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quinta-feira, dezembro 06, 2012

SECRETAS AO SERVIÇO DE EMPRESAS PRIVADAS



Há algum tempo houve um escândalo quando se soube que as secretas portuguesas andavam a dar informações a entidades externas, usando contactos de antigos membros das tais secretas, e abriram-se inquéritos dos quais ainda nem existem conclusões, pelo menos que sejam públicas.

Os portugueses foram, na altura, informados de que as secretas estavam ao serviço do Estado e não estavam permeáveis a interesses privados. Ouviu dizer-se que até tinham sido afastadas pessoas desses serviços por conduta imprópria.

Hoje li no Diário Económico que as «secretas “podem e devem” informar empresas sobre mercados», segundo o próprio Passos Coelho.

Creio que as empresas podem necessitar de informações sobre os mercados externos, mas também creio que essas informações têm custos, que no caso das secretas são arcados por todos os contribuintes e não pelas tais empresas, que ainda por cima não serão todas, como é mais do que evidente. Será que o Sistema de Informações da República Portuguesa (SIRP), passará a ser subsidiado pelas ditas empresas, ou irá cobrar pelas informações prestadas às empresas?
 


terça-feira, junho 03, 2008

O CLUBE DE BILDERBERG

Já tenho recebido uns quantos mails “interessantes”, ora desancando-me com a classificação de “vermelho”, outros com insultos muito variados, e até alguns bem estruturados, tentando fazer-me ver que estou enganado e que a minha atitude é contra procedente e que me pode acarretar alguns dissabores.

A última investida, por incidir sobre comentários meus, deixados noutros blogues e não sobre textos por mim publicados aqui, fez com que eu fizesse questão de deixar n’O Guardião este comentário.

Para começar não me acho particularmente digno de tanta atenção, já que o autor dos mails teve um trabalhão para coligir as minhas afirmações. Depois, porque acho que o autor dos diversos textos (pelo menos 3), demonstra ser uma pessoa inteligente, que portanto não se devia ter admirado (nem indignado), por eu ter afirmado que o poder político está cada vez mais dependente do poder económico, o que para mim é mais do que evidente.

Nunca abordei aqui, directa ou indirectamente o Clube de Bilderberg, e que me recorde só comentei algo sobre clube em dois ou três blogues que visito com alguma regularidade. Não sou uma pessoa mal informada, como se pode deduzir dos referidos mails, e tenho seguido com alguma curiosidade as movimentações conhecidas deste grupo, e os portugueses convidados para as suas reuniões.

Nesta altura muitos portugueses já terão sabido que os últimos convidados foram António Costa e Rui Rio, presidentes das câmaras de Lisboa e Porto, um do PS e o outro do PSD. Alguns podem não estar recordados, mas em 2004 tinham sido convidados José Sócrates e Santana Lopes, também eles de partidos diferentes. Muitos outros políticos como Mira Amaral, Joaquim Ferreira do Amaral, António Barreto, António Borges, Durão Barroso, Roberto Carneiro, António Guterres, Manuel M. Carrilho, Marçal Grilo, e alguns mais, também são referidos como tendo tido contactos com este grupo de reflexão restrito do mundo empresarial e político.

Eu não costumo ver fantasmas onde os não há, mas é sintomático que este clube, bem como os seus membros, mantenham um sigilo absoluto sobre as suas reuniões e sobre os assuntos abordados. Quais os intentos dos homens mais influentes do mundo quando se reúnem anualmente?

Aconselho vivamente a leitura do livro de Daniel Estulin, intitulado Clube de Bilderberg – Os Senhores do Mundo, que dá umas pistas sobre este grupo. É edificante!


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Fotos - Natureza e Sol

Eclipse by Ashampoo

Hattyu by 88Charger

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Humor Artístico

Ivailo Tsvetkov

Constantine Ciosu

sábado, abril 05, 2008

À MULHER DE CÉSAR...

Esta conhecida frase ou uma outra, na política o que parece é, foram criadas por políticos e são para os políticos. Aquela que foi outrora uma actividade prestigiada e respeitada por todos, transformou-se numa profissão ou tão só numa etapa para alcançar outros fins ligados à prosperidade económica e social.

A política começou por ser um serviço à comunidade e acabou por ser um reduto onde se acautelam os interesses pessoais em primeiro lugar, beneficiando quem os possa garantir no futuro. O interesse da comunidade ficou definitivamente relegado para um lugar secundário, porque os interesses do grupo e os compromissos assim o determinam.

A desconfiança dos cidadãos é reforçada pelos exemplos que resultam da prática dos políticos, que quando abandonam a actividade não têm pejo em integrar-se em empresas ou em grupos económicos, ligados a decisões favoráveis que tomaram enquanto governantes. Se há promiscuidade ou não, nós nunca o saberemos, mas lá que fica a desconfiança, isso fica.


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Fotos com Penas

Alsen

verygreen

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Humor Nacional