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quarta-feira, março 18, 2026

O MINISTRO PARA QUEM OS NÚMEROS SÃO BATATAS


Segundo as notícias o ministro Castro Almeida terá cometido uma gaffe nas contas com batatas. Na realidade não só cometeu uma gaffe nas contas com batatas como mentiu descaradamente nos aumentos salariais, ao afirmar que os salários reais dos portugueses aumentaram 13,7% em dois anos, o que não é verdade.

Notícia AQUI 

 

quinta-feira, setembro 01, 2022

SENSIBILIDADE SOCIALISTA

As declarações de hoje de António Costa sobre a "força vem da calma" são demonstradoras da falta de sensibilidade política do 1º ministro, quando os cidadãos enfrentam no seu dia-a-dia uma inflação crescente que já vem de antes da guerra na Ucrânia, com salários que ficaram estagnados em valores muito próximos dos de 2021. Depois destes meses todos a perder poder de compra os portugueses já não se contentam com a calma do dr. Costa, pois não será com ela que irão pagar as suas contas.
 
Como se não bastasse a falta de sensibilidade do 1º ministro os portugueses ainda tiveram que aturar as declarações do antigo ministro das Finanças e actual governador do BdP, que vem falar de evitar medidas pró-cíclicas, e em aumentos de 4% que só existem nas estatísticas e devido ao aumento do SMN e nos aumentos dos políticos e magistrados, já que para a maioria dos portugueses ficou apenas por 1% ou abaixo disso. Sei que estava a falar sob o tema de "capitalismo & sustentabilidade" e não de justiça social, mas mesmo assim fica-lhe mal...



 

quinta-feira, junho 24, 2021

POLÍTICOS À NORA

A situação sanitária está a piorar a cada dia que passa, as medidas que vão sendo anunciadas não passam de simples pensos colocados sobre as feridas, a coerência delas está a ser contestada pela população e pelos peritos em saúde, mas os políticos não param de dar sinais contraditórios, parecendo que nem sequer entre eles se entendem.

Lisboa confina tarde e pouco, continuamos a ter fronteiras sem controlo nenhum, as situações de abuso evidente são enfrentadas com medidas de sensibilização, e tudo por causa da economia assim obriga, porque as leis não são adequadas à situação e o Presidente, falando antes do tempo, veio dizer que com ele não haverá novo estado de emergência.

No meio desta trapalhada toda veio o Presidente da Assembleia da República apelar aos portugueses que se desloquem a Sevilha (cidade em alerta vermelho) para apoiar a selecção de futebol, a ministra Mariana Vieira da Silva assumiu que “Portugal se encontra claramente na zona vermelha da matriz de risco”, e Marcelo diz que não se deve “alarmar nem radicalizar” mas sim “chamar a atenção” e “procurar um equilíbrio”.

Hoje ficámos também a saber que podemos sai da Área Metropolitana de Lisboa com a vacinação completa ou com um teste negativo para pessoas com mais de 12 anos, medida altamente discriminatória para as famílias e para todos os que não podem pagar os testes que não são grátis na maioria dos concelhos abrangidos.

Onde tem o Governo a cabeça?

Frases como estas de Marcelo só mostram bem que não pensam antes de falar:

"Eu acho que aquilo foi a expressão de uma ideia que nós percebemos que é os que puderem ir que vão para termos um apelo significativo à selecção, mas está implícito que respeitem as regras e que só vão aqueles que possam ir, foi assim que eu li".

"Eu próprio que tinha dito ontem que gostava muito ir, pensei para comigo mesmo que eu só vou se o morador em Lisboa comum puder ir, se não puder ir, não vou".


 

terça-feira, junho 22, 2021

COMPORTAMENTOS ERRÁTICOS

Portugal tem tido um comportamento errático durante esta pandemia, passando de bom a mau exemplo já por duas vezes, e exactamente pelo mesmo motivo, o facilitismo.

O Governo tem actuado sempre tarde e sem convicção. As leis não estão adequadas a situações deste tipo mas ninguém mexe uma palha, preferindo-se atirar acusações uns aos outros, vendo quem consegue capitalizar mais com tudo isto.

O discurso até parece ser certo quando nos dizem que estão preparados para avançar ou recuar quando se mostrar necessário, mas depois ponderam-se primeiro os efeitos na economia, a opinião do público, muitas vezes confundido com demasiada informação (alguma boa mas muita péssima), e só se tomam decisões muito tardiamente.

O futebol abriu precedentes tão perigosos que imediatamente levaram a comportamentos perigosos que as autoridades não puderam impedir, porque o mau exemplo já tinha sido dado e a autoridade estava minada.

Agora que todos esperavam mais testagem, ela está a diminuir. Quando é necessário acelerar a vacinação, parece que ou não estávamos preparados, ou não temos vacinas para ministrar. Entretanto esgrimem-se números para cá e para lá, o Presidente minimiza a situação para justificar uma asneira que não devia ter cometido, e faz um apelo fora do tempo para os mais novos se vacinarem, sabendo-se que ainda há idosos (mais vulneráveis por vacinar, e muitos portugueses com mais de 60 anos só com uma dose e outros com mais de 40 e 50 ainda por vacinar.

Podem assobiar para o ar, mas serão penalizados por não terem sabido agir firmemente quando necessário, e por permitirem agora que a infecção ande por aí à solta sem qualquer acção digna desse nome.


 

terça-feira, julho 16, 2019

OS MUSEUS E AS MUDANÇAS


Os museus, bem como os palácios e monumentos, mudaram muito com o decorrer dos anos, quer por questões de eficiência quer por exigências económicas.

