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sábado, março 20, 2010

NO PAÍS DOS ESTUDOS

Neste país existem sempre estudos para justificar o que se fez ou para nos convencer do que se vai fazer. Regra geral os estudos são encomendados, e naturalmente pagos, pelas entidades a quem o estudo dá imenso jeito.

Existe sempre à mão de quem necessita dum “estudo”, uma empresa de consultores, ou um especialista que é autoridade na matéria, naturalmente independente.

As conclusões, sempre favoráveis a quem de facto interessam os estudos, podem ser um perfeito embuste, mas são sempre “independentes” e da autoria de “sábios".

Recentemente a GALP encomendou um estudo que concluiu que os preços dos combustíveis em Portugal estão em linha com os praticados na União Europeia, e que se há distorções são da responsabilidade da carga fiscal. Acredite quem quiser, porque sabemos que à saída da refinação já temos um preço dos mais altos da Europa.

Mas o que desacredita o “estudo” não é apenas esta fantástica conclusão, mas sim o facto de Augusto Mateus ter sido governante na pasta da economia dum governo socialista, sendo também um defensor do pagamento destes impostos e ainda do pagamento de portagens.

Haja quem me explique para onde vão o imposto que paguei pelo meu automóvel, desde que o comprei até hoje, mais os incluídos no preço dos combustíveis, pelo direito a circular, além do que pago nas muitíssimas portagens plantadas em todas as estradas dignas desse nome. Sinto-me mais do que “espremido” pelos impostos e pela GALP que me vende a gasolina mais cara aqui, do que se a comprar em Espanha em qualquer posto da mesma companhia.



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Humor - O caminho da Morte

sexta-feira, agosto 07, 2009

O QUE É CONCORRÊNCIA?

Não é para admirar ouvir da boca do ministro das Finanças o reafirmar da confiança depositada na Autoridade da Concorrência (AdC) afinal também compete ao Ministério da Finanças manter a vigilância sobre o mercado, avaliar as posições predominantes e as distorções que um quase monopólio pode gerar.

Apesar da compreensão, não consigo concordar com a avaliação positiva dos preços no mercado de combustíveis, quando é óbvio que existe uma dualidade de critérios e actuação, um utilizado quando o crude aumenta outro quando ele baixa. A velocidade com que as alterações de preço se verificam são reproduzidas muito mais rapidamente quando a matéria-prima aumenta de custo, do que quando baixa, e isso não há fórmula nenhuma que o justifique.

Percebo que Teixeira dos Santos se coloque à margem dos preços dos combustíveis e que atire a responsabilidade para a AdC, ao mesmo tempo que reitera a sua confiança na competência técnica deste organismo, porque afinal os cofre do Estado também beneficiam de algum modo dos preços mais altos, porque é sobre eles que incide também a carga fiscal.

Teixeira dos Santos está satisfeito e fiquei com a sensação de que GALP, ou pelo menos o seu CEO, não está assim tão satisfeito porque já veio afirmar que os preços dos combustíveis vão aumentar, sendo óbvio que agora já não diz que os portugueses vão beneficiar ao nível do preço dos combustíveis devido à posição que a GALP tem nos poços do Brasil.

Estas coisas são mesmo assim! Os números e os lucros falam mais alto, e a memória é sempre uma grande chatice.

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quinta-feira, setembro 18, 2008

COMBUSTÍVEIS – FRASES SOLTAS

"Estou preparado para tomar toda e qualquer medida em defesa dos consumidores"

Manuel Pinho (ME)

«O analista considera difícil que o ministro "tenha uma medida prática que possa tomar", à excepção da baixa do ISP (Imposto sobre os Produtos Petrolíferos) e da fixação dos preços administrativamente.

Contudo, a descida dos impostos não é desejável para os cofres do Estado e fixar os preços administrativamente é "recuar quatro anos" na liberalização do mercado, defendeu.»

Pedro Morais (ESR)

Uma intervenção no mercado liberalizado é também recusada pelo secretário-geral da Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas (APETRO), José Horta, que afirma que o primeiro-ministro garantiu "há dois anos que não interviria no preço dos combustíveis".

Lusa

O analista financeiro da IMF - Informação de Mercados Financeiros, Ricardo Marques, afirmou à Lusa não se pronunciar sobre "medidas políticas", mas considera que as petrolíferas usam fórmulas de cálculo diferentes na subida e na descida dos preços dos produtos.

"Há claramente uma política comercial que não me parece que seja igual nas subidas e nas descidas, baseada na cotação dos produtos refinados em euros", afirmou.

Lusa




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