quinta-feira, fevereiro 23, 2017
AUSTERIDADE E LÁGRIMAS DE CROCODILO
sexta-feira, outubro 07, 2011
RAZÕES DO FALHANÇO
Desde há muito que ando a clamar que as medidas impostas pela troika e aceites pelos três partidos nacionais (PS, PSD e CDS), não podiam ser eficazes, e creio que não estava sozinho.
Os 3 países que estavam em risco e que recorreram a planos de recuperação, Grécia, Irlanda e Portugal, tinham antecedentes e realidades diversas, mas foi-lhes receitada a mesma coisa. A Grécia habituada a driblar as regras desde sempre limitou-se a aceitar, Portugal com a sua mania de ser bom aluno fez o mesmo, já a Irlanda tendo consciência das suas reais potencialidades e vantagens competitivas, não se dobrou no que achou ser-lhe prejudicial e fez valer a sua soberania.
O grande factor de competitividade da Irlanda está precisamente na carga fiscal, que é muito mais baixa do que a nossa, refiro-me a empresas e particulares, e isso está a servir para o relançamento económico que contrasta com a recessão que Portugal e a Grécia estão a atravessar e que vai continuar, se não mesmo piorar.
Será que é muito difícil chegar a estas conclusões, ou será que os nossos governantes preferem mesmo que se perca o resto de soberania que nos resta e desejem entregar a governação às instituições internacionais por manifesta incapacidade?

sábado, junho 25, 2011
FINALMENTE DESCOBRIRAM
Agora surge a OCDE a afirmar que não basta reduzir as despesas e intervir nas receitas para a redução dos défices. O horizonte da “ajuda” externa que podemos vir a receber foi estimado em 7 anos, o que sempre disse ser impossível, e agora a OCDE aponta para prazos mais alargados ao concluir a nossa dívida só deverá estabilizar e começar finalmente a reduzir, lá para 2016.
Afinal os especialistas acreditados na alta economia e na economia ocidental, levam mais tempo a concluir aquilo que qualquer cidadão minimamente sensato pode concluir em muito pouco tempo, talvez porque está mais habituado a pagar as suas contas sem o recurso a sofisticadas técnicas de cálculo.
quarta-feira, fevereiro 16, 2011
FOI SOL DE POUCA DURA
Analistas e economistas nacionais embandeiraram em arco, porque confiavam que o Fundo Europeu de Estabilização Financeira, era uma saída certa e vantajosa para Portugal.
Passaram apenas 10 dias, os juros da dívida aumentaram e estão em níveis insuportáveis, o FEEF só estará reforçado e operacional em 2013, e o BCE ameaça fechar a torneira, e lá soam as campainhas de alarme, tendo mesmo sido chamado de urgência a Belém o ministro das Finanças.
Não estamos no mesmo barco da Espanha, da Itália e da Bélgica, que viram os seus juros baixarem. O nosso problema é mais grave, e podem dizer o que quiserem, mas não acredito que não esteja em cima da mesa dos mercados financeiros, a falta de credibilidade dos nossos governantes.
Pode ler também, ISTO e ISTO
sexta-feira, julho 18, 2008
POLÍTICA MONETARISTA
Se a política é muitas vezes comparada a uma porca onde mamam muitos porquinhos, também é verdade que os economistas são comparados a futebolistas, que só fazem previsões no final dos jogos.
Vivemos tempos difíceis a nível económico e são cada vez mais frequentes «os palpites» da horda de economistas e analistas económicos para que se controlem as actualizações salariais, como se elas de facto tivessem sido reais, ou esse fosse o factor essencial para afastar o espectro da recessão, palavra que evitam pronunciar.
Falo a propósito do endividamento externo, que se quer controlado, e bem, mas que se pretende combater com um processo de asfixia do poder de compra dos portugueses que trabalham por conta de outrem, sem se intervir directamente sobre quem «facilita o endividamento» com grandes campanhas publicitárias onde a facilidade é rainha. Nós, portugueses, podemos ser facilmente iludidos, mas nem todos são ingénuos ao ponto de não perceberem que a preocupação está situada muitos degraus acima, nos bancos e nas grandes empresas cotadas em bolsa, e seus accionistas, que neste momento estão a perder grandes quantias.
Há dois erros clamorosos de análise, o primeiro quanto ao tratamento, que não pode continuar a ser por via da compressão dos salários, a menos que se pretenda afectar a paz social, e o segundo, porque se continua a querer ignorar que as grandes empresas e bancos agora em risco, amealharam em tempos muito recentes lucros milionários, tendo por isso contribuído em larga escala para o endividamento e para a situação económica que atravessam. O lucro em si mesmo é legítimo, quando obtido por vias legais, mas o risco também tem que ser assumido por quem o correu.