O resultado da mudança deve ser questionado caso a caso, porque cada serviço terá as suas particularidades e as suas carências, o que a normalização de regras existente não permite. As leis são feitas por quem não vive a realidade do dia-a-dia de cada serviço, que não é nunca ouvido, pelo que não respondem às suas necessidades.

Muitas das mudanças foram justificadas pela necessidade de criar sinergias que respondessem às necessidades de várias unidades, e assim surge o IPPC, a que se sucedem várias entidades até à actual DGPC, que se tornaram serviços centrais que centralizaram tudo passando a ser a primeira barreira burocrática a ultrapassar sempre que se pretenda resolver qualquer situação.

É certo que os novos tempos exigem novas estratégias de comunicação com os diferentes públicos, mas também aí pouco se avançou, e muito caminho há a percorrer, aproveitando e adaptando experiências de outras instituições por esse mundo fora.

Leituras sugeridas AQUI e AQUI



domingo, julho 07, 2019

MAFRA - PRECIPITAÇÃO

Percebe-se alguma euforia no anúncio da classificação do Palácio Nacional de Mafra (Palácio, Basílica, Jardim do Cerco e Tapada de Mafra) como Património Mundial, mas convenhamos que isso não justifica os erros praticados por entidades públicas e pela nossa comunicação social. 

Errar na data do início da construção e errar no número de anos que demorou a sua construção, manifesta pouca atenção ao que se está a fazer, e algum desrespeito pelas regras mais elementares da informação.

Leituras recomendadas AQUI E AQUI

 A sagração da Basílica aconteceu em 1730

A construção começa em 1717

quinta-feira, fevereiro 23, 2017

AUSTERIDADE E LÁGRIMAS DE CROCODILO

Depois de nos obrigarem a passar as passas do Algarve com políticas de austeridade absurdas, e que todos com dois dedos de testa criticaram, lá começam a aparecer os estudos e as conclusões de que as medidas de austeridade ainda pioraram a nossa situação, com resultados negativos na dívida, no crescimento, no desemprego e no consumo privado, aumentando assim a recessão.

Os especialistas, sempre eles, desta vez alemães do German Institute for Economic Research, o mais habitualmente conhecido como DIW Berlin, vêm agora reconhecer o falhanço das políticas de austeridade aplicadas entre 2010 e 2014, algo que qualquer nabo sabia desde o começo do martírio.


Os palermas encabeçados pela Merkel e pelo rodinhas que manda nas finanças da Alemanha, mais a sanguessuga de cabelos brancos do FMI, os burocratas engravatados do BCE e da União Europeia, juntamente com o Coelho cantor, o Gasparzinho e a Maria Luís, deviam passar a usar umas orelhas de burro para todo o sempre, já que a justiça terrena nunca os castigará devidamente.


sexta-feira, novembro 04, 2016

OS COMENTADORES E OS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS

É simplesmente ridículo ler frases do comentador que acha que é inconstitucional cortar salários contratados, por não ser possível retroactividade da lei, no que se refere aos administradores da Caixa Geral de Depósitos, quando no passado aplaudiu os cortes nos salários dos funcionários públicos. Nesta questão os pormenores são lixados, porque enquanto os funcionários públicos têm contrato com a entidade patronal, o Estado, os administradores nomeados para a CGD não o têm, por muito que se queira esconder o facto.

Também é penoso ler outro artigo, de outra comentadora, dizendo que este é”o Orçamento dos funcionários públicos e de (alguns) pensionistas. Diz a senhora que “é um problema puro de clientela” e que o governo terá de “manter os bolsos cheios dos que garantiram as vitórias eleitorais”.

Pobre senhora, que parte do princípio que a situação que o país atravessa é dos funcionários públicos, esquecendo-se duma certa classe política e duns quantos banqueiros e gestores bancários, que pelos vistos foram uns grandes beneméritos. Vai mais longe a senhora dizendo que “a governação devia assumir que os cortes salariais da era da troika eram definitivos”.


As contradições destes, e de outros comentadores do estilo, são evidentes e nem merecem uma classificação, porque teria que pecar por defeito, por razões de educação, mas há uma frase que vem mesmo a calhar: “pimenta no cu dos outros é refresco”.

Termino com a pergunta: será que os funcionários públicos são portugueses de segunda?


sábado, agosto 29, 2015

RANGEL DE DENTES



As campanhas eleitorais, mesmo num estágio muito inicial, são férteis em tiradas que nos proporcionam bons momentos de gozo, porque rir só faz bem.

Hoje foi alvo de chacota cá pelo burgo a pergunta do euro-deputado Rangel – “alguém acredita que um primeiro-ministro seria investigado se o PS fosse governo?”.

Estou em crer que o emagrecimento notório afectou o discernimento de Rangel, pois acabou por atribuir ao governo funções e competências que não são suas, acabando por confundir a Justiça com a coligação, o que não devia, diga-se em abono da verdade.

Voltou à baila Paulo Portas que atribuiu à descida do IRC uma melhoria para a economia, com o aumento do investimento, que está em níveis extremamente baixos, diga-se, esquecendo-se de dizer que baixando outros impostos também podia melhorar a economia, como o provam os chumbos do Tribunal Constitucional.

Apetece perguntar a estes políticos, com visões bastante limitadas, se com outro governo no poder, os preços da energia e dos combustíveis não teriam baixado muito mais, acompanhando as descidas extraordinárias do preço do crude, porque a situação actual é simplesmente vergonhosa. Pois é, eu não sou político…