Mostrar mensagens com a etiqueta Irrelevância. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Irrelevância. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, junho 25, 2021

A MINISTRA IRRELEVANTE

A ministra da Cultura, Graça Fonseca, demitiu com efeitos imediatos o director-geral do Património Cultural, Bernardo Alabaça, por considerar que a DGPC está "inoperacional".
 
Não sei onde tem estado a senhora ministra durante este tempo todo, porque a DGPC já está paralisada há muito tempo, sobretudo por falta de meios para sair da decadência e do marasmo que se tem prolongado pelas últimas décadas.
 
Uma ministra sem peso político, como Graça Fonseca, não consegue com que o todo poderoso ministro das Finanças abra os cordões à bolsa para se garantir sequer a manutenção dos edifícios e o pessoal que garanta um funcionamento minimamente aceitável dos serviços dependentes da DGPC. 
 
Casa onde não há pão...
 
Mais uma vez se percebe que os problemas deste Governo se resolvem com as demissões de pessoal inferior, porque os ministros se consideram a última bolachinha do pacote.

 


terça-feira, fevereiro 06, 2018

OS NEGÓCIOS E A CULTURA

Foi hoje inaugurada a exposição «Pessoa Todo arte es una forma de literatura» no Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofia, aqui na vizinha Espanha, com a presença do nosso 1º ministro e do Ministro da Cultura de Portugal.

A exposição de arte portuguesa é um motivo de orgulho e serve para dar mais visibilidade aos artistas portugueses e aos seus autores, o que merece bem o nosso aplauso.

É curioso que amanhã mesmo tenhamos em Portugal, mais concretamente no Convento de Mafra, uma reunião da Cotec, a Cotec Europe Summit 2018, com a presença do Presidente da República Italiana, o Presidente da República Portuguesa e do rei de Espanha, para mencionar apenas as mais altas individualidades que constam do programa .

Vai estar patente uma exposição dedicada às revoluções industriais no Convento de Mafra.

À atenção dos visitantes do Palácio Nacional de Mafra, convém salientar que nada disto se passará na zona do palácio, que estará normalmente aberto ao público como é habitual. 

Negócios e Cultura não coincidem, por cá, como aconteceu em Espanha, o que esteve bem à vista na inauguração da exposição do Museu Reina Sofia.

Pessoa por Almada Negreiros


terça-feira, fevereiro 04, 2014

SIMPLESMENTE CARICATO

Tudo na novela BPN correu mal para os contribuintes deste país, não só quando se decidiu nacionalizar aquela desgraça, mas também depois na administração do banco e na sua venda por um punhado de euros. A certa altura ficou-se com a impressão de que o sorvedouro de dinheiro tinha acabado, mas o caso da venda da colecção de quadros de Miró veio alertar para a continuação da sangria de dinheiros públicos.

Não bastava o modo desastrado como tem sido gerida a situação criada pela nacionalização do BPN, e temos agora outra trapalhada com 85 obras de Miró, que pertenciam anterior mente ao BPN e que o Estado português colocou à venda em Londres.

O irrelevante Barreto Xavier disse coisas que um secretário de Estado da Cultura nunca deveria sequer pronunciar, como “não é prioridade do Estado português”, a colecção Miró, ou que a culpa da não inventariação da colecção é do governo de Sócrates, ou pior ainda, que os quadros não pertenciam ao Estado, pois eram propriedade de duas entidades gestoras.

Barreto Xavier viria a colocar a cereja no topo do bolo (dos disparates), ao afirmar que “se quisermos ficar com as obras alguém vai ter que as pagar”, quando todos sabemos que os portugueses já pagaram, e bem caro, todo este caso BPN, e ainda continuamos a pagar como se soube pelo recente relatório da UTAU.


Tanta incompetência e tanta falta de respeito pelo Património que era sua obrigação proteger e rentabilizar, Barreto Xavier e Passos Coelho que é oficialmente tem a seu cargo a Cultura, deviam demitir-se, mas isso só acontece com pessoas com princípios, Cultura, e sentido de serviço público. 


quinta-feira, outubro 31, 2013

PASSOS NÃO É ESCUTADO PELA NSA



Com o escândalo das escutas ilegais feitas pelos EUA a diversos países na ordem do dia, foi curioso saber-se que Passos Coelho não se sentia alvo das ditas escutas. Sabemos que Portugal é um país pequeno e que o 1º ministro é perito em obedecer para além do que lhe pedem entidades estrangeiras, mas a sua convicção soou algo estranha na ocasião.

Não foi necessário esperar muito para tudo ficar claro, pois os EUA não demoraram a esclarecer que muitos dos países europeus colaboravam com a NSA na troca de informações, e pouco depois a própria NSA “deixou escapar” a informação de que Portugal está numa lista de 20 países com os quais mantém uma colaboração focada para a partilha de informações.

Acredito que Passos Coelho não tenha sido escutado, o que mostra a sua irrelevância, mas já não estou tão seguro de que outros portugueses não tenham sido escutados (vigiados), com ou sem a colaboração dos nossos serviços secretos.