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sábado, outubro 13, 2018

OS TÍTULOS PODEM ENGANAR

A imprensa escrita, e não só, utiliza títulos que podem induzir em erro muita gente, que se fica pela leitura dos mesmos, nunca se preocupando em ler a notícia propriamente dita.

É evidente que a imprensa quer vender, e os títulos muitas vezes ajudam, contudo estes títulos que não são elucidativos, são prejudiciais, pois não correspondem à verdade.

Como exemplo do que digo mostro três títulos, diferentes, de três jornais diferentes, o Jornal I, o Público e o Jornal de Negócios deste sábado.

Fica o conselho para quem possa ler este post, informem-se bem, leiam bem as notícias, comparem com outros jornais sérios, e esperem pela publicação do Orçamento de Estado de 2019, antes de tomarem qualquer decisão, e lembrem-se que podem sempre pedir uma simulação...


segunda-feira, novembro 30, 2015

IDEIAS FEITAS

Existem ideias feitas, propagandeadas pelos fazedores de opinião deste país, que sendo propaladas aos quatro ventos por quem tem tempo de antena, ou espaço em colunas de opinião, passaram a ser consideradas verdades absolutas e indiscutíveis.

Uma das ideias mais discutíveis é a de que a dívida pública é a responsável pela crise que atingiu a Europa, e Portugal muito especial. Nada é mais errado, mesmo relativamente a Portugal que tinha uma dívida pública elevada, porque o problema estava a montante, ou seja nas entidades que tinham essa dívida na sua posse. É fácil dizer que a nossa dívida pública estava, em 2008, nos setenta e tal por cento do PIB, e depois do remédio (austeridade) está em 130%.

Outra ideia feita é a de que o Estado está demasiado “gordo” e que tem muitos funcionários, serviços, e é a origem de grande parte da despesa pública. Talvez fosse muito interessante dizer-se quanto representa o serviço da dívida, as PPP’s, e as rendas com a energéticas e outros fornecedores de serviços públicos prestados por privados, para que tudo ficasse mais claro. O Estado diminuiu muito o número de funcionários, o número de serviços e continua quase com a mesma despesa. Os funcionários públicos ficarão em 2016 com rendimentos 10% inferiores aos praticados em 2010.


Podia dar mais exemplos, mas bastam estes para se aquilatar das mentiras que se tornam verdades apenas porque são proferidas por quem tem uma tribuna de onde pode “debitar todo e qualquer disparate sem direito a contraditório”.   


domingo, novembro 16, 2014

NUNCA É TARDE PARA MUDAR



Sou um crítico de Miguel Sousa Tavares, que leio e vejo semanalmente, em jornais e na televisão, e confesso que me é difícil concordar com ele na maioria das suas opiniões políticas.

Esclarecido o meu posicionamento, não venho falar da trapalhada dos prémios Nobel ganhos por portugueses, mas sim do facto do comentador ter vindo dizer que foi sempre “monotonamente, qualquer coisa próxima da social-democracia – mas uma social-democracia a sério, como a que conheceu nos países nórdicos, nos anos 80”.

Tenho fortes reservas que M.S.T. esteja a falar a sério, pois é um homem demasiado” amargo”, para ser tocado por países que estão entre os mais felizes do mundo. Bem sei que fala nos anos 80, mas nessa altura países como a Dinamarca, Suécia e Noruega eram bastante mais socialistas do que são nos nossos dias.

Estou a imaginar o que diria este comentador sobre o tamanho, e peso, do Estado na economia desses países, atendendo ao que diz do nosso Estado. Sobre os impostos que incidem sobre os cidadãos, para sustentar o Estado social, devia ser uma coisa interessante descobrir o que diria.

Claro que tinha uma fuga mais do que óbvia, dizendo que o Estado lá é melhor e dá um retorno melhor aos cidadãos, mas aí chegamos ao fulcro da questão: a grande diferença está nas classes dirigentes e nos dirigentes partidários que têm passado pelos governos, e isso não é coisa que ele venha denunciar, preferindo destilar o seu fel contra os funcionários públicos, que nunca decidiram nada, apenas executam o que os políticos determinam.

Os problemas da nossa sociedade não estão cá por baixo, como M.S.T. nos quer fazer crer, mas bem lá em cima, nas elites, onde ele se movimenta e com as quais é brando em geral.



quinta-feira, dezembro 12, 2013

INSULTOS?



Houve quem classificasse os protestos na Assembleia da República, e não só, como insultuosos por terem sido usadas palavras como “mentiroso” ou ladrões”.

Os protestos contra determinadas políticas não podem ser considerados contra apenas uma pessoa, mas sim contra um conjunto (governo e maioria) que defendem e põem em prática essas políticas.

Os políticos, enquanto figuras públicas, sabem bem que serão “julgados” na praça pública pelos restantes cidadãos, pelo que disseram, pelo que prometeram e pelo que resulta dos seus actos. É inevitável que isto aconteça e eles deviam ser os primeiros a sabê-lo, e também a tirarem conclusões sobre as reacções populares.

Para mim tenho que não há nada de pessoal nos protestos que temos visto, apenas existem razões de queixa por parte dos cidadãos que vêem frustradas as suas justas expectativas, quebrados os contratos que deviam ser invioláveis, por um conjunto de pessoas que se apresentaram ao voto popular com determinadas promessas, que não estão a cumprir, muito pelo contrário.

Quem semeia ventos colhe tempestades, diz o povo, e os senhores políticos rezem para que as coisas fiquem apenas por palavras, porque há formas bem piores de manifestar o desagrado e a revolta que está bem patente por todo o lado.