sexta-feira, agosto 16, 2024
sexta-feira, outubro 28, 2022
PRÉMIO PARA O DR. COSTA
O dr. Costa nos últimos tempos tem mostrado a quem não acreditava, que a maioria absoluta em Portugal não é benéfica para os cidadãos, bem pelo contrário. Também na política, ou melhor nos políticos da maioria, também se pode constatar um aumento real da arrogância e de autismo.
O 1º ministro prometeu aos pensionistas um aumento segundo a lei existente, que compensaria a inflação, e dois meses depois deu o dito por não dito e tirou um truque de chico-esperto da manga que vai prejudicar os pensionistas. No Parlamento mostrou nestes dias que o seu discurso é rude e mal educado quando a oposição o confronta com os factos.
Merecerá este senhor doutor todo o respeito, ou apenas a indignação dos eleitores?
sexta-feira, agosto 05, 2016
INDIGNAÇÃO E CÓDIGOS DE CONDUTA PARA POLÍTICOS
Pouco me importam as viagens pagas pela Galp, e estou-me lixando para a devolução do dinheiro pela parte dos secretários de Estado, o que me preocupa mesmo é a acção, pois aceitaram uma oferta duma empresa que está em litígio com o Estado, e em dívida segundo as normas em vigor, pois os senhores são membros do governo em funções.
Claro que o ministro dos negócios estrangeiros pode vir dizer que não houve nenhuma incompatibilidade, mas eu pergunto: o que é que aconteceria a um funcionário das finanças que recebesse uma viagem paga pela Galp, assim sem mais nem ontem, para ir ver as olimpíadas?
Não era necessário nenhum código de conduta para obviar casos desta natureza, o que faltou foi o bom senso e sobretudo a certeza de sair incólume duma asneira desta natureza, que colocaria em muito maus lençóis qualquer funcionário público, subordinado destes senhores.
quinta-feira, outubro 27, 2011
RAZÕES DA INDIGNAÇÃO
Nos últimos meses têm surgido diversos movimentos cívicos, em diferentes países, sem conotações políticas ou partidárias, que têm denunciado as crescentes injustiças e a má distribuição da riqueza dos países.
Este fenómeno surge porque os povos cada vez acreditam menos nas classes políticas instituídas, que já demonstraram a sua incapacidade para resolver as crescentes assimetrias sociais.
Conhecemos todos a animosidade de alguns comentadores políticos contra estes movimentos cívicos, dizendo que não apresentam propostas para alterar o status quo. Sabemos bem a que grupos estão ligados estes comentadores, e sabemos que não são isentos por razões óbvias.
Uma notícia a que eles não podem, nem querem aludir, é a do estudo elaborado por um gabinete do Congresso americano, que diz preto no branco que os mais ricos, nos EUA, quase triplicaram os rendimentos entre 1979 e 2007 (os tais 1%), cerca de 60por cento da população viu os seus rendimentos crescerem 40%, enquanto 20 por cento só viram os seus rendimentos aumentar 18% neste período.
Lá como cá, a distribuição da riqueza é cada vez mais desigual, o que demonstra que o modelo económico é injusto e que os políticos não cumprem o seu dever que é o de assegurar a justa redistribuição da riqueza.

sábado, outubro 15, 2011
NÃO TÊM DESCULPA
Ao ler num título da imprensa que Passos Coelho acha que não tem que pedir desculpas aos portugueses, confesso que me apeteceu dizer um grande palavrão.
Os políticos têm a tendência de se julgarem acima das leis que vigoram para os cidadãos comuns, e vão construindo defesas legais que os tornam em inimputáveis, e a única vulnerabilidade a que estão sujeitos tem sido o voto.
Com a aproximação do Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, que é já no próximo dia 17, importa questionar os senhores governantes, actuais e os anteriores, sobre a sua responsabilidade na actual situação de Portugal, onde o risco de pobreza é cada vez mais elevado. Será que nenhum se acha responsável pela situação?
Para que conste, aqui ficam uns excertos do relatório “The World We Want”, que bem podia servir de alerta a uma classe política que não se mostra à altura das suas responsabilidades:
“O espaço democrático está a ser restringido com a entrada em vigor de leis que progressivamente ameaçam os direitos civis e políticos”, mas “as insurreições democráticas em todo o mundo estão a abrir caminho para a autodeterminação dos povos”, para além do facto de que “as pessoas estão fartas da pobreza e de alimentar ditadores”. Estas frases aplicam-se não só aos países do norte de África, como alguns pensam, mas também se aplicam ao mundo ocidental onde as sociedades se começam a rebelar contra a asfixia causada pelo capitalismo selvagem e insaciável que conduz cada vez mais gente à pobreza e à miséria.

sábado, outubro 01, 2011
A PROPÓSITO DE…
Em dia de manifestações de desagrado pela situação em que se encontram os que têm trabalho e os que não o têm, talvez seja bom recordar alguns factos que podem, e certamente vão, aumentar muito o descontentamento da maioria dos portugueses.
É um facto que há cada vez mais famílias e pessoas singulares a declarar a falência, ou seja, a não poderem pagar as suas dívidas. Quanto às empresas é o que se sabe, fecham a um ritmo cada vez maior, e até o Estado começa a ponderar despedir muita gente.
A vida está a ficar cada vez mais difícil para quem ainda consegue manter a cabeça à tona de água, e já a partir do começo do mês o gás e a electricidade passam a ser taxados a 23 por cento, e apesar da descida da Euribor as prestações da casa aumentam, o que se traduz num aumento da inflação, algo que não é desejável numa altura em que os salários estão congelados e o desemprego é muito grande.
No meio disto tudo divulga-se que o défice público é muito grande, que a Madeira tem um buraco enorme e que as empresas públicas aumentaram muito as suas dívidas, e que os bancos para se capitalizarem não podem emprestar dinheiro ao sector produtivo.
Como sempre atacam-se os rendimentos do trabalho em vez do rendimento do capital, penaliza-se o consumo de bens de primeira necessidade em vez de o fazer apenas a bens de luxo.
Quanto tempo mais aguentará este povo o garrote imposto para compensar as asneiras de quem governou o país e as empresas? Será que alguém viu alguém pagar pela má governação?
Prometem-nos muitos anos de mais do mesmo, mas não nos prometem justiça, e sem ela não há esperança nenhuma num futuro melhor. Um povo desiludido e desenganado também não tem nada a perder…

