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quinta-feira, setembro 01, 2022

SENSIBILIDADE SOCIALISTA

As declarações de hoje de António Costa sobre a "força vem da calma" são demonstradoras da falta de sensibilidade política do 1º ministro, quando os cidadãos enfrentam no seu dia-a-dia uma inflação crescente que já vem de antes da guerra na Ucrânia, com salários que ficaram estagnados em valores muito próximos dos de 2021. Depois destes meses todos a perder poder de compra os portugueses já não se contentam com a calma do dr. Costa, pois não será com ela que irão pagar as suas contas.
 
Como se não bastasse a falta de sensibilidade do 1º ministro os portugueses ainda tiveram que aturar as declarações do antigo ministro das Finanças e actual governador do BdP, que vem falar de evitar medidas pró-cíclicas, e em aumentos de 4% que só existem nas estatísticas e devido ao aumento do SMN e nos aumentos dos políticos e magistrados, já que para a maioria dos portugueses ficou apenas por 1% ou abaixo disso. Sei que estava a falar sob o tema de "capitalismo & sustentabilidade" e não de justiça social, mas mesmo assim fica-lhe mal...



 

domingo, maio 29, 2022

António Costa foi à Alemanha para, na Feira de Hanover, oferecer Portugal como um país alternativo para a deslocalização da indústria alemã.

Com a instabilidade política na Europa central e de Leste, e com as dificuldades que se preveem para a zona asiática, Costa não hesitou em vir posicionar Portugal como um destino da indústria e dos serviços que a Alemanha tem deslocalizado para esses destinos.

Pode parecer muito racional a nível empresarial, e como um processo de aumentar o investimento industrial em Portugal, mas não deixa de se constatar que António Costa acena evidentemente com o baixo custo da mão-de-obra portuguesa, demonstrando que não tem qualquer ambição de elevar o nível de vida dos portugueses, privilegiando a competência e a preparação dos cidadãos, em vez de acenar com o baixo preço da mão-de-obra.


 

domingo, agosto 20, 2017

BIBLIOTECAS - CURIOSIDADES



No mês de Julho o Público anunciava que Portugal vai ser o país tema da Feira Internacional do Livro de Guadalajara em 2018, e que o orçamento disponibilizado para a participação portuguesa vai ser de 2,5 milhões de euros.

Neste mês de Agosto a revista do Expresso de dia 19 voltava ao assunto, fazendo referência à falta de investimento e de atenção dada à Biblioteca da Ajuda, onde os leitores rapam frio no Inverno, e tudo escasseia para um funcionamento digno desse nome.

Podia falar-se da Biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra, que parece estar a cavalgar a crista da onda do aumento das visitas, mas que todos sabem estar a ser colocado em risco o seu espólio, exactamente por causa do excesso de visitantes, que alteram o ambiente do espaço, facto que não parece incomodar os responsáveis pela biblioteca.

Falar da Biblioteca do Convento de Mafra também é uma possibilidade, pois no Inverno gela-se lá dentro, que o digam os guardas do espaço, que nem se podem aquecer porque não existem aquecedores nem tomadas.

Porque na Cultura a segurança é tratada com demasiada ligeireza, e não apenas nos monumentos, o que foi feito nestas bibliotecas em termos de segurança contra incêndios? Quais os dispositivos existentes?

As nossas bibliotecas são maravilhosas e deviam orgulhar-nos, mas a política miserabilista que tem sido seguida não condiz mesmo nada com o anúncio de despesas de 2,5 milhões num certame internacional, por muito prestigiante que seja.


O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, com o ministro da Cultura, Luís Filipe de Castro Mendes e pelo presidente da FIL, Raúl Padilla López no início da cerimónia de formalização da participação de Portugal como país convidado de honra na Feira Internacional do Livro de Guadalajara. Lusa/António Pedro Santos

sexta-feira, maio 24, 2013

MISERABILISMO GOVERNAMENTAL



Há sinais inequívocos do miserabilismo demonstrado por este governo, que agora ficam ainda mais evidentes com o aumento das contribuições para a ADSE por parte dos funcionários e dos pensionistas, desde que tenham rendimentos iguais ou superiores ao salário mínimo, que está em 485 euros.

Esta medida que antecede outras que vão ser aplicadas ainda este ano e em 2014, mostram que para o governo 485 euros representam um ordenado ou pensão de pessoas ricas.
 
Para Passos Coelho e Vítor Gaspar parece que não existem limites para a aplicação dos cortes, demonstrando absoluta insensibilidade social. Há quem seja poupado a esta fúria dos cortes e basta olhar para as instituições bancárias e as grandes empresas como a EDP ou a Galp, entre outras, sem que se perceba bem qual o sentido de Justiça e de equidade destes governantes.