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quinta-feira, fevereiro 23, 2017

AUSTERIDADE E LÁGRIMAS DE CROCODILO

Depois de nos obrigarem a passar as passas do Algarve com políticas de austeridade absurdas, e que todos com dois dedos de testa criticaram, lá começam a aparecer os estudos e as conclusões de que as medidas de austeridade ainda pioraram a nossa situação, com resultados negativos na dívida, no crescimento, no desemprego e no consumo privado, aumentando assim a recessão.

Os especialistas, sempre eles, desta vez alemães do German Institute for Economic Research, o mais habitualmente conhecido como DIW Berlin, vêm agora reconhecer o falhanço das políticas de austeridade aplicadas entre 2010 e 2014, algo que qualquer nabo sabia desde o começo do martírio.


Os palermas encabeçados pela Merkel e pelo rodinhas que manda nas finanças da Alemanha, mais a sanguessuga de cabelos brancos do FMI, os burocratas engravatados do BCE e da União Europeia, juntamente com o Coelho cantor, o Gasparzinho e a Maria Luís, deviam passar a usar umas orelhas de burro para todo o sempre, já que a justiça terrena nunca os castigará devidamente.


sexta-feira, outubro 07, 2011

RAZÕES DO FALHANÇO

Desde há muito que ando a clamar que as medidas impostas pela troika e aceites pelos três partidos nacionais (PS, PSD e CDS), não podiam ser eficazes, e creio que não estava sozinho.

Os 3 países que estavam em risco e que recorreram a planos de recuperação, Grécia, Irlanda e Portugal, tinham antecedentes e realidades diversas, mas foi-lhes receitada a mesma coisa. A Grécia habituada a driblar as regras desde sempre limitou-se a aceitar, Portugal com a sua mania de ser bom aluno fez o mesmo, já a Irlanda tendo consciência das suas reais potencialidades e vantagens competitivas, não se dobrou no que achou ser-lhe prejudicial e fez valer a sua soberania.

O grande factor de competitividade da Irlanda está precisamente na carga fiscal, que é muito mais baixa do que a nossa, refiro-me a empresas e particulares, e isso está a servir para o relançamento económico que contrasta com a recessão que Portugal e a Grécia estão a atravessar e que vai continuar, se não mesmo piorar.

Será que é muito difícil chegar a estas conclusões, ou será que os nossos governantes preferem mesmo que se perca o resto de soberania que nos resta e desejem entregar a governação às instituições internacionais por manifesta incapacidade?

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Foto ao Anoitecer


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Humor - Falar demais

sábado, junho 25, 2011

FINALMENTE DESCOBRIRAM

Eu e muitas outras pessoas andamos há meses a dizer que a receita imposta pela troika formada pelo FMI, BCE e Comissão Europeia, não leva à solução pretendida que é a redução do défice e posterior recuperação económica.

Agora surge a OCDE a afirmar que não basta reduzir as despesas e intervir nas receitas para a redução dos défices. O horizonte da “ajuda” externa que podemos vir a receber foi estimado em 7 anos, o que sempre disse ser impossível, e agora a OCDE aponta para prazos mais alargados ao concluir a nossa dívida só deverá estabilizar e começar finalmente a reduzir, lá para 2016.

Afinal os especialistas acreditados na alta economia e na economia ocidental, levam mais tempo a concluir aquilo que qualquer cidadão minimamente sensato pode concluir em muito pouco tempo, talvez porque está mais habituado a pagar as suas contas sem o recurso a sofisticadas técnicas de cálculo.

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Foto - Gárgula Comilona

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Humor Consagrado
By Biratan

quarta-feira, fevereiro 16, 2011

FOI SOL DE POUCA DURA

No passado dia 6 deste mês, sob o título “Idiotas úteis”, referi que havia quem estivesse demasiado contente por poder estar afastado o perigo de se ter de recorrer ao FMI, devido ao problema do financiamento externo. 

Analistas e economistas nacionais embandeiraram em arco, porque confiavam que o Fundo Europeu de Estabilização Financeira, era uma saída certa e vantajosa para Portugal.

Passaram apenas 10 dias, os juros da dívida aumentaram e estão em níveis insuportáveis, o FEEF só estará reforçado e operacional em 2013, e o BCE ameaça fechar a torneira, e lá soam as campainhas de alarme, tendo mesmo sido chamado de urgência a Belém o ministro das Finanças.

Não estamos no mesmo barco da Espanha, da Itália e da Bélgica, que viram os seus juros baixarem. O nosso problema é mais grave, e podem dizer o que quiserem, mas não acredito que não esteja em cima da mesa dos mercados financeiros, a falta de credibilidade dos nossos governantes.

Pode ler também, ISTO e ISTO
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Humor e Depressão

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Foto - Emaranhado
By Palaciano

sexta-feira, julho 18, 2008

POLÍTICA MONETARISTA

Se a política é muitas vezes comparada a uma porca onde mamam muitos porquinhos, também é verdade que os economistas são comparados a futebolistas, que só fazem previsões no final dos jogos.

Vivemos tempos difíceis a nível económico e são cada vez mais frequentes «os palpites» da horda de economistas e analistas económicos para que se controlem as actualizações salariais, como se elas de facto tivessem sido reais, ou esse fosse o factor essencial para afastar o espectro da recessão, palavra que evitam pronunciar.

Falo a propósito do endividamento externo, que se quer controlado, e bem, mas que se pretende combater com um processo de asfixia do poder de compra dos portugueses que trabalham por conta de outrem, sem se intervir directamente sobre quem «facilita o endividamento» com grandes campanhas publicitárias onde a facilidade é rainha. Nós, portugueses, podemos ser facilmente iludidos, mas nem todos são ingénuos ao ponto de não perceberem que a preocupação está situada muitos degraus acima, nos bancos e nas grandes empresas cotadas em bolsa, e seus accionistas, que neste momento estão a perder grandes quantias.

Há dois erros clamorosos de análise, o primeiro quanto ao tratamento, que não pode continuar a ser por via da compressão dos salários, a menos que se pretenda afectar a paz social, e o segundo, porque se continua a querer ignorar que as grandes empresas e bancos agora em risco, amealharam em tempos muito recentes lucros milionários, tendo por isso contribuído em larga escala para o endividamento e para a situação económica que atravessam. O lucro em si mesmo é legítimo, quando obtido por vias legais, mas o risco também tem que ser assumido por quem o correu.

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Fotos - O Novo e o Velho
Алексей Н (navey)

Сергей Савинов

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Humor Internacional
Frederick Deligne
Tab (Thomas Boldt)