Outra curiosidade foi a reafirmação que não existem condições orçamentais para baixar o ISP e que a descida de 1% no IVA a partir de Julho terá efeitos directos sobre os preços dos bens que estão sujeitos à taxa (a)normal do IVA. E para terminar, a cereja no topo do bolo com «a autoridade do Estado é enfrentar e resolver as crises, é obter resultados em favor das pessoas».
Dito isto, temos que autoridade do Estado obteve até agora fracos resultados, e só em favor de “algumas pessoas” e não da maioria das pessoas. Que se saiba, e o senhor primeiro-ministro afirmou-o, os consumidores é que vão pagar a actualização «mais do que justa» dos contratos de transporte em função dos preços dos combustíveis.
Quanto à redução do IVA, só mesmo para rir, porque não será nos bens de 1ª necessidade que a redução se vai sentir, mas sim noutro tipo de bens onde já não chega a maioria das pessoas, ou que só se compram muito esporadicamente.
Deixei propositadamente para o final a «falta de previsão» do governo e a «bruxaria» a que aludiu José Sócrates, para dizer que bruxos não faltaram, ainda no 1º semestre de 2007, quando começaram os rumores da crise do imobiliário no EUA, e o seu executivo foi muito ingénuo quando apresentou a sua previsão para o preço do petróleo em 2008, que só por mero acaso foi criticada na altura, por ser absolutamente irrealista, e que foi a mais baixa das previsões dos países do euro.





