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sábado, janeiro 22, 2022
DÚVIDAS SOBRE A LEI ELEITORAL
sábado, janeiro 03, 2009
FARTURA INEXPLICÁVEL
Como o orçamento para a Cultura em 2009 vai ser ainda menor do que em 2008, toca a anunciar um investimento de 31,5 milhões de euros num só museu, como se isso pudesse ofuscar a penúria que grassa na área do Património.
Com inauguração prevista para 2010, o novo Museu dos Coches, até podia ser uma notícia relevante e uma grande alegria para todos os que se preocupam com o Património, mas perante o panorama geral que está bem espelhado nos números indicados no OE de 2009, é apenas um caso que destoando da generalidade nos deixa muitas questões para as quais não temos respostas.
Qual é a pressa neste projecto, tantas vezes adiado, precisamente numa altura de crise económica? O Ministério da Cultura e os institutos responsáveis pelo Património não têm muitos outros locais onde é imperioso investir, que não vão receber verbas condizentes com as necessidades mais prementes?
Há interrogações sem resposta, falta de dinheiro para acudir a necessidades ligadas à manutenção de museus, palácios e monumentos, e Pinto Ribeiro não tem nada a dizer aos portugueses. Prometeu fazer mais com menos dinheiro, mas quando se fala de Património, primeiro atende-se à conservação e só depois se parte para novas e melhores instalações e outros novos projectos.
terça-feira, outubro 21, 2008
E AS SUAS EXPLICAÇÕES?
O ministro Teixeira dos Santos, na sua forma peculiar de falar, disparou contra a oposição de esquerda, devido às críticas contra a garantia de 20 mil milhões de euros concedida pelo Estado a bancos que possam enfrentar dificuldades. Eu não esperava que viesse aplaudir os críticos, mas achei que os termos utilizados “só por cegueira ideológica se pode ver nesta iniciativa uma ajuda aos banqueiros”, um tanto ou quanto excessiva.
Sem defender qualquer ideologia, isto para respeitar a fraseologia do ministro, são muitos os portugueses que esperavam da parte do senhor ministro explicações detalhadas sobre o modo como vai ser controlada esta operação, quais os instrumentos que serão utilizados para fiscalizar a utilização dos dinheiros, e quais as garantias que podem ser accionadas para garantir um bom investimento dos dinheiros dos contribuintes. Em traços gerais estas são as legítimas preocupações dos cidadãos deste país.
Parece-me que sem os esclarecimentos claros e legais por parte do Governo, todas as dúvidas são legítimas. Note-se que qualquer investidor privado ao garantir empréstimos, enquanto fiador ou avalista, impõe naturalmente condições várias e procura garantir uma remuneração adequada, dependente do montante do acordo. Será que as dúvidas sobre as garantias dum negócio, sim porque isto é tipicamente um negócio, podem ser interpretadas como sendo ideológicas?
Já agora, senhor ministro, a tal crise financeira internacional de que fala não terá também, ainda que em parte, a mão de alguns gestores de bancos nacionais que terão investido imprudentemente em fundos estrangeiros de altíssimo risco, transportando para cá os efeitos nefastos da espiral especulativa? É que não me consta que tenham existido demissões em qualquer banco nacional por tais motivos, e isso deixa-me ainda mais preocupado.










