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quarta-feira, junho 17, 2026

FUI EU QUE DESCONGELEI

Montenegro estava doidinho por fazer passar o seu Pacote Laboral, e Ventura estava à procura duma oportunidade para mexer na Constituição...


 

segunda-feira, abril 26, 2021

PRODUTIVIDADE E MÉRITO EM PORTUGAL

A discussão sobre a produtividade em Portugal, é um assunto recorrente mas nunca se chega a nenhuma conclusão séria, porque dizer que os portugueses produzem pouco em Portugal, bate de frente com o que é reconhecido noutros países relativamente aos portugueses que por lá labutam.

Na primeira linha temos os meios postos à disposição pelo patronato em Portugal, que em comparação com o que se passa lá fora, deixa muito a desejar.

Os problemas de organização e do reconhecimento do mérito são menos discutidos porque dentro das empresas portuguesas há pouco diálogo, e o assunto não pode ser discutido como deve ser, fora do contexto.

Outro aspecto que passa ao lado das discussões sobre a produtividade é a fuga aos impostos, que distorce completamente os dados estatísticos.

 




 

quarta-feira, julho 27, 2016

PATRONATO LUSO

Quando os representantes das confederações patronais se queixam da situação política, que está calma, e alegam que existe uma falta de investimento porque o Orçamento de Estado não o promove, fica-nos a sensação que estamos perante uma desculpa esfarrapada.

Quando os patrões pedem menos estado na economia, o argumento da falta de investimento, que cabe aos empresários, soa a falso.


sexta-feira, fevereiro 05, 2016

SER POLÍTICO É SERVIR

Num país que se diz livre, ninguém é obrigado a candidatar-se a desempenhar funções públicas para um qualquer lugar do poder político. A decisão é pessoal e devia ter um único objectivo: servir a comunidade.

Não sei quais as razões que levaram muitos portugueses à política, mas sei que há os que acham que são mal pagos, embora muitos nunca tenham ganho tanto anteriormente. Temos também os que legislaram em causa própria e hoje têm reformas em condições inéditas no panorama nacional e internacional, ou até os que usufruem de subvenções vitalícias, que acumulam com rendimentos chorudos de outras actividades para as quais não seriam convidados sem ter passado por lugares políticos.


Sei que alguns estarão a pensar que nem todos serão assim, mas todas regras têm excepções, e essas não podem defender a falta de transparência, escondendo do público quem usufrui de privilégios e quanto nos custam esses mesmos privilégios.


terça-feira, agosto 11, 2015

POLÍTICOS DO SÉCULO XXI

Basta ter uma conversa de café sobre política e é quase certo que a conclusão é de que temos políticos de m… , gente que se governa em vez de servir, e também betinhos que nunca fizeram nada na vida e que vingaram na área ao passar pelas jotas e pelo aparelho dos partidos.

Nos últimos dias as conversas giraram em redor das asneiras das campanhas, com a trapalhada dos cartazes do PS, primeiro, e depois pela asneirada dos cartazes da coligação, que pelos vistos não quis ficar atrás nas trapalhadas.

A má qualidade de muita gente da política não se resume ao pequeno rectângulo a que chamamos Portugal. Nos EUA já se viu uma senhora que só dizia alarvidades, mas como se trata dum país onde tudo é em grande, agora têm um desbocado, malcriado, rude, milionário carregado de dinheiro, que ultrapassa em muito tudo o que já se conhecia.


Com a política infestada de incompetentes, e broncos, que conseguem lá estar devido a carreirismo, favores, e dinheiro, essa actividade deixou de ser nobre, para ser apenas uma arena onde os interesses prevalecem, e as pessoas se reduzem a números.


terça-feira, julho 10, 2012

ACABAR COM O MITO

Temos ouvido da boca de diversos dos comentadores ligados ao poder e dos partidos do governo, e por diversas vezes, que O Estado tem muitas “gorduras”, e que é preciso cortar nos funcionários públicos porque o patrão Estado gasta mais do que pode. 

Convém recordar que o défice do Estado quando Cavaco Silva foi para o governo era duma dimensão muito inferior à actual e que começou a aumentar ao mesmo tempo que entravam os dinheiros da então CEE. 

Começando a partir dessa época podemos ver que todo o dinheiro era encaminhado para a chamada política do betão e do asfalto, cujos beneficiários eram as empresas privadas de construção civil. A construção cresceu, vendiam-se casas, lucravam os bancos e o país começava a endividar-se beneficiando as empresas destes sectores. 

Acabou-se com a agricultura e com as pescas, e os grandes proprietários com terras e com embarcações, privados bem se sabe, amealharam os dinheiros vindos de Bruxelas. Tudo continuou de velas enfunadas até que os dinheiros da Europa começaram a diminuir, mas não se podia parar a maré. 

Com a diminuição da contribuição europeia, vieram os grandes projectos e grandes empréstimos fitos no exterior, e lá surgiram mais estradas, estádios de futebol e uma Expo que foi o orgulho nacional, só que ninguém dizia que o país estava a ficar mais endividado. 

Quando começaram a surgir umas luzinhas de alarme, começou a dizer-se que era preciso privatizar em força, e mais uma vez se começaram a entregar fatias das grandes empresas do Estado a privados, porque havia compromissos a pagar. Tudo o que era lucrativo começou a ser alienado, mas não se disse que as receitas dessas empresas estavam a ser retiradas ao Estado e que isso iria implicar a subida dos impostos a curto prazo. 

O bodo continuou com as PPP, onde o Estado garantia o lucro dos privados por 30, 40 ou mais anos e ainda ficava como avalista dos empréstimos internacionais. No caso das Scut a vergonha ainda foi maior, porque havia uma comparticipação europeia destinada a beneficiar a comunidade e afinal passaram a ser pagas pelos utilizadores e o Estado ainda ficou obrigado a garantir rendas chorudas aos concessionários. 

Tudo isto aconteceu sem que os comentadores ligados ao poder e os partidos que passaram pelos diversos governos viessem dizer que o Estado se estava a endividar e a entregar tudo o que era lucrativo para benefício de privados. Agora dizem todos que foi o Estado que se endividou e que gasta mais do pode, sem nunca aludir quem teve responsabilidades ou quem beneficiou durante todos estes anos em que o endividamento foi aumentando. 

Finalizo dizendo que, a menos que os juros da nossa dívida passem para taxas perto de 1%, Portugal nunca terá capacidade para pagar a sua dívida actual, porque seria preciso haver um crescimento muito alto para se conseguirem pagar os juros e amortizar a dívida. Os comentadores e políticos da área governamental sabem isso, mas não o dizem porque é uma verdade inconveniente.