Mostrar mensagens com a etiqueta Museu. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Museu. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, junho 02, 2022

O NOVO MUSEU DO TESOURO REAL

Com a inauguração do Museu do Tesouro Real muita gente sentiu vontade de o visitar, sobretudo pela curiosidade em ver as jóias que a realeza portuguesa foi ostentando ao longo dos tempos, mesmo sabendo-se que em certas alturas os cofres estavam vazios.
 
Como sempre acontecerá uns vão gostar, outros nem tanto, e alguns vão simplesmente criticar, que é um desporto nacional.
 
Ainda não visitei o novo museu, aguardo uma oportunidade de o fazer em breve, mas já fui consultar algumas opiniões que se podem ler um pouco por todo o lado, e houve uma que me deixou de queixo caído, por ter tido origem um cidadão que se auto-intitula de guia local (?) que diz: "Um museu novo, mas que já nasceu antigo. Mais um ponto de celebração do colonialismo, como se já não houvesse o suficiente em Lisboa."
 
Eu não me fio demasiado nas opiniões dos outros, prefiro sempre fazer a minha apreciação, mas não ignorei várias opiniões sobre a segurança do museu, que espero seja boa. A imagem abaixo é apenas um cartoon divertido que decidi partilhar.
 

Cartoon de Aidarbek Gazizov

 

sexta-feira, julho 27, 2018

MAIS UM MUSEU EM BELÉM


Pelos vistos vai nascer em Lisboa mais um museu, agora de iniciativa privada, que pretende utilizar a designação de “Quake – Centro do Terramoto de Lisboa”. Para já existem algumas dúvidas na Assembleia Municipal, creio que pela cedência do terreno, pela C. M. de Lisboa, num local junto ao Museu dos Coches.


Pelo que li sobre o projecto deste museu, mais parece um parque de diversões, cujo tema são os acontecimentos do dia 1 de Novembro de 1755, que resultaram na destruição da zona ribeirinha de Lisboa.


O diabo nestas questões, está sempre nos detalhes, e esses ainda não são conhecidos, mas que nos dizem que serão da responsabilidade, de técnicos na matéria.


Nada me move contra a iniciativa privada, mas a escolha desta zona para a implantação do museu/parque de diversões, é muito discutível, e não creio que tenha tido em conta o interesse público (de aliviar a pressão turística duma zona já saturada), mas é apenas a minha opinião.



sexta-feira, junho 22, 2018

MUSEU DAS DESCOBERTAS AINDA MEXE

Já manifestei a minha opinião sobre a polémica em torno da escolha deste nome para um possível/futuro museu, afirmando que o maior problema, para mim, é desconhecer o espólio do mesmo e a mensagem que se pretende transmitir, e não o nome, porque aí só existe a diferença entre o real significado das palavras “Descobertas” ou “Descobrimentos” e a interpretação de alguns, com a qual não concordo.

Agora surgiu no Público uma carta com vários subscritores, que parecem ter em comum o facto de serem afrodescendentes, e que se insurgem contra este museu.

Não tenho nada contra a opinião dos outros, só porque discordo deles, mas acho que não vinha a propósito a cor da pele, mencionada na carta, nem achei legítimas afirmações como a de estarem por isso “excluídos do corpo nacional”, por esse motivo, quando são livres (como se viu) de expressar as suas opiniões. Também não percebi a frase “não aceitamos um Museu construído sobre os ombros do silenciamento da nossa História…”, pois fiquei sem perceber se estão a expressar-se enquanto portugueses ou enquanto estrangeiros.


Quanto à exigência dum Museu do Colonialismo, da Escravatura ou da Resistência Negra, acho que é uma exigência estranha, já que o Museu das Descobertas, a existir, deverá abarcar o tema e as suas consequências, agradáveis e menos agradáveis, sempre de acordo com fontes históricas, pois só assim o concebo.

Imagem do Público 22/06/2018

domingo, maio 27, 2018

DESCOBERTAS, DESCOBRIMENTOS, A VIAGEM E O BOCEJO

A polémica sobre o nome do museu que teria como mote os descobrimentos portugueses, leia-se descobrimento dos caminhos marítimos para... , tem sido tão tola que tem sido motivo de inúmeras anedotas, algumas até da autoria de alguns vultos do nosso panorama cultural.

Hoje recebi um link para uma notícia onde o edil de Lisboa anuncia um novo nome, " A Viagem", procurando assim não ferir susceptibilidades, especialmente dos povos longínquos onde aportámos nos idos séculos XVI, e XVII.

As críticas que acompanhavam a informação sugeriam que "A Viagem" não foi de turismo (que seria condenável, de qualquer modo), podia ser de cariz comercial (e aí temos que considerar os espoliados e os escravos), ou até podia ser motivada por intuitos religiosos (o que para gente de outros credos terá sido uma violência). 

Não há como fugir às críticas nesta matéria, creio eu, e o único nome verdadeiramente indiscutível seria " Museu da Descoberta dos Caminhos Marítimos pelos Portugueses. 

Este assunto é chato para caramba, e já enjoa!


segunda-feira, novembro 06, 2017

MUSEUS – RECLAMAÇÕES MAIS HABITUAIS

Fala-se muito de visitas a museus, palácios e monumentos, do encantamento e das desilusões dos visitantes, dos preços dos bilhetes, das gratuitidades, e de muitas outras coisas, mas nem sempre nos debruçamos sobre o que dizem os visitantes durante as visitas, talvez porque os seus responsáveis não encontram tempo para falar com o público.

