As campanhas eleitorais, mesmo
num estágio muito inicial, são férteis em tiradas que nos proporcionam bons
momentos de gozo, porque rir só faz bem.
Hoje foi alvo de chacota cá pelo
burgo a pergunta do euro-deputado Rangel – “alguém acredita que um
primeiro-ministro seria investigado se o PS fosse governo?”.
Estou em crer que o emagrecimento
notório afectou o discernimento de Rangel, pois acabou por atribuir ao governo
funções e competências que não são suas, acabando por confundir a Justiça com a
coligação, o que não devia, diga-se em abono da verdade.
Voltou à baila Paulo Portas que
atribuiu à descida do IRC uma melhoria para a economia, com o aumento do
investimento, que está em níveis extremamente baixos, diga-se, esquecendo-se de
dizer que baixando outros impostos também podia melhorar a economia, como o
provam os chumbos do Tribunal Constitucional.
Apetece perguntar a estes
políticos, com visões bastante limitadas, se com outro governo no poder, os
preços da energia e dos combustíveis não teriam baixado muito mais,
acompanhando as descidas extraordinárias do preço do crude, porque a situação
actual é simplesmente vergonhosa. Pois é, eu não sou político…
