sexta-feira, outubro 19, 2018
quarta-feira, outubro 17, 2018
A SER VERDADE ESTAMOS PERANTE MAIS UM LOGRO
Muito se tem falado das reformas
antecipadas e da “benesse” que este governo ia dar a partir do próximo ano, com
a premissa de que bastava ter-se 40 anos de serviço (descontos) e idade
superior a 60 anos para se beneficiar da não penalização do factor de
sustentabilidade, mantendo-se contudo a penalização de 0,5% por cada mês em
falta até aos 66 anos e 5 meses.
Afinal tudo não passou de um
grande logro, que os governantes deixaram que persistisse na opinião pública e
publicada, até hoje, altura em que o ministro Vieira da Silva veio “esclarecer”.
Segundo o Observador, o ministro
terá esclarecido que, a partir de Outubro, altura em que entram em vigor as
tais condições, “só terá acesso à reforma antecipada quem tenha 40 anos de
carreira aos 60 anos de idade. Como acrescenta o jornal “de futuro, uma pessoa
com 64 anos e 43 de descontos para a segurança social (ou para a CGA, ou ainda
para o conjunto dos dois sistemas) não poderá reformar-se antecipadamente,
mesmo que com cortes, uma vez que aos 60 só tinha 39 anos de carreira
contributiva.
Atirar com notícias falsas, ou
incompletas, e deixar que elas se espalhem durante semanas, para só no fim vir
esclarecer em conferência de imprensa, não abona em nada a reputação do
ministro, do governo, e dos partidos que lhe dão suporte parlamentar. Por outro
lado, a medida é injusta, pois penaliza até os mais velhos, como dá para
perceber.
segunda-feira, outubro 15, 2018
VIGILANTE DE MUSEUS, PROFISSÃO SIMPLESMENTE IGNORADA
Estava a ler um artigo num jornal online sobre “as profissões que provocam mais divórcios” e fiquei admirado por
não encontrar entre os 21 exemplos, os vigilantes de museus.
Talvez consiga perceber isso pelo
facto de não existir, de facto, uma profissão de vigilante de museus, porque
nestes dias estão integrados numa carreira geral da função pública, com a
categoria de assistentes técnicos, ainda que com direitos diminuídos,
nomeadamente nos horários, regulados por um simples despacho que pretende
sobrepor-se à legislação sobre horários da função pública para as carreiras
comuns.
As explicações para as profissões
referidas pelo jornal como causadoras de divórcios, são coerentes, e entre elas
estão precisamente os baixos salários, a dificuldade em lidar com
clientes/utentes que é difícil (muito mais quando a oferta é deficiente), e
pelo trabalho ao fim-de-semana, no caso dos vigilantes de museu, sem qualquer
remuneração diferenciada, ao contrário do que acontece com todos os outros
assistentes técnicos, que em caso de trabalho nesses dias têm direito a
remuneração diferenciada.
Vamos ver se com uma nova
ministra da Cultura alguma coisa muda, e se deixam de discriminar estes
trabalhadores que apenas parecem servir como saco de pancada, e bodes
expiatórios de quase tudo o que corre mal nos museus.
sábado, outubro 13, 2018
OS TÍTULOS PODEM ENGANAR
A imprensa escrita, e não só, utiliza títulos que podem induzir em erro muita gente, que se fica pela leitura dos mesmos, nunca se preocupando em ler a notícia propriamente dita.
É evidente que a imprensa quer vender, e os títulos muitas vezes ajudam, contudo estes títulos que não são elucidativos, são prejudiciais, pois não correspondem à verdade.
Como exemplo do que digo mostro três títulos, diferentes, de três jornais diferentes, o Jornal I, o Público e o Jornal de Negócios deste sábado.
Fica o conselho para quem possa ler este post, informem-se bem, leiam bem as notícias, comparem com outros jornais sérios, e esperem pela publicação do Orçamento de Estado de 2019, antes de tomarem qualquer decisão, e lembrem-se que podem sempre pedir uma simulação...
quinta-feira, outubro 11, 2018
A AMEAÇA DAS MÁQUINAS
A ciência concebe e produz cada vez mais máquinas que são usadas em muitas funções, substituindo muitos humanos nos seus postos de trabalho, pelo que muitos profissionais são obrigados a mudar de funções, muitas vezes reciclando conhecimentos.
Será que todas as actividades são igualmente ameaçadas? Cremos que não, existem "habilidades" que as máquinas ainda não conseguem absorver, ou sequer imitar...
terça-feira, outubro 09, 2018
O MUSEU DA MÚSICA MUDA, OU NÃO?
Andamos há vários anos a ouvir
anúncios sobre a mudança do Museu da Música, da estação do Metro do Alto dos
Moinhos, para o Palácio Nacional de Mafra, seja na sua totalidade, seja
parcialmente como também foi aventado.
