Há coisas que eu não consigo entender, mesmo usando de toda a benevolência possível, característica que em mim começa a ser rara, quando se trata de julgar instituições oficiais de nomeação e confiança política. Estou a pensar no boletim económico de Primavera do Banco de Portugal (BdP) que recentemente foi divulgado.Segundo o BdP a taxa de desemprego subiu para os 8%, uma subida de 0,3% e ainda de acordo com o mesmo boletim revelaram-se sinais de deterioração das condições do mercado de trabalho que atingiu uma taxa de desemprego historicamente elevado.
Esta instituição liderada por Vítor Constâncio, que segundo dados oficiais ganha mais do que o seu homólogo americano responsável pela Reserva Federal, veio também dizer que os contratos sem termo decresceram e que os contratos com termo subiram, factor que classifica como «intensificação do processo de polarização no mercado de trabalho».
Continuo sem perceber a real utilidade do Banco de Portugal desde que deixou de ser um banco emissor, e ainda entendo menos a utilidade destes boletins, de Primavera, ou de qualquer outra estação do ano, que nos vêm dizer de “forma doce” o que já sabemos e o que qualquer manifestação revela em vários cartazes que os muitos descontentes empunham, manifestando o seu desagrado.
Enfim, «a ordem é rica, os frades é que são pobres». Este senhor Constâncio sai-nos bastante caro, para nos dizer o que já todos sabem, há muito tempo.

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Fotos - Flores

















































