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quinta-feira, setembro 22, 2022

A TRISTE REALIDADE NESTE PAÍS...

Não sou um grande adepto das sondagens mas vivo no mundo real, contacto com bastantes pessoas e sei que a vida está difícil para muita gente, até porque grande parte dos salários é muito baixa e das pensões nem é preciso dizer nada, pelo que ouço muitas conversas sobre as dificuldades das pessoas.
 
Os baixos rendimentos, a inflação, e o preço das casas (aluguer ou prestações) são um tema obrigatório. A ida ao mercado ou ao supermercado dá sempre para registar aumentos de preços, a chefa das contas dá sempre dores de cabeça, e o dia de se receber o vencimento ou a pensão é sempre ansiado, mas depois fazem-se as contas e nesse mesmo dia fica-se teso.
 
Alguns ainda podem cortar alguma coisa extra, outros são obrigados a cortar na alimentação e nos medicamentos, e outros deixam de participar nas tertúlias pois nãp suportam a vergonha de estar na miséria.
 
Esta realidade passa muito ao lado de quem está no poder e tem o poder de decidir...



 

domingo, setembro 30, 2012

AGENDA POLÍTICA


Uma das coisas que mais custa a engolir por parte daqueles que votaram PSD/CDS é o facto de existir uma agenda política, caracterizada pela defesa de quem já tem muito em detrimento de quem tem pouco, que é a maioria dos portugueses.

A velha dicotomia capital/trabalho está bem presente na accção política deste governo, que tudo tem feito para transferir dinheiro do factor trabalho para o do capital, como foi bem patente com aquela trapalhada da TSU. Podia também falar no agravamento do IRS e nos benefícios fiscais a grandes empresas, mas é apenas mais uma redundância.

Um dos exemplos que está na ordem do dia é o do carros de alta cilindrada, daqueles que passeiam os membros do governo, que por acaso continuam a ter uma grande procura, pelos ministérios e pelos grandes grupos económicos, e onde o Estado perde 1440 euros por cada viatura, em impostos.

A raia miúda paga para que os traseiros de quem muito tem, se possam passear em viaturas de alta cilindrada, enquanto a maioria dos portugueses conta os tostões que resultam do seu trabalho, ou da sua reforma, caso sejam ainda dos que não fazem parte da larga legião dos que nem trabalho têm.

Com mais medidas de austeridade no horizonte talvez seja altura dos portugueses se questionarem se querem continuar a ser "espremidos" enquanto outros continuam a ser poupados ao esforço e à contenção.

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Fotografia by Palaciano

segunda-feira, abril 09, 2012

PREOCUPAÇÕES SOCIAIS

O actual governo mostra ser um executivo completamente de direita, ultraliberal e completamente alheio às dificuldades dos mais desfavorecidos.

O saldo da Segurança Social, o menor dos últimos 30 anos, é apenas mais um resultado das políticas dum executivo para quem as finanças são mais importantes do que as pessoas.

Imagine-se só como estariam as contas da Segurança Social se o Estado em vez de enterrar diversos milhares de milhões no BPN, os tivesse investido no financiamento da Segurança Social. Se a Caixa Geral de Depósitos não tivesse emprestado dinheiro a diversos investidores para lançarem uma OPA sobre outro banco que agora tem acções que valem pouco mais de 10 cêntimos.

Também vale a pena equacionar a possibilidade de investir em políticas activas de emprego em vez de ficar como garante do financiamento da banca privada. Quanto se pouparia ao erário público se o argumento de emergência nacional fosse utilizado para renegociar as parcerias público privadas em vez do corte dos subsídios dos funcionários públicos e pensionistas, que têm reflexos imediatos na actividade económica e no arrecadar de impostos.

Não é necessário ser-se um grande economista para encontrar alternativas às políticas deste governo, e o exemplo do garoto que indicou uma forma prática para a Grécia sair do euro sem grandes convulsões, está aí para o demonstrar.

As preocupações sociais não se anunciam, demonstram-se quando é mais necessário, e os tempos são de necessidade.

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Imagem - A Fome

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Humor - Coelhos da Cartola

quarta-feira, janeiro 25, 2012

O ESFORÇO E A RAZOABILIDADE

Este ano vai ser caracterizado pelo “colossal” esforço pedido aos portugueses, que estão a pagar a austeridade imposta pelo governo.

A austeridade que significa cortes nos rendimentos do trabalho e prestações sociais e na perda de direitos laborais e sociais que todos julgavam adquiridos há muito. O que muitos se preguntam é se os esforços estão bem distribuídos, e se este é o caminho correcto para dar saúde à nossa economia.

A propósito da justa distribuição dos esforços pedidos, talvez seja oportuno recordar algumas notícias recentes como aquela em se concluiu que a maioria dos carros de luxo foi paga a pronto pagamento, a outra sobre as reformas de Cavaco Silva que não dão para pagar as despesas (e ele diz-se poupado), ou a deslocalização fiscal da holding da Jerónimo Martins.

A equidade nos esforços é uma miragem e as desigualdades são cada vez maiores. Sobre este tema talvez se deva ter em atenção o recente discurso de Barak Obama.

Falando do caminho correcto para a saída da crise, já nem o FMI acredita que este seja o caminho, pois é por demais evidente que sem crescimento só se agravará a crise. Já são conhecidas posições internacionais de condenação do valor do ordenado mínimo nacional, e nem o Nobel, Stiglitz , se eximiu de criticar a diminuição dos salários nesta ocasião.


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Foto Amarelinha
By Palaciano

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Humor Idoso

sexta-feira, maio 23, 2008

SOMOS QUASE CAMPEÕES

Depois de tantos nos dizerem que Portugal estava no pelotão da frente e que de país da tanga tínhamos passado a ter resolvido o problema do défice, eis que o nunca acreditámos afinal se revela verdadeiro: estamos no pódio.

O nosso governo pode não gostar das notícias, e até as pode vir contestar, mas Bruxelas vem afirmar peremptoriamente que Portugal é campeão de desigualdades sociais. Logo apareceu um ministro a tentar apagar o fogo, dizendo que os dados eram de 2004, mas não tardou a Comissão a vir reiterar o que tinha dito, e a nuance era de que havia agora um país pior que Portugal, mas as desigualdades continuavam a manter-se. Por isso sempre subimos ao pódio, demonstrando que estamos no pelotão da frente.

Como curiosidade temos que a República Checa, com um PIB idêntico ao nosso, apresenta uma taxa de crescimento maior, e tem um desempenho em termos de distribuição de riqueza, muito superior ao nosso. Afinal até os países do alargamento, que partiram de um patamar mais baixo, conseguiram em pouco tempo ultrapassar-nos.

Os senhores políticos, e os senhores empresários, talvez possam agora meditar com profundidade, e concluir o que sempre foi óbvio para mim, que o problema está na governação, na liderança, e na organização, e não do lado do factor trabalho como têm vindo a teimar desde há muito. Por aí não há mais por onde cortar, as desigualdades já são por demais evidentes e gritantes, e a continuar com estas práticas a insegurança aumentará e a revolta cairá, mais cedo ou mais tarde, nas ruas.

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Oferta da São
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Fotos - Estão Entre Nós

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Alien Idol by DestinationCreation

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Humor do Brasil

Junião

Junião

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