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sábado, agosto 29, 2015

RANGEL DE DENTES



As campanhas eleitorais, mesmo num estágio muito inicial, são férteis em tiradas que nos proporcionam bons momentos de gozo, porque rir só faz bem.

Hoje foi alvo de chacota cá pelo burgo a pergunta do euro-deputado Rangel – “alguém acredita que um primeiro-ministro seria investigado se o PS fosse governo?”.

Estou em crer que o emagrecimento notório afectou o discernimento de Rangel, pois acabou por atribuir ao governo funções e competências que não são suas, acabando por confundir a Justiça com a coligação, o que não devia, diga-se em abono da verdade.

Voltou à baila Paulo Portas que atribuiu à descida do IRC uma melhoria para a economia, com o aumento do investimento, que está em níveis extremamente baixos, diga-se, esquecendo-se de dizer que baixando outros impostos também podia melhorar a economia, como o provam os chumbos do Tribunal Constitucional.

Apetece perguntar a estes políticos, com visões bastante limitadas, se com outro governo no poder, os preços da energia e dos combustíveis não teriam baixado muito mais, acompanhando as descidas extraordinárias do preço do crude, porque a situação actual é simplesmente vergonhosa. Pois é, eu não sou político…



quarta-feira, junho 10, 2015

ATÉ PARECE QUE É CANDIDATO...



Cavaco Silva tem sido um péssimo presidente da República, ainda pior mesmo do que foi como 1º ministro, quando a troco de carradas de euros “enterrou” boa parte do nosso sector produtivo.

Como é que não sendo candidato a 1º ministro e estando em final de mandato como PR vem fixar “quatro grandes objectivos”, sabendo que isso compete exclusivamente ao governo eleito pelos votos dos portugueses, já que o poder executivo é do governo?

Outras frases proferidas por Cavaco Silva também não fazem qualquer sentido, como desafiar os portugueses a olharem para o “futuro colectivo com confiança, independentemente de quem governe”, ou quando apontou críticas aos que aos que, no seu entender, “fazem da crítica inconsequente um modo de vida, um triste modo de vida”.

A Democracia não pode nem deve ser confundida com o unanimismo, que só é aceite nas ditaduras. Os governos respondem perante os deputados e perante o povo, a quem devem servir… 



sexta-feira, junho 25, 2010

CAMPANHA E EMPREENDEDORISMO

Este é o Palácio da Vila, em Sintra, e hoje tinha um movimento algo estranho, como se pode ver pela foto.


Umas barracas brancas com nomes de firmas alinhavam-se frente ao velho monumento, como se estivessemos numa qualquer feira.


Mais tarde consegui vislumbrar a razão da agitação que se verificava nesta pacata vila. Cavaco Silva, depois de ouvir uma orquestra de jovens passeou pela "feira"...


Afinal era uma mostra de empreendedorismo, que estava incluída num roteiro presidencial. Pelo menos foi isto que li nos pendões espalhados pelo largo do palácio. Claro que eram alguns os que pensavam ,como eu, que era uma acção de campanha de Cavaco Silva, com vista a um segundo mandato, mas deve ser só impressão minha.



Como convém, também ouve alguém que aproveitou a ocasião para expressar a sua opinião usando uma frase de grande efeito, e bem verdadeira, que contudo acho que não passará nas televisões, apesar de lá estarem todas.


O Guardião registou este acontecimento, e posso dizer-vos que duas horas e meia depois de ter tirado estas fotos, e de eu ter almoçado, a barraca estava desfeita e tinham todos ido para casa, porque tudo não passou de uma encenação, é mais do que evidente. Vivam os roteiros e vivam os empreendedores desta terra...

domingo, setembro 14, 2008

FANTASIA E ESTATÍSTICA

Começa a ser penosa a tarefa dos políticos ao tentarem mascarar a realidade, e nada mais eficaz para os seus intentos do que os índices e as estatísticas, sempre seguindo fórmulas e indicadores ditados pelo poder, para confundir os cidadãos.

Pode-se constatar, por exemplo o aumento absurdo das massa alimentares, algumas estavam a 79 cêntimos há alguns meses e agora, as mesmas massas estão com preços superiores a 1 euro. Claro que podia estar aqui a desfiar um rol de produtos onde os aumentos são enormes, mas mesmo citando apenas a estatística nacional, temos a água, electricidade e gás a subirem 3,6%, e os produtos alimentares acima dos 5%.

O espanto geral é ouvir o ministro das Finanças referir-se à queda de 0,5% dos preços entre Julho e Agosto passado, e acrescentar «penso que esse é um sinal da capacidade da economia portuguesa em resistir a estes choques». Não sei como é que Teixeira dos Santos nos quer convencer de que a economia tem “capacidade” para resistir, a menos que não esteja a falar dos portugueses em geral. Então como é que aumentando tudo o que é essencial e come a fatia de leão dos salários, como a alimentação, a água, a electricidade, o gás, as rendas ou a prestação das casas, os combustíveis, os transportes públicos, as despesas com o ensino e a saúde, temos ainda “capacidade para resistir” a demagogia deste tipo?

Bem pode o senhor ministro repetir até à exaustão o seu discurso sobre a baixa inflação, mesmo sem dizer que também temos dos salários mais baixos, que ainda assim são cada vez mais os que vêem o salário acabar-se antes do final do mês. Essa realidade não deixa de ser sentida, só porque Teixeira dos Santos repete o mesmo discurso sempre que lhe dão a palavra.



Junião

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