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domingo, agosto 30, 2020

A FACA E O QUEIJO

 

Marcelo Rebelo de Sousa veio afirmar que ele é que tem “a faca e o queijo na mão” no que respeita a uma possível crise política, mas foi muito imprudente porque em Democracia “é o povo quem mais ordena”, normalmente nas urnas.

Na situação actual do país ninguém deseja crises políticas mas os recados do presidente devem ser para todos os partidos políticos, responsabilizando-os perante os portugueses, já que o detentor deste cargo não é presidente apenas duns, mas sim de todos.

O embaraço demonstrado perante uma senhora que o interpelou na Feira do livro, deu origem a mais outro tropeção do professor, que não tendo resposta para as queixas da cidadã, principalmente para a pergunta se conseguiria viver com o ordenado mínimo nacional, atirou para canto dizendo que a senhora devia convencer os portugueses a votarem noutro partido. Não senhor professor, assim fica-se na dúvida se o senhor está a fazer um favor a alguma outra formação partidária.

Quanto à Festa do Avante as declarações de Marcelo, "não há conhecimento atempado, não há clareza" no que respeita às medidas da Direção-Geral da Saúde (DGS) para a organização do evento, são esquisitas pois não consta que o presidente tenha tido conhecimento das medidas impostas pela mesma entidade para outros eventos realizados, alguns até com a presença do professor. Os exemplos das nossas praias, dos aeroportos onde nem a temperatura é controlada, e os espectáculos no Campo Pequeno devem ser tidos em consideração.

Ainda não começou o segundo mandato e os sinais já são bastante estranhos. Senhor presidente, a sua faca e o seu queijo são limitados no tempo, e quando o senhor se devia resguardar para poder potenciar acordos políticos, o senhor escolheu separar as águas o que ainda o vai deixar mais limitado na acção.


quarta-feira, abril 11, 2012

A ESCALADA DOS ASSALTOS

Portugal vive tempos difíceis resultantes de duas décadas de má governação, facto nunca admitido pelos actuais e antigos governantes que preferem atirar as culpas para os outros e para o povo, dizendo sem vergonha nenhuma que os portugueses viveram acima das suas possibilidades.

O resultado dos problemas económicos foi o pedido de ajuda internacional e o acordo com a troika, o que resultou num programa de austeridade que empobreceu a grande maioria dos portugueses.

Com muita gente na miséria ou perto dela, os assaltos aumentaram, apesar das estatísticas habituais que pretendem demonstrar o contrário daquilo que é evidente.

Mas a escalada dos assaltos existe também por parte do governo, que desde que tomou posse não deixou passar uma só semana sem anunciar uma medida gravosa para os bolsos dos portugueses, ou contra os seus direitos laborais e sociais.

Não é mais suportável este assalto constante e a instabilidade causada pelas contínuas medidas tomadas pelo governo. Os portugueses já não sabem com o que é que podem contar, nem têm certezas nenhumas quanto ao presente nem quanto ao seu futuro. É impossível projectar o futuro com esta falta de estabilidade, onde está sempre tudo em causa, desde o emprego, ao salário, aos impostos, ás reformas e à protecção social.

Este governo fomenta a instabilidade social e emocional dos portugueses merece ser contestado e destituído pois há muito que perdeu a legitimidade decorrente das eleições.

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Humor - Subida aos Céus

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Foto - Ar Feroz

sábado, agosto 09, 2008

PÃO E CIRCO

A política de pão e circo (panem et circenses), criada pelos romanos, previa o provimento de comida e diversão em detrimento da liberdade, com o objectivo de diminuir ou acabar com os conflitos. Nos nossos dias as preocupações sociais de muitos governantes ditos liberais também se resumem a isso, como se isso fosse sustentável.

Mais grave do que as pretensas preocupações sociais, é o facto de se aproveitarem as ocasiões de férias de grande parte da população mundial, ou eventos à escala global para tomarem decisões, e acções que mexem muito com a vida das pessoas ou até ameaçam a paz global, procurando assim tirar-lhes algum impacto.

À crise económica generalizada na Europa e na América do Norte, à crise alimentar em África e mesmo noutras paragens, à crise energética, aos conflitos no Médio Oriente que se estendem até ao Afeganistão, junta-se agora mais um conflito no Cáucaso onde a Rússia se recusa a abdicar da influência estratégica que já deteve e que o Ocidente pretende tomar.

Pode haver quem esteja anestesiado com os Jogos Olímpicos, desligado da realidade porque está de férias, mas as consequências deste somatório de crises e de conflitos vão ter impacto nas vidas de todos nós, a curto ou médio prazo.

Fotos Reuters



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Humor Poluído
Stephane Peray

Tab (Thomas Boldt)

sexta-feira, fevereiro 08, 2008

A EXPLOSÃO SOCIAL

Quando as condições sociais se deterioram num país, a paz social e a segurança de pessoas e bens correm o risco de ser postas em causa.
Em Portugal temos o desemprego num nível demasiado alto, a distribuição da riqueza é a pior da zona euro, os salários são dos mais baixos, o trabalho precário atingiu níveis dos mais elevados da Europa, os cuidados de saúde são maus, a educação não encontra rumo com as constantes alterações, os níveis de confiança nos políticos vão de mal a pior, e a confiança na economia e na melhoria do nível de vida estão no seu pior nível.
As condições com que os portugueses são confrontados são muito más, e os sacrifícios pedidos desde há alguns anos não nos levaram a melhorias nenhumas, sendo claro para todos que apenas os ricos se encontram mais ricos e que os pobres estão cada vez mais pobres e são cada vez mais.
No campo político temos os dois maiores partidos com ideias muito semelhantes, não se descortinam diferenças significativas nem no discurso nem na sua acção, estando até em curso negociações para uma maior hegemonia e marginalização dos restantes partidos, pelo que as alternativas já não estão nos partidos, incapazes de se regenerarem e de ganhar a confiança dos cidadãos. A Democracia assente neste sistema, está definitivamente em risco.
Não foi por acaso que o general Garcia Leandro, responsável pelo Observatório de Segurança lançou o alerta num artigo de opinião no semanário Expresso. A indignação existe, o desencanto também, em alguns casos já há revolta e os responsáveis políticos teimam em deitar achas para a fogueira, dando a sensação de ser insensíveis às dificuldades do povo, pretendendo fazer-nos crer que não há motivos para alarme e que o país está bem e recomenda-se.
A indignação e os sentimentos de revolta são genuínos e estão um pouco por todo o lado, pelo que não será assobiando para o lado que se resolvem assuntos desta natureza, numa altura em que o custo de vida ameaça disparar e a economia desacelerar. Cuidem-se os que pintam o país em tons rosados ou alaranjados, porque o caso é demasiado sério para se desprezarem os sinais, ou perder tempo.

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Semelhanças, ou diferenças?

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Fotografias "In Red"

Larisssa80

Larisssa80

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Caricaturas

Santana by Ismael Roldan



Dalcio