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sexta-feira, novembro 04, 2016

OS COMENTADORES E OS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS

É simplesmente ridículo ler frases do comentador que acha que é inconstitucional cortar salários contratados, por não ser possível retroactividade da lei, no que se refere aos administradores da Caixa Geral de Depósitos, quando no passado aplaudiu os cortes nos salários dos funcionários públicos. Nesta questão os pormenores são lixados, porque enquanto os funcionários públicos têm contrato com a entidade patronal, o Estado, os administradores nomeados para a CGD não o têm, por muito que se queira esconder o facto.

Também é penoso ler outro artigo, de outra comentadora, dizendo que este é”o Orçamento dos funcionários públicos e de (alguns) pensionistas. Diz a senhora que “é um problema puro de clientela” e que o governo terá de “manter os bolsos cheios dos que garantiram as vitórias eleitorais”.

Pobre senhora, que parte do princípio que a situação que o país atravessa é dos funcionários públicos, esquecendo-se duma certa classe política e duns quantos banqueiros e gestores bancários, que pelos vistos foram uns grandes beneméritos. Vai mais longe a senhora dizendo que “a governação devia assumir que os cortes salariais da era da troika eram definitivos”.


As contradições destes, e de outros comentadores do estilo, são evidentes e nem merecem uma classificação, porque teria que pecar por defeito, por razões de educação, mas há uma frase que vem mesmo a calhar: “pimenta no cu dos outros é refresco”.

Termino com a pergunta: será que os funcionários públicos são portugueses de segunda?


quinta-feira, fevereiro 13, 2014

RANCOR

"Perdoar é próprio de almas generosas; guardar rancor é próprio de criaturas duras e cruéis, de gente má e baixa."

Juan Vives


quinta-feira, janeiro 23, 2014

CAVACO OFENDIDO

Cavaco Silva pediu expressamente ao Ministério Público, por escrito, que mantivesse o “procedimento criminal” contra o cidadão que o terá ofendido nas cerimónias do 10 de Junho, em Elvas.

Ao considerar as palavras proferidas pelo cidadão Carlos Costal como “ofensivas da honra e dignidadepessoais”, o Presidente, mostrou uma determinação neste caso, bastante diversa da tida em outros casos que envolveram declarações de outros cidadãos, igualmente ofensivas.

É estranho que a Casa Civil da Presidência tenha informado há pouco tempo que “o processo instaurado foi da exclusiva iniciativa do Ministério Público” e que Cavaco não teria apresentado “qualquer queixa”.

Todos os políticos sabem que estão sempre sujeitos a que haja quem com eles discorde e que o manifeste com palavras pouco agradáveis, como acontece com os árbitros, com os polícias, com os jogadores de futebol, etc.


A superioridade que se espera de quem ocupa lugares de topo na política nacional não é visível nesta situação, mas as acções são para quem as pratica!