Uma das grandes dificuldades encontradas pelos visitantes é a de encontrar informações fidedignas quando programam as suas deslocações, uns porque não vão aos sítios oficiais dos locais a visitar, outros porque confiam em roteiros de anos anteriores. Deixei para segundo plano a ineficácia de quem gere as informações online dos serviços que muitas vezes não prestam muita atenção às alterações e não as anunciam com a antecedência devida.

Outra grave lacuna que aborrece qualquer visitante é a falta de indicações simples, à entrada dos museus, palácios e monumentos, sobre horários, preços e serviços como bilheteiras, lojas, wc’s, cafetarias, acessibilidades, ou locais de descanso.

Durante a visita não há nada mais desagradável do que a falta de indicações sobre o percurso recomendado, sobre as salas, colecções ou objectos, que deixam os visitantes às aranhas e sem possibilidade de aproveitamento devido da visita. Claro que nem dou grande relevo às condições do edifício (limpeza, preservação e conservação), ao modo como estão dispostas as colecções, e aos cuidados com a segurança das instalações, dos visitantes e dos funcionários, de que tenho falado.


Existem coisas que só se conseguem perceber verdadeiramente no contacto directo com os visitantes ou na audição de quem com eles interage diariamente, e isso não é feito pelos responsáveis dos museus, palácios e monumentos, que se contentam com inquéritos programados e com perguntas por eles selecionadas, a que responde geralmente um público mais disponível a perder tempo a ajudar, mais culto e mais conhecedor, que não representa outros públicos, menos conhecedores, menos disponíveis e mais numerosos.


sexta-feira, junho 16, 2017

O NOVO MUSEU DOS COCHES (RENOVADO)

Fui um crítico deste novo museu, e embora ainda não esteja rendido a este espaço que continua a demonstrar algumas fragilidades em aspectos de segurança, especialmente no que respeita a pessoas com mobilidade reduzida, tenho que reconhecer que existem alguns progressos.

Falando de progressos registe-se que existe mais informação, não só nos monitores (poucos), mas também nas próprias barreiras divisórias e na aplicação disponível, que contudo não correu com recurso ao Wi-Fi.

Registe-se que vi, por duas vezes em meia hora, funcionários a chamar à atenção a visitantes de que as barreiras não eram para ultrapassar. 

0
0
0

sexta-feira, outubro 07, 2016

O MATT E AS POLÉMICAS

A inauguração do MAAT suscitou muitas críticas e muitos comentários de todo o tipo, e o consenso não existe, até porque é uma obra encomendada pela EDP, que não é propriamente muito amada por estes dias pelos consumidores nacionais de energia.

A obra terá tido um custo de 20 milhões de euros, e o projecto foi encomendado a uma arquitecta estrangeira (britânica), factos que mereceram os maiores reparos. Se o custo da obra nos atira para o preço da energia, o projecto leva-nos a recordar um projecto da iraniana Zaha Hadid, recentemente falecida.

O facto que mais tem interessado as pessoas do meio tem sido a ausência de conteúdos, que talvez explique o facto das entradas continuarem a ser gratuitas até Março.

Projecto de Zaha Hadid

MAAT

sábado, março 12, 2016

GRÃO VASCO



No centenário do Museu com o seu nome, em Viseu, recordo aqui um painel do antigo retábulo da capela-mor da Sé de Viseu, encomendado no princípio do século XVI por incumbência do bispo D. Fernando Gonçalves de Miranda, que hesitou em fazer a encomenda à Flandres, a ser executado em prata ou em pintura.

A autoria deste painel, que faz parte dum retábulo de que se conhecem 15 painéis, é atribuída a Francisco Henriques e Vasco Fernandes, este último conhecido como Grão Vasco.


Painel da Anunciação 

Pormenor

quarta-feira, maio 16, 2012

A ARTE DO EXCREMENTO

Diz-se que há gostos para tudo e também que há artistas excêntricos, mas não creio que mesmo fazendo jus a estas afirmações me tivesse alguma vez passado pela cabeça que houvesse uma atracção num museu semelhante à que está num museu australiano. 

No Museu de Arte Antiga e Moderna, localizado na Tasmânia, descrito por muitos como uma “Disneylândia subversiva para adultos”, está exposta uma máquina de fazer excrementos, da autoria do belga Wim Delvoye. 

Não vos vou descrever a obra de arte, porque isso vem na notícia do Correio da Manhã, mas também não resisto à vulgaridade da classificação desta obra: é uma obra-prima de merda! 

««« - »»»
Imagem Florida

««« - »»»
Humor Explosivo

sexta-feira, julho 30, 2010

ORIGINALIDADES DA CULTURA

Na véspera da inauguração do Museu do Côa ficou a saber-se que que foi aprovado um decreto que criou uma fundação para gerir e coordenar o museu e o Parque do Côa.

A Côa Parque – Fundação para a Salvaguarda e Valorização do Vale do Côa, será uma entidade com uma estrutura de gestão onde estarão representados, a administração central, e a administração local, aberta à participação de outros agente locais e demais parceiros interessados.

Tudo isto parece ainda demasiado vago, e teme-se que venha a ser algo tão pouco claro como a Parques de Sintra – Monte da Lua, apenas com a diferença que esta é uma sociedade anónima de capitais públicos, que parece não prestar contas a ninguém, nem mesmo ao Ministério da Cultura, apesar de este fazer parte da sociedade, como sócio minoritário.

Veremos se os próximos dias nos trazem notícias que clarifiquem um pouco esta situação.



««« - »»»
Fotos - Escadas
Stairs by Martin Neuss

Stairs4 by Martin Neuss

««« - »»»
Humor do Quino