não são feitas nestes cargos bem remunerados. Também não sei se os tais administradores ganham muito, porque para alguém como o Victor Constâncio talvez até recebam pouco, mas para mim eles são pagos a preço de ouro, tudo depende do ponto de vista.

Será por causa de exemplos destes que Portugal tem a maior assimetria salarial da União Europeia? Será que esta é a justiça social que os nossos governantes tanto apregoam? Eu sei lá, só vou lendo o que se escreve por aí e que eles não desmentem na globalidade, limitando-se a dizer que não são dados comparáveis, pelo que suponho serem verdadeiros. Irrita-me, mas eu até nem gostava deles (os governantes), mesmo antes de conhecer estes números.



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Fotografia de Autor
Mabry Mill III by *meross

LA RUEDA by *meross

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Humor e Cidades
Amorim
Sidnei Marques
Valentin Druzhinin
624

sexta-feira, novembro 02, 2007

AS POUPANÇAS PÚBLICAS

Quando se fala na Reforma da Administração Pública como passível de gerar economias nos gastos públicos, os discursos descambam quase sempre para a discussão sobre o excesso ou a má distribuição dos funcionários públicos, como se aí estivesse o cerne da questão ou os factores de possíveis economias. Os governantes sabem muito bem que, se não considerarem os cargos de nomeação política, que são da sua exclusiva responsabilidade, em geral há falta de pessoal e não excesso na esmagadora maioria de serviços do Estado. As duplicações de estruturas com as mesmas funções, que as há, foram criadas à medida dos cargos de chefia, que se vão multiplicando, e não em função das necessidades dos serviços ou da sua qualidade, e criaram bastas vezes insuficiências noutros serviços e um aumento de carga burocrática, absolutamente desnecessária e prejudicial à celeridade dos processos administrativos.
Um exemplo do que digo foi dado por José Tavares, director-geral do Tribunal de Contas, que disse «Uma boa reforma da administração pública pode contribuir para gerar poupanças, por exemplo através da definição de objectivos, da redução de despesa e da eliminação de duplicações de procedimentos inúteis» e «Isto além da boa gestão pública que é sempre, por natureza, geradora de poupanças».
Mas também acabou por colocar o dedo na ferida dizendo que a «área das obras públicas é a que suscita maior preocupação, uma vez que de acordo com análises realizadas, as obras públicas em Portugal têm terminado com um acréscimo de custos superior a 100 por cento».
Mas há mais onde se pode poupar como seja, em estudos, pareceres, projectos e consultadorias, onde estão previstos para 2008, 190 milhões, mais 74 milhões do que em 2007. Estes recursos sistemáticos a serviços externos, muitas vezes são absolutamente desnecessários já que existem organismos públicos com capacidade para os realizarem com a mesma eficácia.
As tais gorduras de que muitos falam, existem de facto, mas pelos vistos há quem faça vista grossa porque as clientelas não iam gostar de ouvir a verdade.

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Fotos de Escadas
Stairs. by Chiiron

Hinauf by lunacyfreak

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Humor Francês

Delize

Hermann