Mostrar mensagens com a etiqueta Enganos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Enganos. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, setembro 05, 2022

ANDAM A ENGANAR-NOS

O governo de maioria do PS tem andado a faltar à verdade aos portugueses em várias formas e matérias, muitas vezes sem com isso ser confrontado quer pela oposição, quer pela comunicação social.

Começando pela redução do IVA nos produtos energéticos, quem não se lembra de ouvir governantes a dizer que isso não podia ser feito porque a UE não o permitia, mas como a mentira tem perna curta, passados uns meses vários países já baixaram o IVA nestes produtos e não se ouviu nenhuma rejeição por parte da Europa.

Governantes, incluindo o 1º ministro, e outros ligados ao PS foram contra taxar ganhos extraordinários das energéticas dizendo que já eram suficientemente taxadas, mas outros países fizeram-no (mesmo com impostos mais altos que os nossos), e até o FMI o aconselhou e agora veio insistir nessa taxação.

Com a ajuda do governador do BP, e pela voz de membros do governo era considerado que aumentos extraordinários ou ajudas mais robustas para obviar ao aumento da inflação eram medidas que só viriam a fazer a inflação subir ainda mais, ainda que as suas causas não residissem nos rendimentos do trabalho, mas sim numa guerra. Afinal vários países já deram ajudas substanciais a privados e empresas (alguns vão no 3º pacote), e mundo não implodiu.

A propaganda do PS fez quase todo o Portugal acreditar que o governo tinha dado um aumento extraordinário aos reformados e pensionistas no valor de 10€, nunca esclarecendo publicamente durante toda essa campanha, e mesmo depois, que a esses 10€ seriam subtraídos os aumentos efectuados a partir de Janeiro.

Mentindo ou omitindo o governo enganou muita gente e nunca pediu desculpas ou veio dar explicações sobre estes enganos. Governar não se pode basear no engano…


 

domingo, novembro 24, 2019

NO REINO DA ALDRABICE


Portugal continua a ser um país virtual, em que aquilo que consta não bate certo com a realidade do dia-a-dia dos seus habitantes.

Os patrões acham que um ordenado mínimo nacional de 635€ podem ser factor desequilibrador para muitas pequenas e médias empresas nacionais, o que poderia ser prejudicial para muitos trabalhadores dessas empresas. É curioso que num país onde a maioria das 1,2 milhões de empresas nacionais não apresentam lucros, e os seu donos e gestores andam em carros topo de gama, o que não bate muito certo, bem como a baixa produtividade, que com dados martelados só pode mesmo ser baixa.

O Estado que devia ser o exemplo para todos, promete aumentos que deviam cobrir a inflação, afinal use dados de anos anteriores, como se os custos se mantivessem ao nível do modelo utilizado. Também convém recordar que os salários da função pública estão congelados desde 2009, sim, há dez anos.

Se os políticos (e os governantes são políticos), e os patrões usam destes estratagemas para iludir quem trabalha, então é licito dizer que vivemos num país dominado por aldrabões, tanto na política como no patronato.

 


segunda-feira, outubro 21, 2019

O PORTUGAL DE SUCESSO


No tempo de Cavaco Silva falava-se do Portugal de sucesso e dos empresários de sucesso, e viu-se o resultado disso quando os dinheiros de Bruxelas começaram a minguar. Nos novos tempos dos governos de António Costa temos uma nova era sem recessão e sem aperto do cinto, mas os rendimentos da maioria dos portugueses não recuperou ainda dos anos maus de 2008 a 2014.

Hoje temos um país envelhecido, com poucos estudos, com uma taxa de natalidade que nos coloca na cauda Europa, e ao mesmo tempo com uma disparidade de rendimentos entre os mais ricos e os mais pobres que coloca o país no fundo da tabela da Justiça Social.

Gastamos mais do rendimento das famílias em cuidados de saúde do que a maioria dos países europeus, em contraste com os baixos salários auferidos, e temos uma taxa negativa no que se refere a óbitos e nascimentos, o que diz muito sobre a falta de optimismo dos jovens quanto ao seu futuro.

Conheço bem o argumento da fraca produtividade, mas será que ainda há quem desconheça qual é a causa da baixa produtividade dos portugueses em Portugal? Porque será que noutras partes do mundo os trabalhadores portugueses são apreciados exactamente pela sua produtividade?

Uma classe de patrões gananciosos, de altas chefias que acham que todos os méritos são deles, de governantes que anseiam por altos cargos nas maiores empresas com salários pornográficos, deitam de rastos a economia de Portugal, mas há quem não queira ver, quem finja que não percebe, e os que andam alegremente enganados…



terça-feira, agosto 09, 2016

IMPOSTOS CASTIGAM MAIS OS RICOS?

Uma boa parte da nossa esquerda, certamente bem-intencionada, pensa que os impostos castigam mais os mais ricos, que aproveitam a embalagem e se choram muito, mas é tudo um grande engano.

Começando pelos rendimentos e lucros, temos que os ricos mesmo tendo salários altos, recebem extras e têm despesas, como viaturas, viagens, seguros, almoços e jantares, e outras, pagas pelas empresas, enquanto os trabalhadores mais modestos pagam segundo os seus salários, geralmente baixos, sem outras benesses, se não forem trafulhas.  Registe-se que os capitais dos portugueses mais modestos são devidamente tributados cá dentro, já os lucros dos grandes patrões e gestores, viajam para o exterior e são lá taxados, não contribuindo para a riqueza nacional.

Os impostos indirectos são cegos e atingem pobres e ricos de igual modo, pelo que nem aí os ricos contribuem mais.

Dois exemplos da cegueira na arrecadação de impostos são as novas regras do IMI e do Imposto Sucessório, porque ao contrário dos pobres, os ricos não têm os seus imóveis e empresas em seu nome individual, e serão muito poucos os que não tenham as sedes das empresas e as propriedades em offshores, bem protegidas dos ataques do fisco.


A esquerda necessita de se modernizar e de ter uma visão mais actual da realidade, porque neste momento está a penalizar cada vez mais quem vive do seu trabalho e não foge aos impostos. Taxar a riqueza só será possível com a inversão do ónus da prova, tendo o contribuinte que justificar os sinais exteriores de riqueza, e por aí não me parece que esta esquerda esteja preparada para seguir. Por cá qualquer magnata pode dizer-se falido e viver à grande, declarando o ordenado mínimo nacional ou recebendo uns empréstimos de amigos.