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terça-feira, outubro 15, 2019

CULTURA À ESPERA DE MUDANÇA


Segundo vimos nas notícias o Ministério da Cultura fica entregue à ministra que lá esteve nos últimos anos da última legislatura, que foi de muito má memória para a área do Património.


Nos últimos anos o investimento nos museus, palácios e monumentos tem sido quase nulo, e a falta de recursos humanos tem-se agravado, apesar de todas as promessas.


A vida nos museus, palácios e monumentos tem sido muito difícil, sendo frequentes as dificuldades em coisas tão simples como a substituição de lâmpadas, arranjo de fechaduras, substituição de vidros, reparação de infiltrações, ou arranjo de instalações sanitárias. Mudando para as dificuldades relativas a recursos humanos temos a carência de pessoal de vigilância, pois não se conseguem atrair funcionários para desempenhar a tarefa (mal paga e com horários especiais), onde vão resistindo apenas funcionários com idades avançadas, boa parte já sexagenários.


Será que podemos antever alguma melhoria para a nova legislatura? Não sei, mas não estou optimista.  



terça-feira, janeiro 29, 2019

REPENSAR A GESTÃO DO PATRIMÓNIO


A definição de museu é o de uma instituição permanente sem fins lucrativos, ao serviço da sociedade e do seu desenvolvimento, aberta ao público, que adquire, conserva, investiga, comunica e expõe o património material e imaterial da humanidade e do seu meio envolvente com fins de educação, estudo e deleite.

É por demais evidente que os nossos museus, palácios e monumentos estão longe de encaixar totalmente na definição da ICOM, por diversas razões, começando pela centralização das decisões, pelo excesso de burocracia instalado, e pela escassez de meios económicos, materiais e humanos.

O maior esforço que se faz nesta altura é o de manter abertos ao público os diferentes serviços, o que mostra até onde chega a indigência em que vivem os nossos museus, palácios e monumentos. A investigação quase que não existe, a comunicação e a informação ao público é na maioria dos casos muito pobre, os serviços educativos só funcionam onde existe muita carolice, sendo algumas vezes entregue a pessoal externo, a formação do pessoal que contacta com o público não existe, e o público não pode disfrutar plenamente do que é o nosso Património.

Tudo está dependente do tipo de gestão, começando pelo topo (actualmente o Ministério da Cultura e DGPC), e depois chega-se aos diversos serviços em que os directores têm as suas responsabilidades mas sem competências delegadas, e tudo para baixo nesta pirâmide se ressente.

Vamos discutir outro tipo de gestão, ou vamos apenas atirar culpas uns aos outros? Estará a tutela preparada para ouvir todos os profissionais dos museus e discutir as opiniões que têm para solucionar os problemas que enfrentam?



terça-feira, outubro 09, 2018

O MUSEU DA MÚSICA MUDA, OU NÃO?


Andamos há vários anos a ouvir anúncios sobre a mudança do Museu da Música, da estação do Metro do Alto dos Moinhos, para o Palácio Nacional de Mafra, seja na sua totalidade, seja parcialmente como também foi aventado.

Não tenho a certeza desde quando andamos com anúncios, só sei que é há muito tempo, e também não estou certo da data do último anúncio, mas sei que a RTP o anunciou ainda no mês passado, e que o actual ministro se comprometeu numa audição parlamentar em Janeiro deste ano, que até ao final do ano (2018), o Museu Nacional da Música seria inaugurado no Palácio Nacional de Mafra, afirmando que “o projecto é para levar para a frente”.

Nestas coisas não há como colocar a questão no espaço público, uma vez que a palavra dos políticos nem sempre é cumprida, e a Cultura não tem sido uma prioridade deste Governo, que tem um ministro na pasta que não é conhecido por ser reivindicativo.



quinta-feira, março 15, 2018

FUNÇÃO PÚBLICA ENVELHECIDA



Mário Centeno está preocupado com o envelhecimento dos trabalhadores da Função Pública, quando 25% dos trabalhadores tem mais de 55 anos, e o número dos que têm mais de 65 anos é mais do dobro do que se verificava em 2011.

Bem pode Centeno tentar desculpar-se com o governo anterior e com a troika, mas ele próprio, e o governo de que faz parte, também já podiam ter sabido responder ao problema.

Neste preciso momento qualquer nova admissão de pessoal por concurso externo, vem colocar jovens de vinte e picos anos, com boa formação académica, em equipas compostas por pessoas com pelo menos mais trinta anos, o que conduz a uma integração mais difícil do que seria desejável. Outro problema advém da falta de motivação dos trabalhadores mais velhos, muitos com mais de 60 anos e com 40 ou mais anos de serviço, que com as actuais regras de aposentação, e com a estagnação na carreira e do vencimento, apenas aguardam que o tempo passe.

Aproveitar esta ocasião para admitir funcionários mais jovens, necessários para o bom funcionamento dos serviços, e aproveitar a experiência dos trabalhadores mais idosos para a normal passagem de conhecimentos, a par de regras favoráveis para os trabalhadores com mais de 40 anos de serviço, pode ser muito favorável para os serviços e para a melhoria da sua qualidade a curto prazo.

O tempo urge e mais vale avançar agora e aproveitar esta ocasião favorável.



terça-feira, março 17, 2015

CIDADANIA



É frequente ouvir da boca de muitos cidadãos que o governo em funções não presta, que não sabe o que anda a fazer, ou que apenas defende os interesses de uns quantos prejudicando os restantes.

Por norma, quase metade dos que refilam em privado, ou em conversas de café, são os mesmos que não votam, argumentando que não vale a pena ou que se estão lixando para a política. Também é verdade que grande parte dos que abdicam do seu direito de votar, também se recusam a integrar manifestações de protesto, ou a fazer uma greve.

Se os cidadãos querem ser consequentes, quando reclamam das acções dos eleitos, então também têm que exercer os seus direitos, fazendo ouvir a sua voz e manifestando nas urnas o que pensam que seria melhor para eles e para o país.

Pensamento:

“O mundo não está ameaçado pelas pessoas más, e sim por aquelas que permitem a maldade.”

Albert Einstein