terça-feira, setembro 06, 2011
TUDO DO AVESSO
Veja-se o que se passa com as más contas públicas, e constate-se que não há um único indivíduo que tenha passado pelo poder que esteja a ser investigado, ou tenha sido acusado de gestão danosa de dinheiros públicos. Por contraponto veja-se que na Islândia temos um ex-primeiro-ministro que está a ser julgado por possível negligência.
No estrangeiro vemos gente muito rica a pedir para ser mais taxada para contribuir na medida das suas posses para ajudar os seus países, e por cá temos os nossos ricos a assobiar para o ar e a declararem que são meros trabalhadores.
Ouvir um ex-representante dos industriais portugueses dizer que existem mais de 100 mil funcionários públicos excedentários, quando os serviços se debatem na sua generalidade com falta de pessoal, e numa altura em que o desemprego é um flagelo social, indigna.
Indigna saber que se fazem cortes na saúde, forçando a diminuição da qualidade dos cuidados de saúde, quando existem casos vergonhosos como o do BPN, da Madeira e tantos outros, que serão pagos com o dinheiro dos nossos impostos, ainda que em nada tenhamos contribuído para o assunto.
Temem a nossa indignação, a que preferem dar o nome de tumultos, mas não hesitam em fazer no poder aquilo que condenaram quando estavam na oposição. Os cidadãos erram nas escolhas, mas os políticos é que decidem, e têm decidido muito mal, como é mais do que evidente.
terça-feira, agosto 03, 2010
INDIGNAÇÃO
Episódios desta natureza podem multiplicar-se um pouco por toda a Europa, por um lado devido à crise e às suas consequências sociais, mas também devido às políticas seguidas por diversos governos que cada vez mais reduzem os direitos das populações e tudo sacrificam em prol da economia, que por coincidência ou não, nos conduziu à crise que vivemos, que também é de valores.
Aqui fica um alerta, infelizmente bem real, do que pode vir a repetir-se se nada fizermos para o evitar.
quinta-feira, abril 24, 2008
TRATADO DE LISBOA - A INDIGNAÇÃO
Escusado será dizer que estou indignado com a atitude destes deputados da Nação, de quem eu esperava, no mínimo, que respeitassem os compromissos eleitorais. Sei que muitos dirão que era esperar muito destes senhores, mas eu continuo a pensar que a política merecia ser exercida por pessoas que soubessem honrar a sua palavra.
Porque a memória dos portugueses é curta, e a leitura não é um hábito verdadeiramente enraizado, deixo aqui umas frases compiladas de outros lados:
«Não apoia nem tem a mínima simpatia pela União Europeia. Ela ofende o seu espírito patriótico e o seu ideal de Pátria. Insurge-se contra a ideia da subserviência às ordens de uma Europa sem valores, incapaz de entender um povo que nela sempre os teve… è o repúdio de um poeta português pela irresponsabilidade com que meia dúzia de contabilistas lhe alienaram a soberania (…) e Maastrischt há-de ser uma nódoa indelével na memória da Europa.»
Sobre Torga e com palavras suas.
domingo, fevereiro 17, 2008
JÁ NÃO É SÓ INDIGNAÇÃO
Num mercado globalizado e sem regras minimamente definidas, o capital trabalho é sempre o mais afectado, especialmente nos países mais desenvolvidos e onde os direitos laborais e sociais são respeitados. Como o movimento de capitais é muito mais célere do que o movimento das populações, e como a economia privilegia o grande capital, a tendência de quem realmente detém o poder é sempre a de nivelar por baixo os custos de produção, mesmo sabendo que isso não resolve a situação em muitos casos.
Na Europa tecnocrática e comandada economicamente por uma instituição cada vez mais longe da realidade vivida pelos cidadãos, as soluções preconizadas são cada vez mais padronizadas, como se as economias dos países, os sistemas de protecção social e os salários fossem em todo o lado semelhantes. Claro que esta não é a realidade, mas todos temos de enfrentar os mesmos preços das matérias primas, dos produtos aos mesmos preços do mercado internacional e das consequências que derivam dos mercados de capitais perfeitamente globalizados.
As consequências para os portugueses, pelo menos para a grande maioria, têm sido um crecimento do desemprego, a diminuição dos salários reais, o aumento do trabalho precário, o aumento da inflação sempre superior aos cálculos dos governos, o aumento dos impostos, a saúde mais cara, a educação cada vez mais cara, e uma protecção social também mais frágil. Com tudo isto, e perante a inoperância dos governos na tarefa de proceder à redistribuição dos rendimentos, temos que Portugal tem o pior índice de justiça social dos membros da União Europeia, o que não há estatística que possa desmentir.
Numa sociedade injusta não há motivação nem esperança em melhores dias, mas há com certeza muita indignação, revolta e vontade de mudar, assim apareçam alternativas ou quem mobilize vontades para alterar este estado de coisas de um modo talvez mais radical e pouco ortodoxo.














