quinta-feira, setembro 22, 2022
A TRISTE REALIDADE NESTE PAÍS...
domingo, setembro 30, 2012
AGENDA POLÍTICA
segunda-feira, abril 09, 2012
PREOCUPAÇÕES SOCIAIS
O actual governo mostra ser um executivo completamente de direita, ultraliberal e completamente alheio às dificuldades dos mais desfavorecidos.
O saldo da Segurança Social, o menor dos últimos 30 anos, é apenas mais um resultado das políticas dum executivo para quem as finanças são mais importantes do que as pessoas.
Imagine-se só como estariam as contas da Segurança Social se o Estado em vez de enterrar diversos milhares de milhões no BPN, os tivesse investido no financiamento da Segurança Social. Se a Caixa Geral de Depósitos não tivesse emprestado dinheiro a diversos investidores para lançarem uma OPA sobre outro banco que agora tem acções que valem pouco mais de 10 cêntimos.
Também vale a pena equacionar a possibilidade de investir em políticas activas de emprego em vez de ficar como garante do financiamento da banca privada. Quanto se pouparia ao erário público se o argumento de emergência nacional fosse utilizado para renegociar as parcerias público privadas em vez do corte dos subsídios dos funcionários públicos e pensionistas, que têm reflexos imediatos na actividade económica e no arrecadar de impostos.
Não é necessário ser-se um grande economista para encontrar alternativas às políticas deste governo, e o exemplo do garoto que indicou uma forma prática para a Grécia sair do euro sem grandes convulsões, está aí para o demonstrar.
As preocupações sociais não se anunciam, demonstram-se quando é mais necessário, e os tempos são de necessidade.

quarta-feira, janeiro 25, 2012
O ESFORÇO E A RAZOABILIDADE
A austeridade que significa cortes nos rendimentos do trabalho e prestações sociais e na perda de direitos laborais e sociais que todos julgavam adquiridos há muito. O que muitos se preguntam é se os esforços estão bem distribuídos, e se este é o caminho correcto para dar saúde à nossa economia.
A propósito da justa distribuição dos esforços pedidos, talvez seja oportuno recordar algumas notícias recentes como aquela em se concluiu que a maioria dos carros de luxo foi paga a pronto pagamento, a outra sobre as reformas de Cavaco Silva que não dão para pagar as despesas (e ele diz-se poupado), ou a deslocalização fiscal da holding da Jerónimo Martins.
A equidade nos esforços é uma miragem e as desigualdades são cada vez maiores. Sobre este tema talvez se deva ter em atenção o recente discurso de Barak Obama.
Falando do caminho correcto para a saída da crise, já nem o FMI acredita que este seja o caminho, pois é por demais evidente que sem crescimento só se agravará a crise. Já são conhecidas posições internacionais de condenação do valor do ordenado mínimo nacional, e nem o Nobel, Stiglitz , se eximiu de criticar a diminuição dos salários nesta ocasião.
sexta-feira, maio 23, 2008
SOMOS QUASE CAMPEÕES
O nosso governo pode não gostar das notícias, e até as pode vir contestar, mas Bruxelas vem afirmar peremptoriamente que Portugal é campeão de desigualdades sociais. Logo apareceu um ministro a tentar apagar o fogo, dizendo que os dados eram de 2004, mas não tardou a Comissão a vir reiterar o que tinha dito, e a nuance era de que havia agora um país pior que Portugal, mas as desigualdades continuavam a manter-se. Por isso sempre subimos ao pódio, demonstrando que estamos no pelotão da frente.
Como curiosidade temos que a República Checa, com um PIB idêntico ao nosso, apresenta uma taxa de crescimento maior, e tem um desempenho em termos de distribuição de riqueza, muito superior ao nosso. Afinal até os países do alargamento, que partiram de um patamar mais baixo, conseguiram em pouco tempo ultrapassar-nos.
Os senhores políticos, e os senhores empresários, talvez possam agora meditar com profundidade, e concluir o que sempre foi óbvio para mim, que o problema está na governação, na liderança, e na organização, e não do lado do factor trabalho como têm vindo a teimar desde há muito. Por aí não há mais por onde cortar, as desigualdades já são por demais evidentes e gritantes, e a continuar com estas práticas a insegurança aumentará e a revolta cairá, mais cedo ou mais tarde, nas ruas.