Não tenho a certeza desde quando
andamos com anúncios, só sei que é há muito tempo, e também não estou certo da
data do último anúncio, mas sei que a RTP o anunciou ainda no mês passado, e
que o actual ministro se comprometeu numa audição parlamentar em Janeiro deste
ano, que até ao final do ano (2018), o Museu Nacional da Música seria
inaugurado no Palácio Nacional de Mafra, afirmando que “o projecto é para levar
para a frente”.
Nestas coisas não há como colocar
a questão no espaço público, uma vez que a palavra dos políticos nem sempre é
cumprida, e a Cultura não tem sido uma prioridade deste Governo, que tem um
ministro na pasta que não é conhecido por ser reivindicativo.
domingo, outubro 07, 2018
O ALERTA E A PREVENÇÃO
O fogo recente na serra de Sintra
vem chamar a atenção para os perigos existentes para o Património construído, e
para os seus muitos visitantes, e não apenas na zona de Sintra.

Se em Sintra o panorama é
preocupante, pois tem fragilidades, noutros locais também existem problemas,
mesmo que menos falados.
Em Mafra temos uma envolvência da
Tapada de Mafra, onde existem vários problemas, e uma Tapada militar onde ainda
existe uma carreira de tiro, o que parece impossível nos tempos actuais.
Outras preocupações são
extensíveis a muitos museus, palácios e monumentos, que se prendem com meios de
combate e prevenção de incêndios, desde alarmes, passando por meios de combate,
a saídas de emergência, e continuando pela falta de planos de emergência
validados, e falta de simulacros para treino de equipas no terreno.
Não julguem que isto é ser
alarmista, porque é sempre melhor prevenir que remediar…
sexta-feira, outubro 05, 2018
OS DEFENSORES DO AUMENTO DAS DESIGUALDADES
Quando se ouve Manuela Ferreira
Leite atacar veementemente um possível aumento igual para todos os funcionários
públicos, percebe-se que há quem continue a ter um discurso bonito
(politicamente correcto) quando fala do aumento do salário mínimo, mas defenda
com unhas e dentes uma desigualdade salarial cada vez maior.
Os argumentos usados por Manuela
Ferreira Leite são tão fáceis de rebater que até nem é preciso ser-se
economista para os desmontar. No caso dum aumento de igual montantes para todos
as diferenças salariais manter-se-iam, continuando a existir a estrutura
actual, ao contrário de qualquer aumento percentual em que as diferenças entre
as posições salariais iriam fatalmente aumentar, beneficiando quem mais ganha.
A posição de Manuela Ferreira
Leite, e de mais alguns bem instalados, não é socialmente defensável, e ainda o
é menos quando a isto se junta a descida do IRS (de que se fala), que
igualmente é mais favorável para quem mais ganha, pois também aí se usa uma
fórmula percentual.
Qualquer Governo que queira ser
justo, numa altura em que os salários mais baixos, já não garantem uma vida
condigna aos seus funcionários, ou aumenta todos por igual, ou então reserva os
aumentos para os que ganham abaixo do valor médio da estrutura salarial, com
fórmulas percentuais decrescentes, conforme o valor dos salários aumenta.
terça-feira, outubro 02, 2018
A HISTÓRIA DE PORTUGAL
Numa altura em que o politicamente correcto é salientar que as nossas conquistas foram feitas à custa do domínio armado e do desmantelamento de qualquer ameaça de resistência por parte dos oponentes, como se esse não fosse o método habitual usado em qualquer conquista, e sem qualquer enquadramento histórico, há notícias que não devem passar despercebidas.
Sabe-se desde 2015 que os actuais europeus surgiram a partir da Ucrânia. Há cerca de 4.500 anos chegaram à Península Ibérica os yamnayas, que matou a grande maioria dos homens, poupando as mulheres, acabando por influenciar geneticamente as populações dos territórios onde hoje existem Portugal e Espanha.
Não sei se a notícia só agora divulgada pela imprensa nacional, chegará a tempo para também influenciar o ensino da História de Portugal, como também devia acontecer, a bem da verdade histórica.
domingo, setembro 30, 2018
O IMOBILISMO NA CULTURA
O sector da Cultura ligado ao
Património, na alçada da Direcção Geral do Património Cultural, está
completamente paralisado e sem qualquer rumo definido, como transparece do
facto de quase metade dos directores de museus estão em regime de substituição.
A situação não é irregular, pois
está prevista na lei, contudo o número de serviços nesta situação e o tempo
decorrido desde o final das comissões de serviço, mostra que não há vontade de
alterar nada neste sector, o que é muito estranho.
Falou-se numa alteração na
estrutura dos serviços ligados ao Património, mas não se conhecem nenhuns
desenvolvimentos, e a discussão interna de alguns assuntos como a autonomia dos
museus, em que os intervenientes são associações como a APOM e ICOM, e só
depois com os directores dos museus, ficando de fora todos os restantes
trabalhadores (a maioria), não augura nada de bom e de novo.
Será que com este ministro as
coisas poderão mudar?
Subscrever:
Mensagens (Atom)