sábado, março 24, 2007

A GESTÃO DO PATRIMÓNIO

Uma discussão de muitos anos e sem solução à vista é o modelo de gestão a adoptar para os diferentes tipos de museus, palácios e monumentos. Para quem conhece o meio esta questão é sensível e necessita de ser resolvida.
Alguns museus e monumentos nacionais reunem duas condições que apontam para outro tipo de gestão, referimo-me em concreto à sua importância histórica (ou arquitectónica) ou à relevância do seu espólio, em conjunto com a procura por parte do público pelas mais variadas razões. Sobre estes serviços é exercida uma grande pressão derivada da intensidade da procura, que tem de ter quase sempre uma resposta imediata sob pena decausar inconvenientes notados pelo público e que afectam a imagem do próprio país.
Eu sei que para a maioria dos cidadãos isto pode parecer um tanto alarmista, mas posso exemplificar alguns inconvenientes da situação actual. A verificar-se uma avaria nos autoclismos do público, é muitas vezes necessário esperar-se semanas para que seja autorizada a sua reparação, razão pela qual por vezes há encerramentos totais dos sanitários de alguns serviços. Se por acaso houver um simples curto-circuito por alguma razão, todo o sector afectado pode ficar desligado durante dias, enquanto não for autorizado o seu arranjo.
Tudo isto pode parecer caricato e absurdo, mas é uma realidade constante e que se tem vindo a agravar nos últimos tempos, por falta de alguma autonomia dos serviços que nem em casos desta natureza podem decidir com presteza. Podemos questionar graus de autonomia e capacidade de decisão em algumas áreas, o que não é suportável é a ausência total de autonomia e a necessidade constante de se ter de pedir, a expressão mais própria sería “quase implorar”, tudo e mais alguma coisa, até as condições mínimas para apenas manter os serviços abertos ao público.
O planeamento prévio deve estabelecer os objectivos proporcionar os meios adequados à responsabilização das chefias que terão assim que demonstrar as sua capacidades de gestão.

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Foto
Mikhail Pozdnyakov
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Humor Internacional

2 comentários:

Zé Povinho disse...

Acho que tem razão. Meios proporcionais aos objectivos e resposabilização das chefias, mas será que elas querem todas isso? É que a falta de meios é a desculpa ideal para quem não gosta de ser responsabilizado.
Abraço

Aninhas disse...

Directors com capacidades de gestão? Pode ser, mas não creio que haja muitos com jeito ou vocação para tal