sábado, janeiro 22, 2022
DÚVIDAS SOBRE A LEI ELEITORAL
sexta-feira, junho 18, 2021
EXCEPÇÕES MUITO PARTICULARES E ESTRANHAS
Em Portugal as excepções já começam a ser uma regra, muitas vezes são confusas e às vezes são mesmo incompreensíveis para o comum dos mortais.
A proibição de entrada e saída de pessoas da Área Metropolitana de Lisboa (AML) justificada pelo Governo para evitar a propagação a todo o país da infecção pela Covid-19, está cheia de excepções, e logo se levantaram muitas dúvidas sobre o que se podia ou não fazer, e dúvidas sobre a legalidade da resolução do Governo.
As dúvidas sobre a legalidade são suportadas pelo artigo da Constituição que diz textualmente: “Os órgãos de soberania não podem, conjunta ou separadamente, suspender o exercício dos direitos, liberdades e garantias, salvo em caso de estado de sítio ou de estado de emergência, declarados na forma prevista na Constituição.” Ora o que temos agora é uma resolução do Governo que se basearia na Lei de Bases da Protecção Civil, o que não estará em conformidade com o disposto na Lei Fundamental.
Não bastam as dúvidas constitucionais, pois as dúvidas alargam-se às excepções. Não dá para perceber que seja permitida aos residentes a saída da AML para ir para o estrangeiro e para as regiões autónomas (via aérea), mas não se pode ir para o Algarve, para Coimbra ou para o Porto. Os estrangeiros estão autorizados a entrar na AML por via aérea, e também podem entrar e sair da zona desde que se dirijam para outro local onde tenham o seu destino de férias ou residência.
Enfim, particularidades em que Portugal se tem especializado nos últimos anos. Marcelo já ignorou no passado recente a inconstitucionalidade das medidas deste Governo, será que vai continuar a fingir que não vê?
domingo, agosto 30, 2020
A FACA E O QUEIJO
Marcelo Rebelo de Sousa veio afirmar que ele é que tem “a faca e o queijo na mão” no que respeita a uma possível crise política, mas foi muito imprudente porque em Democracia “é o povo quem mais ordena”, normalmente nas urnas.
Na situação actual do país ninguém deseja crises políticas mas os recados do presidente devem ser para todos os partidos políticos, responsabilizando-os perante os portugueses, já que o detentor deste cargo não é presidente apenas duns, mas sim de todos.
O embaraço demonstrado perante uma senhora que o interpelou na Feira do livro, deu origem a mais outro tropeção do professor, que não tendo resposta para as queixas da cidadã, principalmente para a pergunta se conseguiria viver com o ordenado mínimo nacional, atirou para canto dizendo que a senhora devia convencer os portugueses a votarem noutro partido. Não senhor professor, assim fica-se na dúvida se o senhor está a fazer um favor a alguma outra formação partidária.
Quanto à Festa do Avante as declarações de Marcelo, "não há conhecimento atempado, não há clareza" no que respeita às medidas da Direção-Geral da Saúde (DGS) para a organização do evento, são esquisitas pois não consta que o presidente tenha tido conhecimento das medidas impostas pela mesma entidade para outros eventos realizados, alguns até com a presença do professor. Os exemplos das nossas praias, dos aeroportos onde nem a temperatura é controlada, e os espectáculos no Campo Pequeno devem ser tidos em consideração.
Ainda não começou o segundo mandato e os sinais já são bastante estranhos. Senhor presidente, a sua faca e o seu queijo são limitados no tempo, e quando o senhor se devia resguardar para poder potenciar acordos políticos, o senhor escolheu separar as águas o que ainda o vai deixar mais limitado na acção.



