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domingo, fevereiro 22, 2026

VAMOS SER CÚMPLICES DE UM EVENTUAL ATAQUE AO IRÃO?

O Reino Unido não autorizou o uso das suas bases militares pelos americanos, devido às ameaças feitas por Trump de se preparar para atacar o Irão, o mesmo já tinha feito a Espanha, mas Portugal não toma posição sobre estea possibilidade.

Tanto Marcelo como Rangel refugiam-se no acordo existente com os EUA para a utilização da base das Lajes, sem nunca mencionarem o facto de que os EUA são obrigados a informar dos objectivos, pois a utilização da base para utilização do uso da força tem que ser autorizado por Portugal.

Quererá o governo e o presidente serem cúmplices na agressão ao Irão? 


 

terça-feira, novembro 13, 2012

O QUE É DOENTIO...



É simplesmente lamentável que Passos Coelho tenha afirmado que é doentio sublinhar tudo o que pode correr mal nesta caminhada para o equilíbrio financeiro.

De Angela Merkel a maioria dos portugueses não espera nada de bom, mas também não se esperava viesse dizer, nesta altura, que na política 50% é psicologia.

É doentio ver Passos Coelho submisso à chanceler alemã, evitando a todo o custo reconhecer que os portugueses já ultrapassaram a sua capacidade de sacrifício, só para agradar à dita. É doentio pensar-se que as dificuldades económicas que os portugueses passam se resolvem com uma qualquer dose de psicologia.

Enquanto Coelho e Merkel se elogiavam um ao outro, e afirmavam acreditar na receita de austeridade que tem vindo a ser seguida, a presidente do FMI vem dizer que aquela instituição procura uma “solução real” para a Grécia, e não uma solução rápida como a que até agora foi seguida, pois não solucionou os desequilíbrios do país.

É doentio não querer ver o que está mais do que evidente aos olhos de todos. Esta receita já se mostrou errada, e insistir no erro não demonstra inteligência.



sábado, dezembro 03, 2011

QUE CONSENSO NACIONAL?

É sabido que nós estamos inseridos numa Europa que nunca foi realmente sufragada pelos portugueses. Fizeram-se acordos e tratados sem nunca ser dada a voz ao povo e apesar de muitos nos terem prometido um referendo, quando chegou a oportunidade houve quem recuasse com desculpas de mau pagador.

Foi-nos prometida uma Europa de oportunidades, uma união entre países solidários, um espaço inclusivo onde todos tínhamos voto na matéria.

À partida fomos forçados a abdicar de posições na agricultura e nas pescas, a troco de fundos que diversos governos desperdiçaram, e alguns usaram para tudo menos para a modernização do tecido produtivo. A moeda única acabou por cegar os órgãos decisores e foi o que se viu com o crédito fácil e barato.

Chegadas as primeiras dificuldades foi fácil constatar a falta de solidariedade, traduzida nas “ajudas” a juros bem compensadores, e no auxílio tardio. Os países mais expostos à divida externa e com um tecido produtivo mais fraco estão praticamente de rastos, e a Alemanha e a França passam a tomar as decisões sempre em reuniões bilaterais.

Agora temos o nosso ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, a pedir consenso nacional sobre o novo tratado. Dá vontade de perguntar, que tratado? Um tratado que está a ser cozinhado apenas pela senhora Merkel e pelo senhor Sarkozy?

Não sei de que consenso fala Paulo Portas, nem sequer acredito que os portugueses venham a ser consultados sobre isso. Será que o consenso de que fala o ministro continuará a ser a obediência cega às ordens do directório franco-alemão?

Esta Europa não é a Europa dos cidadãos, e que se saiba os portugueses não elegeram nem a senhora Merkel nem o senhor Sarkozy, nem deram legitimidade ao nosso governo para tomarem decisões sobre um novo tratado. A Democracia tem destas coisas, que são os limites da legitimidade dos governos.

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Humor e Capital

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Foto - Parafusos Ferrugentos